Mostrando entradas con la etiqueta Ansiedade. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Ansiedade. Mostrar todas las entradas

martes, 22 de febrero de 2011

E como se fosse a estética da melancolia, doía.
Poderia ser apenas o estado natural, mas dessa vez doía diferente. Algo rebentando, mais que um grito. Algo que já não desesperava mais. O estático.
Não bem a perda, mas a não-perda, pois está tudo ali tão vivo.
Talvez ela preferisse a perda, meditou enquanto adoçava o café já frio. "Antes a perda do que olhar nos olhos da dor todo o sempre..."
Mas não conseguia. Sabia também que a ausência viria cheia de presença. Não, não era a solução.
Então o quê? O que fazer com essa dor louca???
Se já havia sangrado em palavras e lágrimas, se já havia vazado tudo.
Mais uma xícara de café, agora quente. Suspira e afasta uma folha que lhe incomoda o rosto e a visão dessa semi-paisagem-natural. Consolo.
Recosta na cadeira de vime.
"Não, não preciso mais do que isso..."
E nos olhos o reflexo de uma nuvem clara.

martes, 13 de julio de 2010

Chove em São Paulo, finalmente...
Sempre achei maduros os homens que andam com guarda-chuvas. E da última vez que te vi, você levava um.
Mas agora estou indo embora.
Nestas últimas semanas tanta coisa me voltou à mente. Junto com essa chuva, me vem à cabeça as lágrimas de desespero de uma menininha sentada no chão do seu quarto, perguntando por que você não me ama mais?

Hoje existe uma mulher que escreve. Uma mulher de salto alto, empacotando objetos e pensando no futuro....

lunes, 7 de junio de 2010

Sabe... tem um vasinho na minha janela onde floresceu uma gérbera linda, anos atrás. Embora ela nunca mais tenha dado flor, sempre a cuidei com todo meu amor. Ela já morreu e renasceu tantas vezes...
Em algumas vezes a morte proveio por excesso de adubo... Acho que adubo demais as coisas e acabo por estragá-las.
E estes dias percebi que ela não ressucitou mais da última morte (que devo dizer que foi natural, não por intervenção minha), mas o vaso ficou lá.
Em pouco tempo nasceu um pé de beijinho, vulgo maria-sem-vergonha.
Quer saber?
Deixa ele lá.
Cuidei bem demais da gérbera, ela não quis ficar. Agora tem vida nova crescendo ali.

sábado, 29 de mayo de 2010

Maio já está no final... quem somos nós afinal?

Porque outro dia eu te liguei pra chegar a conclusão nenhuma. Porque eu te fiz perguntas irrespondíveis. Porque eu sabia que você não podia responder nada...
Porque eu queria ouvir a sua voz e ter a certeza de que eu não enlouqueço sozinha.
Porque eu precisava te falar do meu amor insano e dessa certeza amarga que carrego em mim. Porque eu queria ouvir a sua risada e te dizer que não tem outro pai pros filhos que eu ainda não tenho.
Porque eu encontro pedaços de você nas bagunças que tenho organizado pra mudança. Porque eu te procuro nos cafés da Augusta e nas costeletas que desgraçadamente estão na moda.
Porque eu não joguei nada fora, porque minhas lembranças são em cor.
Porque falar com você foi como se fosse algo corriqueiro, algo que nunca parou de ocorrer.
Porque eu prometo não te esperar. Mas é mentira.
Porque sim.

-Eu só queria ter a certeza [lágrimas] que eu não morri em você.
-Não, não morreu. E acho que nunca vai morrer pra mim.

lunes, 24 de mayo de 2010

Indo para outro lugar 2

bruno diz:
acho ótimo dar uma mudada
vc sempre pode voltar
vc é mto jovem

cristina diz:
é acho que sou
nada é irreversível
só a morte e mesmo assim eu acredito em vida além

bruno diz:
pois é
te sinto nos último tempos triste e insatisfeita
acho que uma mudança vai ser boa
além disso, ali vc vai poder arranjar um namorado, já que vc é de fora e tem sotaque engraçado

cristina:
hahahahah
eu nao queria perder o sotaque

bruno:
entao nao perde e fala pra sempre engraçado
e vc fala igual uma italiana

cristina:
vc acha?

bruno:
certeza

domingo, 23 de mayo de 2010

Indo para outro lugar...

martes, 9 de marzo de 2010

Sujeito indeterminado

Na madrugada, amanheço um beijo que eu não dei
pra pensar nele todo espaço de memória que tiver
e não mais dormir
De tarde me floreio nas histórias que quase esqueci
e me deixo estar onde não estive e volto atrás o tempo que for
pra buscar ali a beleza que existiu
Me visto com ela para de noite outra vez me confundir
nos pensamentos labirínticos de uma des-paranóia
De caneta na mão, fujo dos teus olhos indagadores
e das perguntas que nem eu mesma me posso fazer
porque tudo é tão sólido como nuvens desesperadas.

lunes, 1 de marzo de 2010

Eu quero ler todos os livros do mundo
Ver todos os filmes já feitos
Eu quero falar todas as línguas
Ouvir todas as músicas
Sentir todos os sons e todos os gostos
Ver tudo o que eu não vi e o que eu já vi
Pintar-me de todas as cores
Ser tudo o que eu não fui

Transcender...

E é por isso que tanta coisa já não cabe mais
E é por isso que tanto medo já não pode mais
E é por isso que o agora grita

jueves, 21 de enero de 2010

Olhando pela janela do ônibus... todos os arbustos sao iguais...
Passam por mim e sao iguais... sao.
Os santos das igrejas sao iguais de desbotados e todo o ouro nao os cobrem de verdade.
Eu só preciso saber, eu realmente preciso saber.
Por que você nao tira a sua máscara e se mostra...?
Talvez nao haja o que entender, talvez seja assim e fim.
Quisera eu ter essa frieza de dizer boa noite e fechar a porta do quarto.

jueves, 10 de diciembre de 2009

"Pronto estaré de aqui
Muy muy lejos..."