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domingo, 5 de septiembre de 2010

A casa finalmente vazia.
Fechamos a porta. Eco.
Deixamos para trás mais que uma construçao velha. Deixamos gritos e risos presos nas paredes descascadas. Uma vida...
Mas eu nao sabia que além de um passado tao denso, eu tambem deixava ali meu presente.
Que entrar naquele aviao seria alterar tudo. Que minha nao escolha fosse uma escolha.
Que as tuas lágrimas inesperadas fossem as últimas...

Revista Vida Simples, Legiao Urbana e ceviche.
Eu nunca vou esquecer essa noite.

sábado, 7 de agosto de 2010

Rua da Consolação, em frente ao cemitério X num dia cinza. Gris. As mãos entrelaçadas novamente, como antes e como nunca. Como eu pensei que nunca mais seria e foi.
Meu sobretudo também cinza e um vento gélido. Teu olhar pedinte, meu coração nervoso.
E o que faremos agora?
E o que faremos?
E o que...?

"Nós trocamos de papel porque o destino é uma puta..."

martes, 3 de febrero de 2009

Hoje, na Augusta indo pro trabalho (escola de idiomas, limpe seus pensamentos, han), vi uma taturana esmagada na calçada e pensei "o que ela estava fazendo aqui?" Tão pequena, frágil e esmagável, fora de seu lugar, foi resolver andar com os grandes, sob milhares de pernas e pés e sapatos impiedosos que inadvertidamente pisam para chegar a algum lugar.
Então houve uma identificação.
Por que querer andar entre os grandes, quando se tem a gelatinidade e o tamanho de uma taturana? Por que, sabendo que tantos pés imensos me pisam diariamente para chegar a algum lugar ou manter-se em seus postos?
Isso vale pro senhorzinho que passa o dia na frente da tv e tenta me conduzir com seu controle remoto ultrapassado.
Pra que lutar contra tantos gigantes?
Então, à noite, um sinal.
Telefone toca. Tia-que-conta-histórias conta o fato reportado por jornais e etc do homem que morreu pela picada de uma taturana. Levou dez minutos, não houve tempo para chegar ao hospital.

lunes, 29 de diciembre de 2008

Já que eu não tenho sono, eu tenho a madrugada e os meus livros. Assim eu me deixo e não falo comigo.
A grande questão são as micro-férias. Porque longe da correria eu parei de me arrastar e me deparei comigo, me olhei.
Começamos a conversar e não nos reconhecemos. Eu e eu. Duas estrangeiras num corpo.
Essa outra parte, sem parar de falar, sem parar de fazer tantas perguntas incômodas sem respostas. Tanta inquisição sutil.
É um espelho que se mostra sem que eu me olhe.
As coisas começam a ter outra cor.

martes, 23 de septiembre de 2008

O toc toc toc seco do salto contra as pedras da calçada é música de fundo para o que os olhos vêm (quando pisa pequenas pedrinhas, o barulho de aconchego casa com o frio cortante).
Cidade gris, vidas passando sem se cruzar.
Observo na praça umas pombas desavisadas comendo algum alimento ofertado num trabalho de macumba. Ao fundo, um labrador corre solto como se estivesse no campo, enquanto taxistas esperam por mais um cliente enchendo a cara de café.
Penso que adivinho porque tantos bons escritores compunham inspirados em paisagens artificiais. Essas são as mais naturais, na verdade, para almas tão misantropas.