"...e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. "
(Clarice Lispector)
viernes, 18 de enero de 2008
Corro, corro, corro...
não consigo me afastar de mim
dos meus passos, do meu fôlego
da cabeça
e do meu grito
Estou há quilômetros, mas posso ouvir meu grito
Corro, corro
desviando dos meus indicadores todos apontados para mim
escorrego numa poça de lárimas que derramei há pouco
e me dou conta que estou correndo em círculos
Que não saí de mim
que não há o fora
me grudei na minha pele
Cavoco, cavoco e chego às entranhas
é dor, é cansaço...
é uma primeira pessoa do singular.
não consigo me afastar de mim
dos meus passos, do meu fôlego
da cabeça
e do meu grito
Estou há quilômetros, mas posso ouvir meu grito
Corro, corro
desviando dos meus indicadores todos apontados para mim
escorrego numa poça de lárimas que derramei há pouco
e me dou conta que estou correndo em círculos
Que não saí de mim
que não há o fora
me grudei na minha pele
Cavoco, cavoco e chego às entranhas
é dor, é cansaço...
é uma primeira pessoa do singular.
jueves, 27 de diciembre de 2007
Onde Deus possa me ouvir

"Sabe o que eu queria agora, meu bem....
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber..."
(Vander Lee)
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inverno
lunes, 17 de diciembre de 2007
Anunciação
"Na bruma leve das paixões
Que vem de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...
A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais..."
(Alceu Valença)
Que vem de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...
A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais...
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais..."
(Alceu Valença)
lunes, 10 de diciembre de 2007
sábado, 24 de noviembre de 2007
domingo, 18 de noviembre de 2007

''Às vezes, sinto tanta vontade de te beijar, que penso em te bater.
Como se vingança pelo gosto da tua boca, (...).
Bater sem machucar, se fosse possível...
Só pra te deixar perto, pele da minha carne como eu nunca fui de mim.
Não, não sou normal.
Nem mesmo posso me sentir comum.
Mas, ainda assim, quero esse beijo. Ele e tudo o que nele se faz depois.
Tudo que, sendo teu, cabe em mim na mesma medida. Sem sobras.
Sem dores. Sabores. Odores. Suores.
Rimas medíocres,palavras soltas,métrica ruim.
O que a falta de um beijo não faz...''
[Claudia Campelo]
lunes, 12 de noviembre de 2007

"Fica comigo este dia e esta noite e possuirás a origem
de todos os poemas,
Possuirás o que há de bom na Terra e no Sol
(há milhões de sóis)
Não terás coisas de segunda ou terceira mão..."
de todos os poemas,
Possuirás o que há de bom na Terra e no Sol
(há milhões de sóis)
Não terás coisas de segunda ou terceira mão..."
(Walt Whitman)
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Narcisismo
martes, 30 de octubre de 2007
Contemplação

Lambendo a baba do seu sono e o resto do seu suor, comendo migalhas do seu pão deixado no criado-mudo.
Vendo você dormindo e a vontade de estar no sonho deste teu sono.
Não entramos na cabeça alheia só por vontade e é por isso que eu me enrolo no teu corpo, debaixo do cobertor pra sentir essa alma mais perto.
Dormir em você e dormir você.
Você levanta pro banho e eu aspiro teu travesseiro.
Teu cheiro. Efeitos delirantes. Um vício, queria levar ele pra mim.
Te trago em cada aspirada, comportamento altera, mas ninguém percebe que fico mais cheia de vida.
Você volta do banho, me abraça e não nota que está na minha corrente sanguínea.
lunes, 29 de octubre de 2007
Limón y sal...
"Tengo que confesar que a veces
no me gusta tu forma de ser
luego te me desapareces
y no entiendo muy bien por qué
No dices nada romántico
cuando llega el atardecer
te pones de un humor extraño
con cada luna llena al mes
Pero a todo lo demás
le gana lo bueno que me das
sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar
Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes y si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes
Tengo que confesarte ahora nunca creí en la felicidad
a veces algo se le parece pero es pura casualidad
Luego me vengo a encontrar
con tus ojos, me dan algo más
sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar
Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes y si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes
Sólo tenerte cerca siento que vuelvo a empezar..."
(Julieta Venegas)
no me gusta tu forma de ser
luego te me desapareces
y no entiendo muy bien por qué
No dices nada romántico
cuando llega el atardecer
te pones de un humor extraño
con cada luna llena al mes
Pero a todo lo demás
le gana lo bueno que me das
sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar
Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes y si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes
Tengo que confesarte ahora nunca creí en la felicidad
a veces algo se le parece pero es pura casualidad
Luego me vengo a encontrar
con tus ojos, me dan algo más
sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar
Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes y si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes
Sólo tenerte cerca siento que vuelvo a empezar..."
(Julieta Venegas)
martes, 23 de octubre de 2007
martes, 16 de octubre de 2007

"O teu corpo moreno
Vai abrindo caminhos
Acelera meu peito,
Nem acredito no sonho que vejo
E seguimos dançando
Um balanço malandro
E tudo rodando
Parece que o mundo foi feito prá nós
Nesse som que nos toca
Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo"
(Maria Rita)
jueves, 11 de octubre de 2007
Estatuazinha de Gesso

“Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
– O gesso muito branco, as linhas muito puras –
Mal sugeria imagem de vida (embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.
O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina amarelo-suja.
Os meus olhos de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.
Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,
Recompus a figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujomordente de pátina...
Hoje esse gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.”
(Manuel Bandeira)
domingo, 7 de octubre de 2007
Alma minha

O que "soul",
My soul
Eu encontrei
Quando aceitei atravessar
A porta que se abria pra dentro de você
Que são esses seus olhos
Os mesmos que fizeram com que eu ficasse
Quando a sanidade já tinha ido embora...
martes, 25 de septiembre de 2007

"Amor da minha vida...
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados na maternidade.
Paixao cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas..."
Esse bebe lindo nasceu hj, mas há 23 anos... heheh.
Presente de Deus que eu amo.
E vc sabe, amor, que mesmo nao estando, eu estou.
Pra te abraçar com o coraçao.
domingo, 23 de septiembre de 2007
"Y conocí tus ojos negros
[...]
Y ahora sí que no puedo vivir sin ellos
Yo le pido al cielo sólo un deseo
Que en tus ojos yo pueda vivir
He recorrido ya el mundo entero
Y una cosa te vengo a decir
Viajé de Bahrein hasta Beirut
Fui desde el norte hasta el polo sur
Y no encontré ojos así
Como los que tienes tú"
(Shakira, Ojos así)
sábado, 22 de septiembre de 2007

Sangro minha própria amargura e essa dor que é ser o que sou.
Quando eu disse "I wanna be someboy else" vc riu e disse: "bobagem" ... mas nao é...
Começo por um caminho, me perco em argumentos e já nao sei o que digo. Só vejo. Vejo que nao deveria ter dito a primeira palavra que disse e nao consigo voltar no tempo pra apagar.
Entao vou me diminuindo e encolhendo dentro de mim, tentando me esconder de mim mesma e do que sou. Mas minhas próprias palavras ecoam em mim e me matam mais e mais...
e tudo que eu quero é que elas nao existam, que nunca tenham existido.
Que nao matem o que tenho de mais importante na minha vida... que nao apodreçam esse amor que existe, que nao possam descolorir as coisas mais lindas que tenho.
Como o amor às vezes dói... principalmente quando somos seres estranhos como eu sou... seres que querem voltar ao ventre e ser de novo pra ver se resolve.
jueves, 20 de septiembre de 2007
"O deserto
Que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver
Que o céu é maior
Tentei dizer mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar
É deserto
Onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver
Que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desagua
Dentro de mim
Amanhã devagar
Me diz
Como voltar
Se eu disser
Que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser
Deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer..."
Música de Zélia Duncan, foto minha da Catedral de Santiago de Compostela... cidade Divina.
miércoles, 19 de septiembre de 2007
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