martes, 30 de octubre de 2007

Contemplação


Lambendo a baba do seu sono e o resto do seu suor, comendo migalhas do seu pão deixado no criado-mudo.

Vendo você dormindo e a vontade de estar no sonho deste teu sono.

Não entramos na cabeça alheia só por vontade e é por isso que eu me enrolo no teu corpo, debaixo do cobertor pra sentir essa alma mais perto.

Dormir em você e dormir você.

Você levanta pro banho e eu aspiro teu travesseiro.

Teu cheiro. Efeitos delirantes. Um vício, queria levar ele pra mim.

Te trago em cada aspirada, comportamento altera, mas ninguém percebe que fico mais cheia de vida.

Você volta do banho, me abraça e não nota que está na minha corrente sanguínea.

lunes, 29 de octubre de 2007

Limón y sal...

"Tengo que confesar que a veces
no me gusta tu forma de ser
luego te me desapareces
y no entiendo muy bien por qué

No dices nada romántico
cuando llega el atardecer
te pones de un humor extraño
con cada luna llena al mes

Pero a todo lo demás
le gana lo bueno que me das
sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar

Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes y si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes

Tengo que confesarte ahora nunca creí en la felicidad
a veces algo se le parece pero es pura casualidad
Luego me vengo a encontrar
con tus ojos, me dan algo más
sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar

Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes y si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes
Sólo tenerte cerca siento que vuelvo a empezar..."
(Julieta Venegas)

martes, 23 de octubre de 2007



... pra dentro destes olhos já foram histórias de todos os tipos, das mais duras às mais ininteligíveis...





martes, 16 de octubre de 2007


"O teu corpo moreno

Vai abrindo caminhos

Acelera meu peito,

Nem acredito no sonho que vejo

E seguimos dançando

Um balanço malandro

E tudo rodando

Parece que o mundo foi feito prá nós

Nesse som que nos toca


Me abraça, me aperta

Me prende em tuas pernas

Me prende, me força, me roda, me encanta

Me enfeita num beijo"
(Maria Rita)

jueves, 11 de octubre de 2007

Estatuazinha de Gesso




“Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova


– O gesso muito branco, as linhas muito puras –


Mal sugeria imagem de vida (embora a figura chorasse).


Há muitos anos tenho-a comigo.


O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina amarelo-suja.


Os meus olhos de tanto a olharem,


Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.


Um dia mão estúpida


Inadvertidamente a derrubou e partiu.


Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,


Recompus a figurinha que chorava.


E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujomordente de pátina...


Hoje esse gessozinho comercial


É tocante e vive, e me fez agora refletir


Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.”




(Manuel Bandeira)

domingo, 7 de octubre de 2007

Alma minha


O que "soul",

My soul

Eu encontrei

Quando aceitei atravessar

A porta que se abria pra dentro de você

Que são esses seus olhos

Os mesmos que fizeram com que eu ficasse

Quando a sanidade já tinha ido embora...

martes, 25 de septiembre de 2007


"Amor da minha vida...

Daqui até a eternidade

Nossos destinos foram traçados na maternidade.

Paixao cruel, desenfreada

Te trago mil rosas roubadas..."


Esse bebe lindo nasceu hj, mas há 23 anos... heheh.

Presente de Deus que eu amo.
E vc sabe, amor, que mesmo nao estando, eu estou.
Pra te abraçar com o coraçao.

domingo, 23 de septiembre de 2007


"Y conocí tus ojos negros
[...]
Y ahora sí que no puedo vivir sin ellos
Yo le pido al cielo sólo un deseo
Que en tus ojos yo pueda vivir
He recorrido ya el mundo entero
Y una cosa te vengo a decir
Viajé de Bahrein hasta Beirut
Fui desde el norte hasta el polo sur
Y no encontré ojos así
Como los que tienes tú"
(Shakira, Ojos así)

sábado, 22 de septiembre de 2007


Sangro minha própria amargura e essa dor que é ser o que sou.

Quando eu disse "I wanna be someboy else" vc riu e disse: "bobagem" ... mas nao é...

Começo por um caminho, me perco em argumentos e já nao sei o que digo. Só vejo. Vejo que nao deveria ter dito a primeira palavra que disse e nao consigo voltar no tempo pra apagar.

Entao vou me diminuindo e encolhendo dentro de mim, tentando me esconder de mim mesma e do que sou. Mas minhas próprias palavras ecoam em mim e me matam mais e mais...

e tudo que eu quero é que elas nao existam, que nunca tenham existido.

Que nao matem o que tenho de mais importante na minha vida... que nao apodreçam esse amor que existe, que nao possam descolorir as coisas mais lindas que tenho.

Como o amor às vezes dói... principalmente quando somos seres estranhos como eu sou... seres que querem voltar ao ventre e ser de novo pra ver se resolve.

jueves, 20 de septiembre de 2007


"O deserto
Que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver
Que o céu é maior
Tentei dizer mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar
É deserto
Onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver
Que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desagua
Dentro de mim
Amanhã devagar
Me diz
Como voltar
Se eu disser
Que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser
Deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer..."

Música de Zélia Duncan, foto minha da Catedral de Santiago de Compostela... cidade Divina.

miércoles, 19 de septiembre de 2007


Às vezes... só às vezes... por favor!!!

martes, 18 de septiembre de 2007


Voltando das compras, carregada...

Chegar em casa, atrapalhada com as chaves.

Cozinhar pra mim, só pra mim...

Vivendo numa casa minha, treinando para quando seja nossa.

sábado, 15 de septiembre de 2007


Janela do meu mundo novo... janela pra dentro de mim.


Gringo: Por favor, ¿vives aquí?

Eu: Sí, vivo aquí.

Gringo: ¿Donde está la calle...?


Sim, um diálogo surreal pra mim. "Vivo aqui": a primeira vez em que olhei através dessa janela nao pensei que um dia ia dizer isso.

Vivo aqui e aqui já é parte de mim também...

Mas nao é o MEU lugar... é um lugar especial que vou levar comigo pro meu verdadeiro ninho.

sábado, 8 de septiembre de 2007


"...Esta é você, na chuva.

Nunca pensou que fosse fazer algo assim.

Você nunca se viu como - não sei como descreveria - como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol. Deve saber que tipo de pessoas estou falando. Talvez não saiba.

Seja como for, você gosta de ficar assim: lutando contra o frio, sentindo a água penetrar na sua camisa e a sensação do chão ficando fofo debaixo dos seus pés e do cheiro. Do som da água batendo nas folhas e todas as coisas que estão nos livros que você não leu.

Essa é você.

Quem teria imaginado?

Você."


(Mi vida sin mi / My life without me)

jueves, 6 de septiembre de 2007


Essa coisa que dói, que corrói por dentro e faz o coracao cegar e a boca mascar palavras duras...

Essa coisa que faz o nosso porto seguro se sentir ameacado, como o medo de que te roubem o brinquedo que vc escondeu no vao do sofá...

Essa coisa que nao serve pra nada, mas que me toma quando eu vejo outra leoa chegando perto da minha cria e do meu ninho. Me toma e me torna mais leoa do que sou.

Essa coisa que nasce do tamanho do amor que eu te tenho...

Essa coisa que nao nos serve muito e é até nociva.

Eu a chamo de veneno, mas tem gente que a chama de ciúme.

martes, 4 de septiembre de 2007


Qualquer lugar pra chamar de nosso.
Qualquer lugar onde eu esteja sob a tua protecao.

lunes, 3 de septiembre de 2007


"Florentino Ariza no había dejado de pensar en ella un solo instante después de que Fermina Daza lo rechazó sin apelación, después de unos amores largos y contrariados, y habían trancurrido desde entonces cincuenta y un años, nueve meses y cuatro días." (Gabriel García Márquez, "El amor en los tiempos del cólera")


Falo do amorrrr....
Do amor amor, e por tanto, falo daquilo que nao acaba...
Daquilo que era antes de ser e que segue sendo mesmo quando parece que nao é.
Falo do atempoal, do transcendente, quase místico.
Falo daquilo que pode realizar-se em qualquer época. Nao importa quando. Nao importa quanto tempo haja passado.
É e é.
E nao há mais que isso, nao pode haver.