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lunes, 18 de octubre de 2010

Isto é Oktoberfest...





miércoles, 13 de octubre de 2010

A verdade dividida, Drummond

A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar.
Cada um optouconforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

sábado, 11 de septiembre de 2010

As propagandas da tv local aqui sao tao ruins que parece que estou de férias e logo vou voltar para uma vida normal, onde a publicidade tem alguma noçao...

martes, 22 de junio de 2010

E agora, José?

Hace tiempo que comento con la almohada,
Que tal vez si para ti soy una carga,
Hace tiempo que ya no le creo nada
Y he notado tu sonrisa algo cansada.

Con los días se amontonan los momentos,
Que perdimos por tratar de ser sinceros,
Y aunque no me creas creo que aun te creo,
Y aunque no me quieras creo que aun te quiero.

Y yo, perdida entre la confusión,
De no saber si sí o si no,
Voy esquivando tus miradas,
Yo, que he sido tu peor error,
Me quedo con la sensación,
De no tener las cosas claras.

He tocado con la punta de los dedos
Ese cielo que prometes con tus besos,
Como un niño me creí todos tus cuentos,
Y aunqe tu me entiendas yo ya no te entiendo.

Solo quedan los recuerdos de ese invierno,
Que pasamos enterrando sentimientos,
Y aunque no me creas creo que aun te creo,
Y aunque no me quieras creo que aun te quiero.

Y yo, perdida entre la confusión,
De no saber si sí o si no,
Voy esquivando tus miradas,
Yo, que he sido tu peor error,
Me quedo con la sensación,
De no tener las cosas claras.

No he sido yo lo amargo de tu voz,
La mala entre nosotros dos,
Y no pasa nada, si apago la luz,
Y busco y no estas tú,
Si el tiempo no nos dijo adiós,
Y todo se acaba, yo...

Y yo, perdida entre la confusión,
De no saber si sí o si no,
Voy esquivando tus miradas,
Yo, que he sido tu peor error,
Me quedo con la sensación,
De no tener las cosas claras

(Tu peor error, La 5a estación)

domingo, 20 de junio de 2010

500 dias com ela

Na loja de móveis, como em 500 dias com ela. Mas o diálogo era outro:
- Esses móveis são legais, mas não significam que vão durar...
- É.

Eu mesma disse e eu mesma ri da coincidência, da irônia do destino. Da vadia que o destino é.

Olha, eu juro que tentei ser rasa: não me conta seu passado, não falamos de futuro. Mas ouvir a tua história foi abrir uma janela.
O amargo da tua boca não vem só das tragadas que você dá.

http://www.youtube.com/watch?v=fczPlmz-Vug

jueves, 17 de junio de 2010

Matizes de cinza

"Cris, eres una víctima de mierda. Una víctima de mierda".
Um grande amigo espanhol dizendo isso com sua voz ácida e risonha. Víctima de mierda.
É isso que sou e o que todo mundo é, na verdade.
Porque escolhi e sigo escolhendo, não há terceiros.
Porque escolhi, não importa quando e nem como, estar no hoje.
Correr nua na chuva fria, contra o vento e contra-mão.
Deixar molhar e queimar, e de resto eu me acolho, eu escolho.
Não há mais culpa minha, culpa tua, culpa dele.
Estamos aí, me dê a mão.
Ou não. Porque seguirei sendo, independente de.

sábado, 29 de mayo de 2010

Maio já está no final... quem somos nós afinal?

Porque outro dia eu te liguei pra chegar a conclusão nenhuma. Porque eu te fiz perguntas irrespondíveis. Porque eu sabia que você não podia responder nada...
Porque eu queria ouvir a sua voz e ter a certeza de que eu não enlouqueço sozinha.
Porque eu precisava te falar do meu amor insano e dessa certeza amarga que carrego em mim. Porque eu queria ouvir a sua risada e te dizer que não tem outro pai pros filhos que eu ainda não tenho.
Porque eu encontro pedaços de você nas bagunças que tenho organizado pra mudança. Porque eu te procuro nos cafés da Augusta e nas costeletas que desgraçadamente estão na moda.
Porque eu não joguei nada fora, porque minhas lembranças são em cor.
Porque falar com você foi como se fosse algo corriqueiro, algo que nunca parou de ocorrer.
Porque eu prometo não te esperar. Mas é mentira.
Porque sim.

-Eu só queria ter a certeza [lágrimas] que eu não morri em você.
-Não, não morreu. E acho que nunca vai morrer pra mim.

lunes, 24 de mayo de 2010

Indo para outro lugar 2

bruno diz:
acho ótimo dar uma mudada
vc sempre pode voltar
vc é mto jovem

cristina diz:
é acho que sou
nada é irreversível
só a morte e mesmo assim eu acredito em vida além

bruno diz:
pois é
te sinto nos último tempos triste e insatisfeita
acho que uma mudança vai ser boa
além disso, ali vc vai poder arranjar um namorado, já que vc é de fora e tem sotaque engraçado

cristina:
hahahahah
eu nao queria perder o sotaque

bruno:
entao nao perde e fala pra sempre engraçado
e vc fala igual uma italiana

cristina:
vc acha?

bruno:
certeza

lunes, 19 de abril de 2010

Diplomata do Morro:

Salve, simpatia! diz (22:19):
cris, nao sei pq mas hj eu to feliz!
Cristina diz (22:20):
q bom!!!
hj eu to normal, graças a Deus!
pra mim já é mto
ehehehhe
Salve, simpatia! diz (22:20):
aeeee!
uhahuahuahuahuahua
Salve, simpatia! diz (22:21):
cris, eu vi a janela do seu quarto!
Cristina diz (22:21):
hahaha
vai ver por isso vc tá feliz

Lili:

Lidia:

as suas músicas devem estar no mesmo mundo que vão parar as canetas bics e os isqueiros
certeza
tão fazendo a festa e a gente aqui, com cara de omelete

martes, 9 de marzo de 2010

Sujeito indeterminado

Na madrugada, amanheço um beijo que eu não dei
pra pensar nele todo espaço de memória que tiver
e não mais dormir
De tarde me floreio nas histórias que quase esqueci
e me deixo estar onde não estive e volto atrás o tempo que for
pra buscar ali a beleza que existiu
Me visto com ela para de noite outra vez me confundir
nos pensamentos labirínticos de uma des-paranóia
De caneta na mão, fujo dos teus olhos indagadores
e das perguntas que nem eu mesma me posso fazer
porque tudo é tão sólido como nuvens desesperadas.

domingo, 7 de marzo de 2010

Me diz pra quê se entorpecer

- Você vem sempre aqui?
- (Deus, será possível?) Não. A minha casa é o lugar que eu sempre vou.
- É que acho que já te vi...
- Pode ser, igual a mim existem mil.
- Não, você tem um rosto especial.
- De mãe???? (piada interna, o infeliz certamente não entendeu)
- Não! Você não tem cara de mãe!
- Você está bêbado então.
- Pode ser, mas você já veio aqui.
- Só venho quando eu quero ser outra pessoa.
- Outra pessoa?
- Outra pessoa.
- Que pessoa?
- Irreconhecível.
- Você não quer muito conversar né?
- Imagina, impressão sua.
- Sua amiga parece bem mais sociável do que você.
- É que a bebida dela é mais cara.

lunes, 1 de marzo de 2010

Eu quero ler todos os livros do mundo
Ver todos os filmes já feitos
Eu quero falar todas as línguas
Ouvir todas as músicas
Sentir todos os sons e todos os gostos
Ver tudo o que eu não vi e o que eu já vi
Pintar-me de todas as cores
Ser tudo o que eu não fui

Transcender...

E é por isso que tanta coisa já não cabe mais
E é por isso que tanto medo já não pode mais
E é por isso que o agora grita

jueves, 25 de febrero de 2010

bruno diz (22:43):
é tao estranho se ver de lado
vc tá ali na janela, neh
Cristina diz (22:44):
não, é um espírito
é o espirito da irmã do miguel
hahahaha
bruno diz (22:45):
hehhe
deve ser
Cristina diz (22:45):
e ela vai te pegar
Cristina diz (22:46):
qdo vc tiver dormindo, ela vai cortar as unhas dos seus pés com os dentes
hahaha
bruno diz (22:46):
pára
q medo
q tá td escuro aqui
Cristina diz (22:46):
hahahahahahah
ela é assim
tem o corpo quadrado igual do miguel
é toda descabelada e bem pálida
Cristina diz (22:47):
não escova os dentes
bruno diz (22:47):
pára q tá me assustando de verdade
Cristina diz (22:48):
tadinho...
é mentira....
eu juro
o miguel nem tem irmã, ele só poe uma peruca e entra no seu quarto
haahhaha
bruno diz (22:49):
pior, neh
eu era mais a irma fantasma
Cristina diz (22:49):
hahahahaha

Você interrompeu o compartilhamento de fotos

jueves, 21 de enero de 2010

Olhando pela janela do ônibus... todos os arbustos sao iguais...
Passam por mim e sao iguais... sao.
Os santos das igrejas sao iguais de desbotados e todo o ouro nao os cobrem de verdade.
Eu só preciso saber, eu realmente preciso saber.
Por que você nao tira a sua máscara e se mostra...?
Talvez nao haja o que entender, talvez seja assim e fim.
Quisera eu ter essa frieza de dizer boa noite e fechar a porta do quarto.

martes, 22 de diciembre de 2009

No caleidoscópio dos meus dias, inventei cores e figuras, cheiros e sabores que só com o tempo se pode criar.
Reiventei um caminho, criei uma picada, cavoquei o solo e encotrei raízes.
Tirei os sapatos, pisei a terra. Deixei a chuva me molhar.
Sangrei só, mas havia flores ao meu redor. Alucinei.
E no meio de um delírio vinha o passado me fantasmear. E eu deixava que os fantasmas viessem e se misturassem às cores das imagens.
No caleidoscópio dos meus dias, há sempre um desenho que se forma, há sempre um desenho inevitável.

lunes, 14 de diciembre de 2009

Diálogo surreal (e improvável) após sete meses sem se ver

-Agora você usa guarda-chuva!
- É...
- Olha o meu, é quase igual ao outro.
- É mesmo, da mesma marca.
- É, quase igual ao outro, só que laranja. Quase igual ao que eu destruí no ponto de ônibus brigando com você. Lembra?
- Lembro...

viernes, 4 de diciembre de 2009

Uno más

- Cris, todo dia uma bizarrice pra contar!
- It's my life, flor!
- E esses nomes? Parecem tirados de novela mexicana!
- Os nomes são de novela mexicana, mas a história é de Almodóvar...

jueves, 26 de noviembre de 2009

Diálogos para varios micro-guiones

Diálogo Uno:
Amiga 1: Se você se apaixonar, eu juro que te espanco.
Eu: Não se preocupe, isso não vai acontecer tão cedo. Pelo menos não nesta encarnação.

Diálogo Dos:
Amigo 2: Ah, eu conheço o Gugs! Ele me vendeu o livro mais lindo que já li na minha vida!
Eu: Vendeu???!!! Que mercenário!!! Por que ele não te deu??
Amigo 2: Por que ele trabalhava na livraria??!!!

Diálogo tres:
Eu: Já terminei o relatório, agora só falta a bendita análise do livro didático.
Amigo 3: Ah, meu, já tinha esquecido disso de novo!
Eu: Tá vendo! Se não sou eu a te lembrar... Tsc. O que seria de você sem mim?
Amigo 3: Mais feliz???!!!

martes, 10 de noviembre de 2009

Viver não dói (??????????)

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

(Carlos Drummond de Andrade)


lunes, 9 de noviembre de 2009

Tão louca como a vida pode ser, pensamentos no ponto de ônibus como: Deus, por favor que o ônibus não venha lotado para poupar minha unha encravada inflamada; ou: eu não deveria ter comido costela de porco às 9h30 da noite... ai meu estômago.
Estômago e fígado estropeados, ambos mea culpa, mea maxima culpa.
Também lamento pelo cabelo de Tina Turner, outro mea culpa que me custou muito caro, pois como diz a Dani, tudo o que é baratinho... Deste modo tenho dívidas até janeiro.
Céus, preciso de um patuá.
Só me resta rir de tudo isso.

ps: mas na madruga de sábado eu olho no relógio e são 2h22...