jueves, 21 de enero de 2010
Passam por mim e sao iguais... sao.
Os santos das igrejas sao iguais de desbotados e todo o ouro nao os cobrem de verdade.
Eu só preciso saber, eu realmente preciso saber.
Por que você nao tira a sua máscara e se mostra...?
Talvez nao haja o que entender, talvez seja assim e fim.
Quisera eu ter essa frieza de dizer boa noite e fechar a porta do quarto.
lunes, 4 de enero de 2010
Me encierran los muros de todas partes.
Barcelona te estás equivocando,
no puedes seguir inventando,
que el mundo sea otra cosa y volar como mariposa.
Barcelona, hace un calor que me deja fría por dentro,
con este vicio de vivir mintiendo.
Qué bonito sería tu mar, si supiera yo nadar.
Barcelona, mi mente está llena de cara de gente extranjera: conocida, desconocida
y vuelta a ser transparente.
No existo más Barcelona, siendo esposa de tus ruidos,
tu laberinto extrovertido.
No he encontrado la razón, por qué me duele el corazón.
Porque es tan fuerte que sólo podré vivirte en la distancia y escribirte una canción.¨
jueves, 24 de diciembre de 2009
Relicário
Dani, ou a irmã do coração, ou coselheira de todas as horas
Dani: Aprenda uma coisa na sua vida: tudo o que é baratinho é mais feinho...
Eu: Eu sei, Dan, eu sei...
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Eu: Dani, você sabe que você é minha amiga...snif...esse ano, se não fosse você...Eu te amo...
Dani: Tá, Cris... acho que vou pedir uma água pra você, é melhor...
(e ao fundo algum amigo da Dani: "Ela tá chorando porque a Dani vai se casar???")
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Dani: Falta tão pouco tempo e ainda não compramos nossa cenoura de "prástico"!
Eu: Qualquer coisa nossos bonecos ficam sem nariz...
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"Eu acho que você deveria comprar! É uma pechincha! É um investimento em você!"
(Dani Bonomi)
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Biel, ou força na peruca, ou "tá em casa"
Biel: Cris! A sua vida é um filme de MALmodóvar...
Eu: Eu sei, eu sei...
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Gustavo, ou o urso amigo, ou paciência de raiz
Eu: E é isso, basicamente. Agora conte uma história trágica da sua família pra eu me sentir melhor.
Gu: ...
Eu: Não tem né?
Gu: ...
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Eu: Desculpa a demora, é que fui ajudar meu pai a procurar a bengala... ele vive perdendo ela!
Gu: Que chique! Seu pai usa bengala, eu também quero uma bengala, aliás...
Eu: Não fala isso! Ele sente dores horríveis, faz tempo que ele não dorme direito e vai ter que fazer uma cirurgia séria na coluna.
Gu: Ops... desculpe...
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Lili, ou vida pura, ou catuaba na veia
Lidia: E foi isso... :(
Eu: Mas é isso, Li. É homi. E você sabe, homi é homi.
Lidia: Menino é menino, macaco é macaco.
Eu: E viado é viado...
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"Enquanto você pensa, eu vou fazer cocô".
(Lidia Croce)
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Fábio, ou "que bom que você é meu irmão", ou o lado mais louco da vida
(tum tum tum tum... putz putz putz...)
Eu: Fá, cadê o Ique?
Fábio: Quê?
Eu: O Ique!
Fábio: Vamo! Vamo na The Week!!!
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Nani, ou risadas garantidas, ou amiga desde sempre
Nani: Hahahahahahahahahahahahah!
Eu: Hahahahahahahahahahahahahah!
Nani: Hahahahahahahahahahahahaha!
Eu: Hahahahahahahahahahahahahahah!
(Todo o resto do diálogo foi suprimido por motivos de segurança. Aliás, meus diálogos surreais com a Nani são impublicáveis...)
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"O boneeeeeeco!!!!"
(Elaine Pessotti, mas só Deus sabe em que contexto essa frase foi dita. Só sei que eu ri mto.)
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Gabriel, ou o diplomata do morro, ou ao seu lado me sinto uma vovó...
Ga: Na verdade o meu namoro com a XXXX é uma experiência, pra quando aparecer a pessoa certa eu não fazer nada errado.
Eu: Isso, exercite sobretudo a arte de visitar os pais dela... É a parte mais difícil.... ...............................................................................
Bruno, ou o roteirista da vida, ou por mar ou por terra ou via embratel
Eu: Você existe mesmo então!
Bruno: Existo...
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Eu: Então, que fim levou a tartaruga do seu curta?
Bruno: Ela volta pra dona dela....
Eu: Mas e o menino? Tadinho, já tinha sofrido uma perda...
Bruno: Cris, num bom roteiro temos que fazer o que é melhor para o personagem e não o que ele quer...
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E com vocês eu me sinto um balãozinho de gás hélio!
Eu só tenho a agradecer... E ainda é muito pouco.
Feliz Natal!!!!
martes, 22 de diciembre de 2009
Reiventei um caminho, criei uma picada, cavoquei o solo e encotrei raízes.
Tirei os sapatos, pisei a terra. Deixei a chuva me molhar.
Sangrei só, mas havia flores ao meu redor. Alucinei.
E no meio de um delírio vinha o passado me fantasmear. E eu deixava que os fantasmas viessem e se misturassem às cores das imagens.
No caleidoscópio dos meus dias, há sempre um desenho que se forma, há sempre um desenho inevitável.
domingo, 20 de diciembre de 2009
jueves, 17 de diciembre de 2009
Conversa de botas batidas
Porque ainda sangro com essa música...
"Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar
Veja você, onde é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar"
lunes, 14 de diciembre de 2009
Diálogo surreal (e improvável) após sete meses sem se ver
- É...
- Olha o meu, é quase igual ao outro.
- É mesmo, da mesma marca.
- É, quase igual ao outro, só que laranja. Quase igual ao que eu destruí no ponto de ônibus brigando com você. Lembra?
- Lembro...
lunes, 7 de diciembre de 2009
Por mar ou por terra ou via Embratel
Mas a paz florida que tive hoje proveio do necessário outubro chuvoso.
Obrigada por essa amizade tresvariante que veio da maneira mais adoravelmente improvável.
:)
domingo, 6 de diciembre de 2009
viernes, 4 de diciembre de 2009
Eu realmente espero que esta carta seja entregue


Nonna, querida
Hoje faz um ano que a senhora se foi e eu decidi então (tardiamente) responder a carta que a senhora me deixou antes de partir.
Estamos todos bem... minha mãe, a táta, o Fá. Meu pai é que anda usando a bengala da senhora, mas logo logo ele fica bem (ele esquece ela nos mesmos lugares que a senhora, e também a chama de Catarina, mas isso é nosso segredo, hehe).
O Fábio e eu estamos mais unidos do que nunca. Isso está sendo maravilhoso, porque eu sempre me lembro que a senhora dizia que dois irmãos têm que se dar bem.
Aliás, tantas coisas que a senhora dizia estão tão presentes nos meus dias! "Tudo vem e tudo passa", é mesmo... "Una sopina de noite faz melhor que comida", também cabe bem. Inclusive, agora em casa só tomamos sopa de noite.
Também peguei o costume da senhora por plantas e tenho cuidado das suas (sempre que me lembro...). Elas me fazem bem e eu pra elas. Sinto a senhora perto nessas horas. Minha mãe é teimosinha sim, mas ela anda dobrando mais. Acho que seguiu seu conselho da carta e tem posto o orgulho de lado muitas vezes.
Eu também tenho seguido o que a senhora me disse: "não se importe com o que os outros vão pensar", mas ainda não cheguei à uma Brigitte Bardot, hehehe. Só estou vivendo como acho que deve ser e sendo feliz sempre que possível, já que as situações mais estranhas e engraçadas me ocorrem a todo momento.
Neste último ano muitas coisas aconteceram que eu queria te contar, mas seria impossível numa carta só. O que posso dizer é que perdi muitas coisas pelo caminho. Mas ganhei muito também, encontrei flores maravilhosas e outros motivos para caminhar. Decidi parar de controlar o mundo e começar a controlar a minha própria mente, pois é só isso que efetivamente controlamos.
Li demais, falei demais, passei por coisas que jamais pensaria passar. E tudo foi válido. Eu entendo melhor hoje o que a senhora quis dizer com a frase "se na sua idade eu fosse como você, teria comprado Roma". É por isso que eu não parei quando muitas pessoas teriam parado...
Mas acho que o mais importante sobre mim que queria dizer é que a senhora deixou aqui muito mais do que imagina e eu cada dia descubro mais da senhora em mim do que eu poderia supor. Obrigada por ter dividido um pouco da sua existência comigo e por ter me ensinado tanto sobre o amor verdadeiro e sobre o perdão.
Do fundo do meu mais profundo amor, OBRIGADA. A senhora faz uma falta danada.
"Um abraço e um Bedjo",
Cristina
ps: para provar que a senhora deixou muito mais do que imagina, saiba que meu pai mandou rezar uma missa para a senhora...
Uno más
- It's my life, flor!
- E esses nomes? Parecem tirados de novela mexicana!
- Os nomes são de novela mexicana, mas a história é de Almodóvar...
miércoles, 2 de diciembre de 2009
jueves, 26 de noviembre de 2009
Diálogos para varios micro-guiones
Amiga 1: Se você se apaixonar, eu juro que te espanco.
Eu: Não se preocupe, isso não vai acontecer tão cedo. Pelo menos não nesta encarnação.
Diálogo Dos:
Amigo 2: Ah, eu conheço o Gugs! Ele me vendeu o livro mais lindo que já li na minha vida!
Eu: Vendeu???!!! Que mercenário!!! Por que ele não te deu??
Amigo 2: Por que ele trabalhava na livraria??!!!
Diálogo tres:
Eu: Já terminei o relatório, agora só falta a bendita análise do livro didático.
Amigo 3: Ah, meu, já tinha esquecido disso de novo!
Eu: Tá vendo! Se não sou eu a te lembrar... Tsc. O que seria de você sem mim?
Amigo 3: Mais feliz???!!!
martes, 24 de noviembre de 2009
domingo, 22 de noviembre de 2009
viernes, 20 de noviembre de 2009
E exercitando a capacidade de desapego, um belo dia abro a janela e... onde está o colégio em que estudei por 10 anos da minha vida?
Veio ao chão para a construção de um prédio. Sim, porque hoje em dia tudo são prédios e pessoas e sentimentos empilhados sem que nos perguntassem onde é que a gente fica no meio de tudo isso. A gente não fica, essa que é a verdade.
E é tão verdade que é preciso o desapego. Tudo vai nos atropelando com tratores potentes, a poeira vai subindo e se você tinha algo mais concreto ali do que lembranças, esqueça. Está agora sob os escombros e amanhã no lixão.
Por isso o desapego. E é tão difícil deixar voar.
Mas estou tentando.
domingo, 15 de noviembre de 2009
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
(...)
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer."
(Antoine de Saint-Exupéry)
Até o Pequeno Príncipe sofria deste mal...
martes, 10 de noviembre de 2009
Viver não dói (??????????)
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
lunes, 9 de noviembre de 2009
Estômago e fígado estropeados, ambos mea culpa, mea maxima culpa.
Também lamento pelo cabelo de Tina Turner, outro mea culpa que me custou muito caro, pois como diz a Dani, tudo o que é baratinho... Deste modo tenho dívidas até janeiro.
Céus, preciso de um patuá.
Só me resta rir de tudo isso.
ps: mas na madruga de sábado eu olho no relógio e são 2h22...
