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domingo, 8 de agosto de 2010

Um de cada lado do espelho



O amor e o ódio são gêmeos.
Na verdade, são seres fundidos e eu diria que um só existe porque o outro existe também.
Hoje eu sou só ódio.
Não há uma célula em mim que não queria a destruição e não deseje a dor.
A minha pulsão de vida vem do animal agonizante que carrego dentro.

Maldita e bendita a minha intução de sempre fazer
a pergunta exata.

martes, 20 de julio de 2010

Eu perdi o meu medo, o meu medo da chuva

E a liberdade de ser? Se sempre houve a culpa...
Desde... desde.
Nos primeiros passos, nas primeiras letras. Escondida sob a cama. Imersa nos meus pensamentos, para baixar o volume dos gritos entoados como cânticos religiosos ao meu redor.
Culpa?
Eu poderia discorrer capítulos infindáveis sobre ela. Inclusive da culpa de escrever em primeira pessoa. Mas aprendi que é inevitável, pois sou plenamente emocional e egoísta.
É mesmo. Já me contaram que todo mundo, sem exceção é egoísta, sabe?
Ah, a culpa!
A auto-flagelação de pensamentos repetitivos cheio de dedos indicadores gritões...
Insônia, clareira da madrugada. Ela vem e te abraça pra te lembrar do quão suja, vil e EGOísta você é.
Este EGO e-nor-me cosido nas rendas da culpa primordial de ser mulher... E o querer culposo.
E teus dedos? Armas de fogo apontadas ao meu peito: meu coração no paredão esperando os teus tiros duros e certeiros.
Tanta culpa de nojo, doente e maltrapilha, de quem não sabe o que é e nem o que quer.
Sei bem, conheço essa e outras modalidades de paranóia.
E decidi que elas não podem mais sentar-se à minha mesa.

martes, 13 de julio de 2010

Chove em São Paulo, finalmente...
Sempre achei maduros os homens que andam com guarda-chuvas. E da última vez que te vi, você levava um.
Mas agora estou indo embora.
Nestas últimas semanas tanta coisa me voltou à mente. Junto com essa chuva, me vem à cabeça as lágrimas de desespero de uma menininha sentada no chão do seu quarto, perguntando por que você não me ama mais?

Hoje existe uma mulher que escreve. Uma mulher de salto alto, empacotando objetos e pensando no futuro....

miércoles, 30 de junio de 2010

For no one (or someone, wherever)

Your day breaks,
Your mind aches,
You find that all her words of kindness linger on
When she no longer needs you
She wakes up,
She makes up,
She takes her time and doesn't feel she has to hurry
She no longer needs you

And in her eyes you see nothing,
No sign of love behind the tears cried for no one,
A love that should have lasted years

You want her,
You need her,
And yet you don't believe her when she says her love is dead
You think she needs you

And in her eyes you see nothing
No sign of love behind the tears cried for no one,
A love that should have lasted years

You stay home,
She goes out,
She says that long ago she knew someone, but no ne's gone
She doesn't need him
Your day breaks,
Your mind aches,
There will be times when all the things you said will fill your head
You won't forget her

And in her eyes you see nothing
No sign of love behind the tears cried for no one,
A love that should have lasted years

(For no one, Paul MacCartney)

jueves, 17 de junio de 2010

Matizes de cinza

"Cris, eres una víctima de mierda. Una víctima de mierda".
Um grande amigo espanhol dizendo isso com sua voz ácida e risonha. Víctima de mierda.
É isso que sou e o que todo mundo é, na verdade.
Porque escolhi e sigo escolhendo, não há terceiros.
Porque escolhi, não importa quando e nem como, estar no hoje.
Correr nua na chuva fria, contra o vento e contra-mão.
Deixar molhar e queimar, e de resto eu me acolho, eu escolho.
Não há mais culpa minha, culpa tua, culpa dele.
Estamos aí, me dê a mão.
Ou não. Porque seguirei sendo, independente de.

lunes, 1 de marzo de 2010

Eu quero ler todos os livros do mundo
Ver todos os filmes já feitos
Eu quero falar todas as línguas
Ouvir todas as músicas
Sentir todos os sons e todos os gostos
Ver tudo o que eu não vi e o que eu já vi
Pintar-me de todas as cores
Ser tudo o que eu não fui

Transcender...

E é por isso que tanta coisa já não cabe mais
E é por isso que tanto medo já não pode mais
E é por isso que o agora grita

viernes, 20 de noviembre de 2009

Vejo metáforas da minha vida em toda parte, tropeço nelas o tempo todo...
E exercitando a capacidade de desapego, um belo dia abro a janela e... onde está o colégio em que estudei por 10 anos da minha vida?
Veio ao chão para a construção de um prédio. Sim, porque hoje em dia tudo são prédios e pessoas e sentimentos empilhados sem que nos perguntassem onde é que a gente fica no meio de tudo isso. A gente não fica, essa que é a verdade.
E é tão verdade que é preciso o desapego. Tudo vai nos atropelando com tratores potentes, a poeira vai subindo e se você tinha algo mais concreto ali do que lembranças, esqueça. Está agora sob os escombros e amanhã no lixão.
Por isso o desapego. E é tão difícil deixar voar.
Mas estou tentando.

martes, 10 de noviembre de 2009

Viver não dói (??????????)

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

(Carlos Drummond de Andrade)


lunes, 9 de noviembre de 2009

Tão louca como a vida pode ser, pensamentos no ponto de ônibus como: Deus, por favor que o ônibus não venha lotado para poupar minha unha encravada inflamada; ou: eu não deveria ter comido costela de porco às 9h30 da noite... ai meu estômago.
Estômago e fígado estropeados, ambos mea culpa, mea maxima culpa.
Também lamento pelo cabelo de Tina Turner, outro mea culpa que me custou muito caro, pois como diz a Dani, tudo o que é baratinho... Deste modo tenho dívidas até janeiro.
Céus, preciso de um patuá.
Só me resta rir de tudo isso.

ps: mas na madruga de sábado eu olho no relógio e são 2h22...

martes, 27 de octubre de 2009




"Pensamentos lindamente banais e libertadores (será que fechei a janela do quarto?) que só aparecem quando a dor da queimadura já passou (...).
Como se a corrente que o prendia à âncora tivesse partido (você não consegue lembrar onde e quando, ou o que estava fazendo), você percebe de repente que seus pensamentos estão novamente sob controle; sua cama não parece mais vazia, mas simplesmente sua, sua para dormir, ler o jornal..."
(David Gilmour, O clube do filme)

sábado, 19 de septiembre de 2009

Dessa vez, eu sei que foi de vez, pra não mais.
E isso só me traz a constatação de que mais nada vai machucar assim, mais nada pode doer tanto.
Se aparece mínima possibilidade de lágrima, saio pela tangente e canto outra canção, baby.
Porque a Clarice já disse o que eu ia dizer agora: "eu sou mais forte do que eu".

viernes, 4 de septiembre de 2009

(A rosa meditativa, Salvador Dalí)


Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar para poder voltar sempre inteira.

(Cecília Meireles)

martes, 28 de abril de 2009

Eu continuo aqui, tentando transformar a poeira em poesia. Em outras palavras, dando aulas.

martes, 31 de marzo de 2009

Outro dia o assunto era escrever diários e lembrei que enchia agendas e agendas de porcarias, papéis e recordações de fatos ou semi-fatos do dia. Pedacinhos de passado ficando eternizados na medida do possível em um livro de 365 páginas. Atestado de tempo livre.
Vejo minha agenda de agora: uma lista de afazeres futuros, não mais passado, não mais tempo para contar histórias e filosofar o cotidiano simples. Só o porvir, esquematizado nas 24 curtas-horas do dia.
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Alumna: Pareces cansada.
Yo: Es que estoy, he trabajado mucho.
Alumna: Realmente estás muy muy cansada... tienes que dormir un poco. ¿Practicas algún deporte?
Yo: No, es que hay trabajo, facultad, clases para preparar...
Alumna: Vas a ponerte vieja rápido. Con dinero (???), pero enferma.
Yo: Não tem muita escolha. Fazer o quê.
(porque nestas horas sempre voltamos à nossa língua materna...)