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martes, 14 de septiembre de 2010

Su-su-su-sugar town

Blumenau é uma cidade adorável.
Ela foi fundada pelo Dr. Blumenau, que resolveu formar uma colonia alemã nesse buraquinho de Santa Catarina e logo se pirulitou de volta pra Alemanha, pois provavelmente nem ele aguentou ficar.
O sobrenome do fundador também incita à lembraça da palavra blumen, que em alemão significa flor. E aqui há muitas. De cores lindas, raras, em canteiros centrais da cidade, preservadas pela descendência européia que permite uma educação civilizada.
Até a chegada da Oktoberfest. Porque nesses 18 dias de maldição a cidade fica um caos, o trânsito intransitável e os canteiros se convertem em berços de ébrios cansados.
Ah Blumenau...
O que me irrita um pouco por aqui é a bonequice das mulheres, com o perdão da generalização. Não se sabe se é a pouca oferta cultural que propicia uma considerável frequência nos cabeleireiros ou o próprio ar puro que embasbaca um pouco os seres.
Graças à grande valorização da decoração doméstica, seja a pessoa rica, pobre ou nem lá nem cá, a palavra "capricho" é bastante empregada. "Você tem que ver o capricho que é aquela cozinha, como ela esfrega tudo tudo tudo..." Mas nesse ponto não se deve cuspir para cima já que qualquer um, homem ou mulher que pretenda viver só, corre grandes riscos de se converter numa doninha-de-casa-prendada. E como diz um grande amigo, "nunca se sabe".
Ao menos as paisagens são belas e não é cansativo ficar de pé num congestionamento dentro de um ônibus lotado quando se tem algo a contemplar. Porque a modernidade do tráfego também chegou aqui.
O rio Itajaí Açu é um dos cartões postais daqui e às vezes manchete das notícias de jornal, quando ele sobe. A enchente de 2008 que o diga. Mas sem mais alardes, as autoridades locais garantem que isso não ocorrerá de novo e que o rio ainda pode ser plano de fundo das fotos dos turistas.
Afinal, os turistas são fundamentais para a manutenção dessa cidade cenográfica. E viva Truman.


viernes, 26 de diciembre de 2008

39º

Vamos lá, talvez a febre ajude.
Por onde começo?
Ah sim, sim:
"A burguesia fede!", já disse o mestre Cazuza e as pessoas continuam repetindo num eco anormal e sem um grão de criatividade.
Sim sim...
Pelo amor de Deus, já estamos cansados demais de ouvir em pseudos-poeminhas que a culpa toda é da burguesia e do Sistema (sim, com letra maiúscula porque ele já virou entidade).
Parem um pouco de repetir incansavelmente sem refletir...
Quem é o burguês? Quem é o tal Sistema?
Você já parou pra pensar que enquanto faz sonetinhos dizendo que a culpa é toda do cara riquinho, não está fazendo mais do que prolongar a interminavel divisão das castas? O que se faz com tanto protestinho de fundo de quintal infundado é repetir e repetir feito papagaio ensinado. É isso que o tal "Sistema" tanto quer, a divisão. Você, senhor engajado, é puro Sistema camuflado.
Cai na real, meu amigo, minha amiga inteligente: pregar contra quem tem só mostra o desejo nada oculto de ter também e assim se eleva ad infinitum (como se escreve isso?) o preconceito que já existe de sobra. E tô falando do preconceito não do possuidor e sim daquele que não possui.
Tanto protesto é dor de cotovelo e se não fosse, os "manifestantes" perceberiam que correm por dinheiro, que fazem hora extra por dinheiro, que fazem crediário nas Casas Bahia pra ter a tv que brilha na casa do burguês, pra ter "status". Já foi engolido pelos valores que tanto critica.
E nem nota que o tal "burguês" é mais ou tão escravo quanto o proletário, porque sofre com todo tipo de doença psico-somática e gasta rios de dinheiro lutando contra o stress, já que vive para trabalhar e manter o patrimônio inútil.
É, caro amigo "militante", sinto te informar que o Sistema traiu a todos, pobres e ricos, cada um ferrado de uma maneira.
E sua pseudo-militância não derruba o monstrinho-sistema, só gera mais ódio contra pessoas de classes diferentes.
Quer um conselho?
Comece a escrever sobre o que é universal pra todo ser humano e não sobre as diferenças. Mostrar onde se é igual gera união e não esse ódio que ninguém precisa mais.
Ah, o Cazuza foi um poeta sim, foi sábio em reconhecer a podridão do dinheiro mal usado, mas pelo amor de Deus, tragam algo novo aos saraus e reuniõezinhas culturais.

jueves, 6 de noviembre de 2008

Tentando fugir da massa, você vira massa...



lunes, 14 de julio de 2008

"Un señor encuentra a un amigo y lo saluda, dándole la mano e inclinando un poco la cabeza.
Así es como cree que lo saluda, pero el saludo ya está inventado y este buen señor no hace más que calzar en el saludo.
Llueve. Un señor se refugia bajo una arcada. Casi nunca estos señores saben que acaban de resbalar por un tobogán prefabricado desde la primera lluvia y la primera arcada. Un húmedo tobogán de hojas marchitas.
Y los gestos del amor, ese dulce museo, esa galería de figuras de humo. Consuélese tu vanidad: la mano de Antonio buscó lo que busca tu mano, y ni aquélla ni la tuya buscaban nada que ya no hubiera sido encontrado desde la eternidad. Pero las cosas invisibles necesitan encarnarse, las ideas caen a la tierra como palomas muertas.
Lo verdaderamente nuevo da miedo o maravilla. Estas dos sensaciones igualmente cerca del estómago acompañan siempre la presencia de Prometeo; el resto es la comodidad, lo que siempre sale más o menos bien; los verbos activos contienen el repertorio completo.
Hamlet no duda: busca la solución auténtica y no las puertas de la casa o los caminos ya hechos -por más atajos y encrucijadas que propongan. Quiere la tangente que triza el misterio, la quinta hoja del trébol. Entre sí y no, qué infinita rosa de los vientos. Los príncipes de Dinamarca, esos halcones que eligen morirse de hambre antes de comer carne muerta.
Cuando los zapatos aprietan, buena señal. Algo cambia ahí, algo que nos muestra, que sordamente nos pone, nos plantea. Por eso los monstruos son tan populares y los diarios se extasían con los terneros bicéfalos. ¡Qué oportunidades, qué esbozo de un gran salto hacia lo otro!
Ahí viene López.
-¿Qué tal, López?
-¿Qué tal, che?
Y así es como creen que se saludan. "
(Julio Cortázar)