martes, 22 de julio de 2008

Atravessando a rua hoje uma surpresa: uma motorista pára o carro antes da faixa de pedestres me cedendo passagem. Uma educação européia em plena São Paulo, chega até a ser engraçado. E subindo a rua, olho as fachadas das academias em eternas promoções, me lembro que preciso fazer alguma coisa, mexer o físico e depois me lembro das 50 coisas que tenho que fazer hoje, simplesmente não quero nada, mas preciso.
E ando fazendo bem. Tenho lutado como nunca e até diria mais: como ninguém. É, dez dias sem. Me viro bem em meu monociclo. E mesmo quando tudo começa a girar, tudo desobedece, eu tô lá, firme e fraca tirando xerox e pensando em meu trabalho editorial e autoral do material didático que inevitavelmente tenho que produzir. Ojalá me sirva no futuro. Enfim, quase pus o pano de prato no saco da reciclagem e depois me perguntei: por que não? Talvez as pequenas insanidades diárias tragam algo belo noarrastardosdias.
Só sei que a idéia é uma, mas quando sento diante do monitor tudo se cristaliza em breguice.
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Atravesando la calle hoy una sorpresa: una conductora para el coche antes del paso de cebra, concediéndome paso. Una educación europea en plena São Paulo. Llega a ser gracioso. Y subiendo la calle, miro las fachadas de los gimnasios en eternas promociones, me acuerdo de que necesito hacer algo, mover el físico y después me acuerdo de las 50 cosas que tengo que hacer hoy, simplemente no quiero nada, pero lo necesito.
Y sigo haciéndolo bien. Lucho como nunca y hasta diría más: como nadie. Sí, diez días sin. Me las arreglo sola en mi "monociclo". Y aun cuando todo empieza a girar, todo desobedece, toy allí, firme y débil sacando fotocopoias y pensando en mi trabajo editorial y autoral del material didáctico que inevitablemente tengo que producir. Ojalá me sirva en el futuro. En fin, casi puse el paño de cocina en la bolsa de reciclaje y después me pregunté: ¿por qué no? Tal vez las pequeñas insanias diarias traigan algo bello enelarrastrardelosdías.
Lo que sé es que la idea es una, pero cuando me siento delante de la pantalla todo se vuelve cursilería.

viernes, 18 de julio de 2008

159 horas "limpinha".
Pedalando um monociclo na beira do abismo da loucura.
"Só pra ver até quando o motor aguenta."

lunes, 14 de julio de 2008

"Un señor encuentra a un amigo y lo saluda, dándole la mano e inclinando un poco la cabeza.
Así es como cree que lo saluda, pero el saludo ya está inventado y este buen señor no hace más que calzar en el saludo.
Llueve. Un señor se refugia bajo una arcada. Casi nunca estos señores saben que acaban de resbalar por un tobogán prefabricado desde la primera lluvia y la primera arcada. Un húmedo tobogán de hojas marchitas.
Y los gestos del amor, ese dulce museo, esa galería de figuras de humo. Consuélese tu vanidad: la mano de Antonio buscó lo que busca tu mano, y ni aquélla ni la tuya buscaban nada que ya no hubiera sido encontrado desde la eternidad. Pero las cosas invisibles necesitan encarnarse, las ideas caen a la tierra como palomas muertas.
Lo verdaderamente nuevo da miedo o maravilla. Estas dos sensaciones igualmente cerca del estómago acompañan siempre la presencia de Prometeo; el resto es la comodidad, lo que siempre sale más o menos bien; los verbos activos contienen el repertorio completo.
Hamlet no duda: busca la solución auténtica y no las puertas de la casa o los caminos ya hechos -por más atajos y encrucijadas que propongan. Quiere la tangente que triza el misterio, la quinta hoja del trébol. Entre sí y no, qué infinita rosa de los vientos. Los príncipes de Dinamarca, esos halcones que eligen morirse de hambre antes de comer carne muerta.
Cuando los zapatos aprietan, buena señal. Algo cambia ahí, algo que nos muestra, que sordamente nos pone, nos plantea. Por eso los monstruos son tan populares y los diarios se extasían con los terneros bicéfalos. ¡Qué oportunidades, qué esbozo de un gran salto hacia lo otro!
Ahí viene López.
-¿Qué tal, López?
-¿Qué tal, che?
Y así es como creen que se saludan. "
(Julio Cortázar)

viernes, 11 de julio de 2008




“... olhava no espelho aquela que eles viam: não era eu; estava ausente, ausente de toda parte: onde me encontrar? Enlouquecia. ‘Viver é mentir’, pensava, sucumbida; em princípio nada tinha contra a mentira, mas praticamente era esgotante fabricar incessantemente máscaras para mim.”

(Simone de Beauvoir)

miércoles, 9 de julio de 2008

Pra você, querida

"Prezada Mulherzinha,

Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo.
(...)
Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja (...). Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. (...). Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza (pois os outros sabem ser o que são). E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando leio você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. (...).
Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. (...).Acredite: idiotice só te faz charmosa para os/as cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos (na verdade isso já aconteceu).
É triste, amiga Mulherzinha..."
Fernanda Young

martes, 8 de julio de 2008

"O destino é uma vadia inconstante."
(Ben Linus)

domingo, 6 de julio de 2008

Não, eu não sei brincar de guerra.
Não sei usar as armas como se deve.
Disparo gritos em todas as direções e quando vejo minha munição já se foi. Minha metralhadora com balas de festim, palavras inúteis...
E você segue aí, intacto. Protegido por seu escudo de indiferença.
Um mero olhar, ou melhor, um não-olhar e já me tem no chão, rastejando num campo de batalhas cheios de mortos do meu país.
Basta uma palavra, uma única bala que você dispare e é a morte. A redenção do inimigo.
Definitivamente eu não sei brincar de guerra.
(04/07/08)

Un intento de traducción:

No, yo no sé jugar a la guerra.
No sé usar las armas cómo se debe.
Disparo gritos a todas las direcciones y cuando veo mi munición ya se ha ido. Mi metralladora con balas de festín, palabras inútiles...
Y tú sigues ahí, intacto. Protegido por tu escudo de indiferencia.
Una simple mirada, o mejor, una no mirada y ya me tienes al suelo, arrastrándome por un campo de batallas lleno de muertos de mi país.
Basta con una palabra, una única bala que dispares y es la muerte. La redención del enemigo.
Definitivamente no sé jugar a la guerra.