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jueves, 15 de julio de 2010

Cristina diz (22:42):
ando querendo fechar um pouco pra balanço
to querendo paz mesmo por um tempo

Salve, simpatia! diz (22:43):
ahh sim sim sim!

Cristina diz (22:43):
é... cansei

Salve, simpatia! diz (22:44):
mas agora q vc ta com o cabelo bunito?

Cristina diz (22:45):
ah, ele é meu e só meu

Salve, simpatia! diz (22:46):
uhAHUAHUAHUAHUahu!

martes, 13 de julio de 2010

Chove em São Paulo, finalmente...
Sempre achei maduros os homens que andam com guarda-chuvas. E da última vez que te vi, você levava um.
Mas agora estou indo embora.
Nestas últimas semanas tanta coisa me voltou à mente. Junto com essa chuva, me vem à cabeça as lágrimas de desespero de uma menininha sentada no chão do seu quarto, perguntando por que você não me ama mais?

Hoje existe uma mulher que escreve. Uma mulher de salto alto, empacotando objetos e pensando no futuro....

domingo, 11 de julio de 2010

Homenagem 1

Tempos de mudança.
Encontrando fotogramas perdidos da minha vida sob o pó.
Estou esvaziando a minha casa e o olhando para trás...
Já tirei fotos do jardim, umas das partes que, quiçás, eu vá sentir mais falta.
Nessa casa, que mais do que qualquer lugar eu chamo lar, foi onde vivi tudo. Da mais profunda dor à mais linda alegria.
É uma lembrança sobre a outra. São amores enterrados sob as sombras das plantas. São risos que as paredes retiveram e lágrimas nas gretas do chão...
São os jogos de cartas regados a vinho do meu nonno. São os crochês da nonna nas tardes claras. São as freguesas de costura da minha mãe. É meu pai chamando os cachorros lá fora. É o Fábio preparando minha festinha de cinco anos. É minha (ex) cunhada arrumando o cabelo e o vestido de noiva. São minhas vizinhas pulando amarelinha comigo no quintal. São meus parentes e amigos e semi-conhecidos que por toda a vida desta casa se hospedaram aqui.
Sou eu te esperando na janela...

Essa casa foi cenário, mas desconfio que ela tem vida própria. Tem vontades, tem saudades dos que aqui já não estão. Foi ela que nos segurou tanto tempo, mas já não pode mais.
Então ela nos permite ir.
E aqui eu deixo tudo.

lunes, 28 de junio de 2010

Citando a mim mesma:

"...e de resto eu me acolho, eu escolho.
Não há mais culpa minha, culpa tua, culpa dele.
[...]
Porque seguirei sendo, independente de."

Pois é. Desfiz o que eu não tinha feito.
Devolvi o que eu não tive. Toma, de volta pra você.
Aí está.
Tenho agora, pois eu não tinha.
Estou.
Sigo sendo.

- Independente de você, gosto muito de você.
- Hã? hahahaha. Adorei essa...

domingo, 20 de junio de 2010

500 dias com ela

Na loja de móveis, como em 500 dias com ela. Mas o diálogo era outro:
- Esses móveis são legais, mas não significam que vão durar...
- É.

Eu mesma disse e eu mesma ri da coincidência, da irônia do destino. Da vadia que o destino é.

Olha, eu juro que tentei ser rasa: não me conta seu passado, não falamos de futuro. Mas ouvir a tua história foi abrir uma janela.
O amargo da tua boca não vem só das tragadas que você dá.

http://www.youtube.com/watch?v=fczPlmz-Vug

jueves, 17 de junio de 2010

Matizes de cinza

"Cris, eres una víctima de mierda. Una víctima de mierda".
Um grande amigo espanhol dizendo isso com sua voz ácida e risonha. Víctima de mierda.
É isso que sou e o que todo mundo é, na verdade.
Porque escolhi e sigo escolhendo, não há terceiros.
Porque escolhi, não importa quando e nem como, estar no hoje.
Correr nua na chuva fria, contra o vento e contra-mão.
Deixar molhar e queimar, e de resto eu me acolho, eu escolho.
Não há mais culpa minha, culpa tua, culpa dele.
Estamos aí, me dê a mão.
Ou não. Porque seguirei sendo, independente de.

lunes, 7 de junio de 2010

Sabe... tem um vasinho na minha janela onde floresceu uma gérbera linda, anos atrás. Embora ela nunca mais tenha dado flor, sempre a cuidei com todo meu amor. Ela já morreu e renasceu tantas vezes...
Em algumas vezes a morte proveio por excesso de adubo... Acho que adubo demais as coisas e acabo por estragá-las.
E estes dias percebi que ela não ressucitou mais da última morte (que devo dizer que foi natural, não por intervenção minha), mas o vaso ficou lá.
Em pouco tempo nasceu um pé de beijinho, vulgo maria-sem-vergonha.
Quer saber?
Deixa ele lá.
Cuidei bem demais da gérbera, ela não quis ficar. Agora tem vida nova crescendo ali.

lunes, 24 de mayo de 2010

Indo para outro lugar 2

bruno diz:
acho ótimo dar uma mudada
vc sempre pode voltar
vc é mto jovem

cristina diz:
é acho que sou
nada é irreversível
só a morte e mesmo assim eu acredito em vida além

bruno diz:
pois é
te sinto nos último tempos triste e insatisfeita
acho que uma mudança vai ser boa
além disso, ali vc vai poder arranjar um namorado, já que vc é de fora e tem sotaque engraçado

cristina:
hahahahah
eu nao queria perder o sotaque

bruno:
entao nao perde e fala pra sempre engraçado
e vc fala igual uma italiana

cristina:
vc acha?

bruno:
certeza

martes, 27 de octubre de 2009




"Pensamentos lindamente banais e libertadores (será que fechei a janela do quarto?) que só aparecem quando a dor da queimadura já passou (...).
Como se a corrente que o prendia à âncora tivesse partido (você não consegue lembrar onde e quando, ou o que estava fazendo), você percebe de repente que seus pensamentos estão novamente sob controle; sua cama não parece mais vazia, mas simplesmente sua, sua para dormir, ler o jornal..."
(David Gilmour, O clube do filme)

sábado, 3 de octubre de 2009

Todo se transforma

Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de la rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.

Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en torino,
Y antes de torino, en prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.

Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En salvador de bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

http://www.youtube.com/watch?v=oCjpqx3cXs0&feature=player_embedded