Assim, quando me tens estampada nos teus dedos, frágeis fortes dedos, tudo é e pode ser. Desliza tão fácil e sutil.
Desenhada nas linhas de tuas mãos, sou tão manuseável... me apagas e retraças meus traços que se confundem já com as linhas de nossos destinos...
De repente, como um pensamento líquido deslizo pelos teus braços e logo pelo resto de teu corpo.
Encontro o chão e depois...
Para onde fui?
You tell me.
martes, 19 de mayo de 2009
sábado, 16 de mayo de 2009
domingo, 10 de mayo de 2009
lenços de papel kleenex
Você vai caminhando pela estrada de tijolos amarelos e de repente: zaz (alguns tijolos desaparecem). Quem iria prever que faltaria o chão?
"quem constrói a ponte não conhece o lado de lá."
"quem constrói a ponte não conhece o lado de lá."
lunes, 4 de mayo de 2009
Panis et circensis
Não fosse por Bergman, nossa virada teria sido mesmo nada cultural. Mas seguramente foi muito mais divertida...
martes, 28 de abril de 2009
martes, 21 de abril de 2009
Primeiras rosas

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martes, 31 de marzo de 2009
Outro dia o assunto era escrever diários e lembrei que enchia agendas e agendas de porcarias, papéis e recordações de fatos ou semi-fatos do dia. Pedacinhos de passado ficando eternizados na medida do possível em um livro de 365 páginas. Atestado de tempo livre.
Vejo minha agenda de agora: uma lista de afazeres futuros, não mais passado, não mais tempo para contar histórias e filosofar o cotidiano simples. Só o porvir, esquematizado nas 24 curtas-horas do dia.
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Alumna: Pareces cansada.
Yo: Es que estoy, he trabajado mucho.
Alumna: Realmente estás muy muy cansada... tienes que dormir un poco. ¿Practicas algún deporte?
Yo: No, es que hay trabajo, facultad, clases para preparar...
Alumna: Vas a ponerte vieja rápido. Con dinero (???), pero enferma.
Yo: Não tem muita escolha. Fazer o quê.
(porque nestas horas sempre voltamos à nossa língua materna...)
martes, 17 de marzo de 2009
lunes, 16 de marzo de 2009
martes, 10 de marzo de 2009
Às vezes é melhor calar, mas tem horas que o silêncio é um grito que dói mais.
Não, eu não faço parte do club silêncio, na minha vida há banda e há orquestra, minha melodia vai além do nada, da omissão.
Mas sempre há um mas.
Cheguei numa bifurcação do jardim onde os dois caminhos são cortantes. Silêncio e palavra me rasgam, não tem muito para se escolher.
Essa madrugada vi um linda estrela se apagar.
"La muerte está bailando con el llanto/ Y cuando quiera bailará conmigo"
martes, 3 de marzo de 2009
Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora
Não ligue pra essas caras tristes
Fingindo que a gente não existe
Sentadas, são tão engraçadas
Donas das suas salas
Quem tem um sonho não dança
Bete Balanço, por favor
Me avise quando for embora
(Cazuza e Frejat)
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora
Não ligue pra essas caras tristes
Fingindo que a gente não existe
Sentadas, são tão engraçadas
Donas das suas salas
Quem tem um sonho não dança
Bete Balanço, por favor
Me avise quando for embora
(Cazuza e Frejat)
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viernes, 20 de febrero de 2009
miércoles, 18 de febrero de 2009
Meu consumismo me levou a isso, quanto impulso, admito. Mas vendo um livro do Adolfo Bioy Casares por 15 reais, quem não compraria?
Tenho certeza de que foi ele quem me conduziu a isso. Sim, ele com suas histórias fantásticas, mundos paralelos e projeções.
Entrei no livro, nos contos e em outra dimensão.
Ah, mas eu não quero voltar.
Tenho certeza de que foi ele quem me conduziu a isso. Sim, ele com suas histórias fantásticas, mundos paralelos e projeções.
Entrei no livro, nos contos e em outra dimensão.
Ah, mas eu não quero voltar.
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lunes, 16 de febrero de 2009
miércoles, 11 de febrero de 2009
Quero uma torta de blueberry
Então a gente assiste "My blueberry nights" e acha fofo e todos aqueles adjetivos vazios que levam a lugares comuns, mas depois pensa melhor e lembra: quantas vezes não foi preciso ir pra longe pra se encontrar? Ou encontrar o que se quer.
Comigo foi assim. Eu fui pra querer o que ficou.
ps: o título original é muito mais poético que "um beijo roubado". Mas eles não encontraram uma tradução pra blueberry, porque a gente não come ela no Brasil (tá, talvez em algum mercado tenha, mas não é comum). Na Espanha era chamado "arándano" e ficava muito bom no risoto.
Comigo foi assim. Eu fui pra querer o que ficou.
ps: o título original é muito mais poético que "um beijo roubado". Mas eles não encontraram uma tradução pra blueberry, porque a gente não come ela no Brasil (tá, talvez em algum mercado tenha, mas não é comum). Na Espanha era chamado "arándano" e ficava muito bom no risoto.lunes, 9 de febrero de 2009
martes, 3 de febrero de 2009
Hoje, na Augusta indo pro trabalho (escola de idiomas, limpe seus pensamentos, han), vi uma taturana esmagada na calçada e pensei "o que ela estava fazendo aqui?" Tão pequena, frágil e esmagável, fora de seu lugar, foi resolver andar com os grandes, sob milhares de pernas e pés e sapatos impiedosos que inadvertidamente pisam para chegar a algum lugar.
Então houve uma identificação.
Por que querer andar entre os grandes, quando se tem a gelatinidade e o tamanho de uma taturana? Por que, sabendo que tantos pés imensos me pisam diariamente para chegar a algum lugar ou manter-se em seus postos?
Isso vale pro senhorzinho que passa o dia na frente da tv e tenta me conduzir com seu controle remoto ultrapassado.
Pra que lutar contra tantos gigantes?
Então, à noite, um sinal.
Telefone toca. Tia-que-conta-histórias conta o fato reportado por jornais e etc do homem que morreu pela picada de uma taturana. Levou dez minutos, não houve tempo para chegar ao hospital.
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viernes, 23 de enero de 2009
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