Não, eu não sei brincar de guerra.
Não sei usar as armas como se deve.
Disparo gritos em todas as direções e quando vejo minha munição já se foi. Minha metralhadora com balas de festim, palavras inúteis...
E você segue aí, intacto. Protegido por seu escudo de indiferença.
Um mero olhar, ou melhor, um não-olhar e já me tem no chão, rastejando num campo de batalhas cheios de mortos do meu país.
Basta uma palavra, uma única bala que você dispare e é a morte. A redenção do inimigo.
Definitivamente eu não sei brincar de guerra.
(04/07/08)
Un intento de traducción:
No, yo no sé jugar a la guerra.
No sé usar las armas cómo se debe.
Disparo gritos a todas las direcciones y cuando veo mi munición ya se ha ido. Mi metralladora con balas de festín, palabras inútiles...
Y tú sigues ahí, intacto. Protegido por tu escudo de indiferencia.
Una simple mirada, o mejor, una no mirada y ya me tienes al suelo, arrastrándome por un campo de batallas lleno de muertos de mi país.
Basta con una palabra, una única bala que dispares y es la muerte. La redención del enemigo.
Definitivamente no sé jugar a la guerra.
domingo, 6 de julio de 2008
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domingo, 22 de junio de 2008
Crescida entre samambaias e porcelanas com desenhos de vegetais. Lembranças envanescentes, borradas.
Gritos e medo, uma gata debaixo da cama para compadecer-se do meu tremor. Onde estava o meu lugar? O que fazia eu aqui? Se a natureza havia dito tantas vezes não, você não pode nascer.
A bolsa ia tecendo-se incontrolavelmente, com seu couro cada vez mais grosso. Mas ela não impedia que a dor entrasse, e os gritos seguiam a chacoalhar vidros insanos.
Orações, figuras de santos e uma esperança de mudança. Conversas com amigos imaginários e uma gata comigo debaixo da cama. Cinco anos e uma consciência madura. Cinco anos e o desejo da morte.
Às vezes ainda tenho cinco anos. Às vezes sinto a falta daquela fé estampada em figuras apagadas de santos. Às vezes procuro motivos e só encontro pedradas, vindo a toda velocidade na minha direção, de TODAS as direções. Eu quero parar, eu quero descer. Eu quero encontrar uma palavra que não corte, uma reação que não me sangre.
Estou exausta.
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jueves, 12 de junio de 2008
Resposta
Retomo hoje algo que foi escrito há exatamente um ano, para dar uma resposta à altura e de todo meu coração. Peço desculpas ao autor, pois fiz algumas alterações no original para construir a resposta.
Perfeito
(...)Sabe... Tudo que eu quero é ter uma vida sem graça. Algo como levar um colchão velho pra sala na sexta-feira pra passar o final de semana deitados com alguns filmes B pra assistir na nossa "TV de 21", e ficar encostando o meu pé quente no seu gelado debaixo do cobertor. Eu quero limpar a casa com você, lavar a roupa, molhar as plantas, ir no mercado comprar a janta, ir na feira de domingo, cozinhar, até lavar a louça eu toparia sem achar ruim. Eu quero ver você acordar todo dia as 6h da manhã e ir na padaria pra comprar 2 pães, 1 litro de leite B e o jornal. Eu quero até ficar gripada, pra você medir a minha febre, fazer um chá e me dar um sermão por ter saído sem blusa. Eu quero tomar banho junto, me depilar enquanto você faz a barba e tentar conversar enquanto escovamos os dentes com a boca cheia de espuma. Eu quero brigar pelo último pedaço de bolo de chocolate, pela calcinha pendurada no registro do chuveiro, pelos cabelos no ralo, ou porque você esqueceu a tampa do vaso levantada. Lindo, né? Pois é. Aí está a vida que eu peço a Deus todos os dias antes de dormir.
Feliz dia dos namorados!
Cristina
obs: original em http://eunaosoupoeta.blogspot.com/search?updated-min=2007-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&updated-max=2008-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&max-results=16
No dia 12/06/07.
Perfeito
(...)Sabe... Tudo que eu quero é ter uma vida sem graça. Algo como levar um colchão velho pra sala na sexta-feira pra passar o final de semana deitados com alguns filmes B pra assistir na nossa "TV de 21", e ficar encostando o meu pé quente no seu gelado debaixo do cobertor. Eu quero limpar a casa com você, lavar a roupa, molhar as plantas, ir no mercado comprar a janta, ir na feira de domingo, cozinhar, até lavar a louça eu toparia sem achar ruim. Eu quero ver você acordar todo dia as 6h da manhã e ir na padaria pra comprar 2 pães, 1 litro de leite B e o jornal. Eu quero até ficar gripada, pra você medir a minha febre, fazer um chá e me dar um sermão por ter saído sem blusa. Eu quero tomar banho junto, me depilar enquanto você faz a barba e tentar conversar enquanto escovamos os dentes com a boca cheia de espuma. Eu quero brigar pelo último pedaço de bolo de chocolate, pela calcinha pendurada no registro do chuveiro, pelos cabelos no ralo, ou porque você esqueceu a tampa do vaso levantada. Lindo, né? Pois é. Aí está a vida que eu peço a Deus todos os dias antes de dormir.
Feliz dia dos namorados!
Cristina
obs: original em http://eunaosoupoeta.blogspot.com/search?updated-min=2007-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&updated-max=2008-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&max-results=16
No dia 12/06/07.
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Futuro do pretérito
sábado, 7 de junio de 2008
martes, 27 de mayo de 2008
"Ah, se eu aguento ouvir
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereço enfim.
É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assim
Eu zanguei numa cisma, eu sei
Tanta birra é pirraça e só
Que essa teima era eu não vi
E hesitei, fiz o pior
Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair
(tsc tsc)
Mas não deixei
Peguei no ar
E hoje eu sei
Sem você sou pá furada.
Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.
Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso, bem, fez-se esse nó.
E desse engodo eu Vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida é aí
O meu pôr do sol."
(Paquetá, Los Hermanos)
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereço enfim.
É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assim
Eu zanguei numa cisma, eu sei
Tanta birra é pirraça e só
Que essa teima era eu não vi
E hesitei, fiz o pior
Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair
(tsc tsc)
Mas não deixei
Peguei no ar
E hoje eu sei
Sem você sou pá furada.
Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.
Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso, bem, fez-se esse nó.
E desse engodo eu Vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida é aí
O meu pôr do sol."
(Paquetá, Los Hermanos)
martes, 20 de mayo de 2008
lunes, 19 de mayo de 2008
martes, 13 de mayo de 2008
AMOR BASTANTE
quando eu Vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
basta um instante
e você tem amor bastante
(Leminski)
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
basta um instante
e você tem amor bastante
(Leminski)
lunes, 28 de abril de 2008
Família, família
“Emaranhamentos entre pessoas, personagens, textos, discursos, comentários e contracomentários, traduções e notas de rodapé e outras notas de rodapé de histórias reais e imaginadas, cenas vistas e contadas, reconstruídas, revistas, negadas; emaranhamentos entre o desejo e a frustração, o domínio e a perda, a loucura e a razão[...] Resumindo numa palavra, amor. Que alguns chamam de transferência. Que alguns chamam de leitura. Que alguns chamam de escritura. Que alguns chamam de écriture. Que alguns chamam de deslocamento, deslizamento, fenda. Que alguns chamam de inconsciente.”
(Susan R. Suleiman)
(Susan R. Suleiman)
jueves, 17 de abril de 2008
martes, 15 de abril de 2008
http://www.youtube.com/watch?v=rjZfK4htwag
Há três dores de estômago atrás eu não estava sentindo isso.
Mas agora, entendo que minha alma não está no meu corpo.
Ele está oco.
Ela se afastou para não sentir velhas dores e não avisou quando vai voltar.
Há três dores de estômago atrás eu não estava sentindo isso.
Mas agora, entendo que minha alma não está no meu corpo.
Ele está oco.
Ela se afastou para não sentir velhas dores e não avisou quando vai voltar.
sábado, 19 de enero de 2008
viernes, 18 de enero de 2008
Corro, corro, corro...
não consigo me afastar de mim
dos meus passos, do meu fôlego
da cabeça
e do meu grito
Estou há quilômetros, mas posso ouvir meu grito
Corro, corro
desviando dos meus indicadores todos apontados para mim
escorrego numa poça de lárimas que derramei há pouco
e me dou conta que estou correndo em círculos
Que não saí de mim
que não há o fora
me grudei na minha pele
Cavoco, cavoco e chego às entranhas
é dor, é cansaço...
é uma primeira pessoa do singular.
não consigo me afastar de mim
dos meus passos, do meu fôlego
da cabeça
e do meu grito
Estou há quilômetros, mas posso ouvir meu grito
Corro, corro
desviando dos meus indicadores todos apontados para mim
escorrego numa poça de lárimas que derramei há pouco
e me dou conta que estou correndo em círculos
Que não saí de mim
que não há o fora
me grudei na minha pele
Cavoco, cavoco e chego às entranhas
é dor, é cansaço...
é uma primeira pessoa do singular.
jueves, 27 de diciembre de 2007
Onde Deus possa me ouvir

"Sabe o que eu queria agora, meu bem....
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber..."
(Vander Lee)
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inverno
lunes, 17 de diciembre de 2007
Anunciação
"Na bruma leve das paixões
Que vem de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...
A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais..."
(Alceu Valença)
Que vem de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...
A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais..."
(Alceu Valença)
lunes, 10 de diciembre de 2007
sábado, 24 de noviembre de 2007
domingo, 18 de noviembre de 2007

''Às vezes, sinto tanta vontade de te beijar, que penso em te bater.
Como se vingança pelo gosto da tua boca, (...).
Bater sem machucar, se fosse possível...
Só pra te deixar perto, pele da minha carne como eu nunca fui de mim.
Não, não sou normal.
Nem mesmo posso me sentir comum.
Mas, ainda assim, quero esse beijo. Ele e tudo o que nele se faz depois.
Tudo que, sendo teu, cabe em mim na mesma medida. Sem sobras.
Sem dores. Sabores. Odores. Suores.
Rimas medíocres,palavras soltas,métrica ruim.
O que a falta de um beijo não faz...''
[Claudia Campelo]
lunes, 12 de noviembre de 2007

"Fica comigo este dia e esta noite e possuirás a origem
de todos os poemas,
Possuirás o que há de bom na Terra e no Sol
(há milhões de sóis)
Não terás coisas de segunda ou terceira mão..."
de todos os poemas,
Possuirás o que há de bom na Terra e no Sol
(há milhões de sóis)
Não terás coisas de segunda ou terceira mão..."
(Walt Whitman)
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Narcisismo
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