martes 10 de noviembre de 2009

Viver não dói (??????????)

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

(Carlos Drummond de Andrade)


lunes 9 de noviembre de 2009

Tão louca como a vida pode ser, pensamentos no ponto de ônibus como: Deus, por favor que o ônibus não venha lotado para poupar minha unha encravada inflamada; ou: eu não deveria ter comido costela de porco às 9h30 da noite... ai meu estômago.
Estômago e fígado estropeados, ambos mea culpa, mea maxima culpa.
Também lamento pelo cabelo de Tina Turner, outro mea culpa que me custou muito caro, pois como diz a Dani, tudo o que é baratinho... Deste modo tenho dívidas até janeiro.
Céus, preciso de um patuá.
Só me resta rir de tudo isso.

ps: mas na madruga de sábado eu olho no relógio e são 2h22...

viernes 6 de noviembre de 2009

Hoje sim que parece finados.
:ó(

miércoles 4 de noviembre de 2009

Parem a ciranda, que eu quero descer

Eu aprendi, nos últimos tempos, que quando alguém te diz "sim", você deve balançar a cabeça e dar um daqueles sorrisos guardados para momentos kodak.
Mas sem acreditar nisso, nem por um segundo. Porque os sins se transformarão em talvezes amanhã, e em definitivamente nãos na semana que vem.
Portanto, eu só confio em Deus e em meus próprios passos, que vou dando com pernas brancas e cambaleantes, por um caminho incerto que vou construindo aos pouquinhos...

viernes 30 de octubre de 2009

Dear Stranger (ou Dear Sem-codinome-ainda)

Vamos esclarecer algumas coisinhas:

1- eu não sou tão amarga quanto possa parecer;
2- amores não são âncoras, são asas para voar;
3- o amor é saudável sim, o que não é saudável é o sofrimento e os pensamentos obcessivos;
4- a corrente que prendia à âncora mencionada no texto abaixo tem a ver com dor e sofrimento, e não com o amor. Se me libertei de algo, foi da dor. O amor é algo que me constitui.
5- "até que ponto é válido amar?" Desde quando isso é racional? Não se escolhe, se sente. O dia em que isso for racional, estarei morta. Racional são as escolhas que fazemos para fugir da dor, mas sentimentos não se escolhem.

Será que fui clara? hahaha.
Meu Deus, parece um texto de auto-ajuda!

martes 27 de octubre de 2009




"Pensamentos lindamente banais e libertadores (será que fechei a janela do quarto?) que só aparecem quando a dor da queimadura já passou (...).
Como se a corrente que o prendia à âncora tivesse partido (você não consegue lembrar onde e quando, ou o que estava fazendo), você percebe de repente que seus pensamentos estão novamente sob controle; sua cama não parece mais vazia, mas simplesmente sua, sua para dormir, ler o jornal..."
(David Gilmour, O clube do filme)

martes 20 de octubre de 2009

Conheço essa música, mas psiuu... vou fingir que não. E entrar no jogo por puro tédio...

viernes 16 de octubre de 2009

A você, que inveja tantas histórias e anseia por tê-las eu te falo, meu caro amigo, cada uma delas é um travesseiro enxarcado, uma ruga a mais na face rosa, um aprendizado dolorido...
E fica tudo para trás, como poeira... são poucas as que persistem.
Te digo também que você ainda chorará muito, rirá muito e jogará tudo para o alto.
Vai desistir e voltar atrás, para insistir em novos erros, porque viver é ir errando, e eu erro o tempo todo.
"Viver é um soco no estômago" e isso eu ia dizer se a Clarice já nao tivesse dito.

martes 13 de octubre de 2009



"Entre el 'sí' y el 'no', ¡qué infinita rosa de los vientos!"
(J. Cortázar)

sábado 10 de octubre de 2009

Eu já deveria saber que é melhor assim

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

(F. Pessoa)