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martes, 22 de febrero de 2011

E como se fosse a estética da melancolia, doía.
Poderia ser apenas o estado natural, mas dessa vez doía diferente. Algo rebentando, mais que um grito. Algo que já não desesperava mais. O estático.
Não bem a perda, mas a não-perda, pois está tudo ali tão vivo.
Talvez ela preferisse a perda, meditou enquanto adoçava o café já frio. "Antes a perda do que olhar nos olhos da dor todo o sempre..."
Mas não conseguia. Sabia também que a ausência viria cheia de presença. Não, não era a solução.
Então o quê? O que fazer com essa dor louca???
Se já havia sangrado em palavras e lágrimas, se já havia vazado tudo.
Mais uma xícara de café, agora quente. Suspira e afasta uma folha que lhe incomoda o rosto e a visão dessa semi-paisagem-natural. Consolo.
Recosta na cadeira de vime.
"Não, não preciso mais do que isso..."
E nos olhos o reflexo de uma nuvem clara.

viernes, 24 de septiembre de 2010

"Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade."

sábado, 18 de septiembre de 2010

Conhecer a tua ficção foi acessar a tua parte mais real.

domingo, 5 de septiembre de 2010

A casa finalmente vazia.
Fechamos a porta. Eco.
Deixamos para trás mais que uma construçao velha. Deixamos gritos e risos presos nas paredes descascadas. Uma vida...
Mas eu nao sabia que além de um passado tao denso, eu tambem deixava ali meu presente.
Que entrar naquele aviao seria alterar tudo. Que minha nao escolha fosse uma escolha.
Que as tuas lágrimas inesperadas fossem as últimas...

Revista Vida Simples, Legiao Urbana e ceviche.
Eu nunca vou esquecer essa noite.

domingo, 8 de agosto de 2010

Um de cada lado do espelho



O amor e o ódio são gêmeos.
Na verdade, são seres fundidos e eu diria que um só existe porque o outro existe também.
Hoje eu sou só ódio.
Não há uma célula em mim que não queria a destruição e não deseje a dor.
A minha pulsão de vida vem do animal agonizante que carrego dentro.

Maldita e bendita a minha intução de sempre fazer
a pergunta exata.

sábado, 7 de agosto de 2010

Rua da Consolação, em frente ao cemitério X num dia cinza. Gris. As mãos entrelaçadas novamente, como antes e como nunca. Como eu pensei que nunca mais seria e foi.
Meu sobretudo também cinza e um vento gélido. Teu olhar pedinte, meu coração nervoso.
E o que faremos agora?
E o que faremos?
E o que...?

"Nós trocamos de papel porque o destino é uma puta..."

lunes, 19 de julio de 2010

Quando nós colocamos nossa vida na mão de alguém, a grande tendência é que este alguém a amasse bem devagarinho, qual papel de bala consumida. Assim, sem perceber.
Sem perceber que a estampa do papelzinho vai desbotando na palma da mão.
Depois, o papelzinho cai no chão, em frangalhos e a mão nem sabe ao certo onde foi que o perdeu.
Isso posso dizer que aprendi bem. Mas aprender algo não significa dominar a arte de.
Deve ser por isso que algumas coisas ainda machucam tanto.

domingo, 11 de julio de 2010

Homenagem 1

Tempos de mudança.
Encontrando fotogramas perdidos da minha vida sob o pó.
Estou esvaziando a minha casa e o olhando para trás...
Já tirei fotos do jardim, umas das partes que, quiçás, eu vá sentir mais falta.
Nessa casa, que mais do que qualquer lugar eu chamo lar, foi onde vivi tudo. Da mais profunda dor à mais linda alegria.
É uma lembrança sobre a outra. São amores enterrados sob as sombras das plantas. São risos que as paredes retiveram e lágrimas nas gretas do chão...
São os jogos de cartas regados a vinho do meu nonno. São os crochês da nonna nas tardes claras. São as freguesas de costura da minha mãe. É meu pai chamando os cachorros lá fora. É o Fábio preparando minha festinha de cinco anos. É minha (ex) cunhada arrumando o cabelo e o vestido de noiva. São minhas vizinhas pulando amarelinha comigo no quintal. São meus parentes e amigos e semi-conhecidos que por toda a vida desta casa se hospedaram aqui.
Sou eu te esperando na janela...

Essa casa foi cenário, mas desconfio que ela tem vida própria. Tem vontades, tem saudades dos que aqui já não estão. Foi ela que nos segurou tanto tempo, mas já não pode mais.
Então ela nos permite ir.
E aqui eu deixo tudo.

lunes, 28 de junio de 2010

Citando a mim mesma:

"...e de resto eu me acolho, eu escolho.
Não há mais culpa minha, culpa tua, culpa dele.
[...]
Porque seguirei sendo, independente de."

Pois é. Desfiz o que eu não tinha feito.
Devolvi o que eu não tive. Toma, de volta pra você.
Aí está.
Tenho agora, pois eu não tinha.
Estou.
Sigo sendo.

- Independente de você, gosto muito de você.
- Hã? hahahaha. Adorei essa...

sábado, 29 de mayo de 2010

Maio já está no final... quem somos nós afinal?

Porque outro dia eu te liguei pra chegar a conclusão nenhuma. Porque eu te fiz perguntas irrespondíveis. Porque eu sabia que você não podia responder nada...
Porque eu queria ouvir a sua voz e ter a certeza de que eu não enlouqueço sozinha.
Porque eu precisava te falar do meu amor insano e dessa certeza amarga que carrego em mim. Porque eu queria ouvir a sua risada e te dizer que não tem outro pai pros filhos que eu ainda não tenho.
Porque eu encontro pedaços de você nas bagunças que tenho organizado pra mudança. Porque eu te procuro nos cafés da Augusta e nas costeletas que desgraçadamente estão na moda.
Porque eu não joguei nada fora, porque minhas lembranças são em cor.
Porque falar com você foi como se fosse algo corriqueiro, algo que nunca parou de ocorrer.
Porque eu prometo não te esperar. Mas é mentira.
Porque sim.

-Eu só queria ter a certeza [lágrimas] que eu não morri em você.
-Não, não morreu. E acho que nunca vai morrer pra mim.

domingo, 23 de mayo de 2010

Indo para outro lugar...

domingo, 4 de abril de 2010

"Olhar você e não saber
Que você é a pessoa mais linda do mundo
Eu queria alguém lá no fundo do coração
Ganhar você e não querer
É porque eu quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora entra, vai e volta sem sair
Oh, não ! Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir..."

jueves, 17 de diciembre de 2009

Conversa de botas batidas

Porque ainda sangro com essa música...

"Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você, onde é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar"

martes, 24 de noviembre de 2009

"Eu sabia que você não vinha
O bolo, fiz pra consolo
E o café
Pela fé que eu não tinha."

viernes, 20 de noviembre de 2009

Vejo metáforas da minha vida em toda parte, tropeço nelas o tempo todo...
E exercitando a capacidade de desapego, um belo dia abro a janela e... onde está o colégio em que estudei por 10 anos da minha vida?
Veio ao chão para a construção de um prédio. Sim, porque hoje em dia tudo são prédios e pessoas e sentimentos empilhados sem que nos perguntassem onde é que a gente fica no meio de tudo isso. A gente não fica, essa que é a verdade.
E é tão verdade que é preciso o desapego. Tudo vai nos atropelando com tratores potentes, a poeira vai subindo e se você tinha algo mais concreto ali do que lembranças, esqueça. Está agora sob os escombros e amanhã no lixão.
Por isso o desapego. E é tão difícil deixar voar.
Mas estou tentando.

domingo, 15 de noviembre de 2009

"- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
(...)
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer."
(Antoine de Saint-Exupéry)

Até o Pequeno Príncipe sofria deste mal...

viernes, 6 de noviembre de 2009

Hoje sim que parece finados.
:ó(

miércoles, 4 de noviembre de 2009

Parem a ciranda, que eu quero descer

Eu aprendi, nos últimos tempos, que quando alguém te diz "sim", você deve balançar a cabeça e dar um daqueles sorrisos guardados para momentos kodak.
Mas sem acreditar nisso, nem por um segundo. Porque os sins se transformarão em talvezes amanhã, e em definitivamente nãos na semana que vem.
Portanto, eu só confio em Deus e em meus próprios passos, que vou dando com pernas brancas e cambaleantes, por um caminho incerto que vou construindo aos pouquinhos...

sábado, 10 de octubre de 2009

Eu já deveria saber que é melhor assim

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

(F. Pessoa)

miércoles, 26 de agosto de 2009

Então é isso, decidimos fazer o que "deveria" ser feito.
Deve ser por isso que está doendo tanto...