martes 24 de noviembre de 2009

"Eu sabia que você não vinha
O bolo, fiz pra consolo
E o café
Pela fé que eu não tinha."

domingo 22 de noviembre de 2009

22

viernes 20 de noviembre de 2009

Vejo metáforas da minha vida em toda parte, tropeço nelas o tempo todo...
E exercitando a capacidade de desapego, um belo dia abro a janela e... onde está o colégio em que estudei por 10 anos da minha vida?
Veio ao chão para a construção de um prédio. Sim, porque hoje em dia tudo são prédios e pessoas e sentimentos empilhados sem que nos perguntassem onde é que a gente fica no meio de tudo isso. A gente não fica, essa que é a verdade.
E é tão verdade que é preciso o desapego. Tudo vai nos atropelando com tratores potentes, a poeira vai subindo e se você tinha algo mais concreto ali do que lembranças, esqueça. Está agora sob os escombros e amanhã no lixão.
Por isso o desapego. E é tão difícil deixar voar.
Mas estou tentando.

domingo 15 de noviembre de 2009

"- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
(...)
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer."
(Antoine de Saint-Exupéry)

Até o Pequeno Príncipe sofria deste mal...

martes 10 de noviembre de 2009

Viver não dói (??????????)

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

(Carlos Drummond de Andrade)


lunes 9 de noviembre de 2009

Tão louca como a vida pode ser, pensamentos no ponto de ônibus como: Deus, por favor que o ônibus não venha lotado para poupar minha unha encravada inflamada; ou: eu não deveria ter comido costela de porco às 9h30 da noite... ai meu estômago.
Estômago e fígado estropeados, ambos mea culpa, mea maxima culpa.
Também lamento pelo cabelo de Tina Turner, outro mea culpa que me custou muito caro, pois como diz a Dani, tudo o que é baratinho... Deste modo tenho dívidas até janeiro.
Céus, preciso de um patuá.
Só me resta rir de tudo isso.

ps: mas na madruga de sábado eu olho no relógio e são 2h22...

viernes 6 de noviembre de 2009

Hoje sim que parece finados.
:ó(

miércoles 4 de noviembre de 2009

Parem a ciranda, que eu quero descer

Eu aprendi, nos últimos tempos, que quando alguém te diz "sim", você deve balançar a cabeça e dar um daqueles sorrisos guardados para momentos kodak.
Mas sem acreditar nisso, nem por um segundo. Porque os sins se transformarão em talvezes amanhã, e em definitivamente nãos na semana que vem.
Portanto, eu só confio em Deus e em meus próprios passos, que vou dando com pernas brancas e cambaleantes, por um caminho incerto que vou construindo aos pouquinhos...

viernes 30 de octubre de 2009

Dear Stranger (ou Dear Sem-codinome-ainda)

Vamos esclarecer algumas coisinhas:

1- eu não sou tão amarga quanto possa parecer;
2- amores não são âncoras, são asas para voar;
3- o amor é saudável sim, o que não é saudável é o sofrimento e os pensamentos obcessivos;
4- a corrente que prendia à âncora mencionada no texto abaixo tem a ver com dor e sofrimento, e não com o amor. Se me libertei de algo, foi da dor. O amor é algo que me constitui.
5- "até que ponto é válido amar?" Desde quando isso é racional? Não se escolhe, se sente. O dia em que isso for racional, estarei morta. Racional são as escolhas que fazemos para fugir da dor, mas sentimentos não se escolhem.

Será que fui clara? hahaha.
Meu Deus, parece um texto de auto-ajuda!

martes 27 de octubre de 2009




"Pensamentos lindamente banais e libertadores (será que fechei a janela do quarto?) que só aparecem quando a dor da queimadura já passou (...).
Como se a corrente que o prendia à âncora tivesse partido (você não consegue lembrar onde e quando, ou o que estava fazendo), você percebe de repente que seus pensamentos estão novamente sob controle; sua cama não parece mais vazia, mas simplesmente sua, sua para dormir, ler o jornal..."
(David Gilmour, O clube do filme)