A natureza desta não era a mesma para você e para mim. Não importa: para ambos, ela significava que não tínhamos um lugar assegurado no mundo, e só teríamos aquele que fizéssemos para nós."
miércoles, 8 de diciembre de 2010
A natureza desta não era a mesma para você e para mim. Não importa: para ambos, ela significava que não tínhamos um lugar assegurado no mundo, e só teríamos aquele que fizéssemos para nós."
miércoles, 13 de octubre de 2010
A verdade dividida, Drummond
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar.
Cada um optouconforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
martes, 20 de julio de 2010
Eu perdi o meu medo, o meu medo da chuva
Desde... desde.
Nos primeiros passos, nas primeiras letras. Escondida sob a cama. Imersa nos meus pensamentos, para baixar o volume dos gritos entoados como cânticos religiosos ao meu redor.
Culpa?
Eu poderia discorrer capítulos infindáveis sobre ela. Inclusive da culpa de escrever em primeira pessoa. Mas aprendi que é inevitável, pois sou plenamente emocional e egoísta.
É mesmo. Já me contaram que todo mundo, sem exceção é egoísta, sabe?
Ah, a culpa!
A auto-flagelação de pensamentos repetitivos cheio de dedos indicadores gritões...
Insônia, clareira da madrugada. Ela vem e te abraça pra te lembrar do quão suja, vil e EGOísta você é.
Este EGO e-nor-me cosido nas rendas da culpa primordial de ser mulher... E o querer culposo.
E teus dedos? Armas de fogo apontadas ao meu peito: meu coração no paredão esperando os teus tiros duros e certeiros.
Tanta culpa de nojo, doente e maltrapilha, de quem não sabe o que é e nem o que quer.
Sei bem, conheço essa e outras modalidades de paranóia.
E decidi que elas não podem mais sentar-se à minha mesa.
domingo, 20 de junio de 2010
500 dias com ela
- Esses móveis são legais, mas não significam que vão durar...
- É.
Eu mesma disse e eu mesma ri da coincidência, da irônia do destino. Da vadia que o destino é.
Olha, eu juro que tentei ser rasa: não me conta seu passado, não falamos de futuro. Mas ouvir a tua história foi abrir uma janela.
O amargo da tua boca não vem só das tragadas que você dá.
http://www.youtube.com/watch?v=fczPlmz-Vug
jueves, 17 de junio de 2010
Matizes de cinza
Um grande amigo espanhol dizendo isso com sua voz ácida e risonha. Víctima de mierda.
É isso que sou e o que todo mundo é, na verdade.
Porque escolhi e sigo escolhendo, não há terceiros.
Porque escolhi, não importa quando e nem como, estar no hoje.
Correr nua na chuva fria, contra o vento e contra-mão.
Deixar molhar e queimar, e de resto eu me acolho, eu escolho.
Não há mais culpa minha, culpa tua, culpa dele.
Estamos aí, me dê a mão.
Ou não. Porque seguirei sendo, independente de.
domingo, 15 de noviembre de 2009
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
(...)
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer."
(Antoine de Saint-Exupéry)
Até o Pequeno Príncipe sofria deste mal...
martes, 10 de noviembre de 2009
Viver não dói (??????????)
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
lunes, 9 de noviembre de 2009
Estômago e fígado estropeados, ambos mea culpa, mea maxima culpa.
Também lamento pelo cabelo de Tina Turner, outro mea culpa que me custou muito caro, pois como diz a Dani, tudo o que é baratinho... Deste modo tenho dívidas até janeiro.
Céus, preciso de um patuá.
Só me resta rir de tudo isso.
ps: mas na madruga de sábado eu olho no relógio e são 2h22...
miércoles, 4 de noviembre de 2009
Parem a ciranda, que eu quero descer
Mas sem acreditar nisso, nem por um segundo. Porque os sins se transformarão em talvezes amanhã, e em definitivamente nãos na semana que vem.
Portanto, eu só confio em Deus e em meus próprios passos, que vou dando com pernas brancas e cambaleantes, por um caminho incerto que vou construindo aos pouquinhos...
martes, 27 de octubre de 2009

"Pensamentos lindamente banais e libertadores (será que fechei a janela do quarto?) que só aparecem quando a dor da queimadura já passou (...).
Como se a corrente que o prendia à âncora tivesse partido (você não consegue lembrar onde e quando, ou o que estava fazendo), você percebe de repente que seus pensamentos estão novamente sob controle; sua cama não parece mais vazia, mas simplesmente sua, sua para dormir, ler o jornal..."
(David Gilmour, O clube do filme)
sábado, 19 de septiembre de 2009
E isso só me traz a constatação de que mais nada vai machucar assim, mais nada pode doer tanto.
Se aparece mínima possibilidade de lágrima, saio pela tangente e canto outra canção, baby.
Porque a Clarice já disse o que eu ia dizer agora: "eu sou mais forte do que eu".
martes, 3 de marzo de 2009
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora
Não ligue pra essas caras tristes
Fingindo que a gente não existe
Sentadas, são tão engraçadas
Donas das suas salas
Quem tem um sonho não dança
Bete Balanço, por favor
Me avise quando for embora
(Cazuza e Frejat)
miércoles, 18 de febrero de 2009
Tenho certeza de que foi ele quem me conduziu a isso. Sim, ele com suas histórias fantásticas, mundos paralelos e projeções.
Entrei no livro, nos contos e em outra dimensão.
Ah, mas eu não quero voltar.
martes, 3 de febrero de 2009
miércoles, 14 de enero de 2009
Eu pensaria que tinha sido eu quem escreveu este trecho se não soubesse que foi a Clarice Lispector. (conto "Perdoando Deus")
martes, 6 de enero de 2009
Até o Fauno se perderia
lunes, 29 de diciembre de 2008
A grande questão são as micro-férias. Porque longe da correria eu parei de me arrastar e me deparei comigo, me olhei.
Começamos a conversar e não nos reconhecemos. Eu e eu. Duas estrangeiras num corpo.
Essa outra parte, sem parar de falar, sem parar de fazer tantas perguntas incômodas sem respostas. Tanta inquisição sutil.
É um espelho que se mostra sem que eu me olhe.
As coisas começam a ter outra cor.
viernes, 26 de diciembre de 2008
39º
miércoles, 10 de diciembre de 2008
viernes, 24 de octubre de 2008

Agora ela está foragida, esperando que a absorção se dê por completo.
E não, ela não pretende devolver.
