miércoles, 8 de diciembre de 2010

"Mas nada disso dá conta da ligação invisível pela qual nós nos sentimos unidos desde o início. Por mais que tivéssemos sido profundamente diferentes, mas eu não deixava de sentir que alguma coisa fundamental era comum a nós, um tipo de ferida original - há pouco eu falava de "experiência fundadora": a experiência da insegurança.

A natureza desta não era a mesma para você e para mim. Não importa: para ambos, ela significava que não tínhamos um lugar assegurado no mundo, e só teríamos aquele que fizéssemos para nós."

(André Gorz, Carta a D.)

lunes, 18 de octubre de 2010

Isto é Oktoberfest...





miércoles, 13 de octubre de 2010

A verdade dividida, Drummond

A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar.
Cada um optouconforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

sábado, 2 de octubre de 2010

"Olha nao sou daqui..."

Faz tempo que perdi o roteiro.

viernes, 24 de septiembre de 2010

"Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade."

sábado, 18 de septiembre de 2010

Conhecer a tua ficção foi acessar a tua parte mais real.

martes, 14 de septiembre de 2010

Su-su-su-sugar town

Blumenau é uma cidade adorável.
Ela foi fundada pelo Dr. Blumenau, que resolveu formar uma colonia alemã nesse buraquinho de Santa Catarina e logo se pirulitou de volta pra Alemanha, pois provavelmente nem ele aguentou ficar.
O sobrenome do fundador também incita à lembraça da palavra blumen, que em alemão significa flor. E aqui há muitas. De cores lindas, raras, em canteiros centrais da cidade, preservadas pela descendência européia que permite uma educação civilizada.
Até a chegada da Oktoberfest. Porque nesses 18 dias de maldição a cidade fica um caos, o trânsito intransitável e os canteiros se convertem em berços de ébrios cansados.
Ah Blumenau...
O que me irrita um pouco por aqui é a bonequice das mulheres, com o perdão da generalização. Não se sabe se é a pouca oferta cultural que propicia uma considerável frequência nos cabeleireiros ou o próprio ar puro que embasbaca um pouco os seres.
Graças à grande valorização da decoração doméstica, seja a pessoa rica, pobre ou nem lá nem cá, a palavra "capricho" é bastante empregada. "Você tem que ver o capricho que é aquela cozinha, como ela esfrega tudo tudo tudo..." Mas nesse ponto não se deve cuspir para cima já que qualquer um, homem ou mulher que pretenda viver só, corre grandes riscos de se converter numa doninha-de-casa-prendada. E como diz um grande amigo, "nunca se sabe".
Ao menos as paisagens são belas e não é cansativo ficar de pé num congestionamento dentro de um ônibus lotado quando se tem algo a contemplar. Porque a modernidade do tráfego também chegou aqui.
O rio Itajaí Açu é um dos cartões postais daqui e às vezes manchete das notícias de jornal, quando ele sobe. A enchente de 2008 que o diga. Mas sem mais alardes, as autoridades locais garantem que isso não ocorrerá de novo e que o rio ainda pode ser plano de fundo das fotos dos turistas.
Afinal, os turistas são fundamentais para a manutenção dessa cidade cenográfica. E viva Truman.


sábado, 11 de septiembre de 2010

As propagandas da tv local aqui sao tao ruins que parece que estou de férias e logo vou voltar para uma vida normal, onde a publicidade tem alguma noçao...

domingo, 5 de septiembre de 2010

A casa finalmente vazia.
Fechamos a porta. Eco.
Deixamos para trás mais que uma construçao velha. Deixamos gritos e risos presos nas paredes descascadas. Uma vida...
Mas eu nao sabia que além de um passado tao denso, eu tambem deixava ali meu presente.
Que entrar naquele aviao seria alterar tudo. Que minha nao escolha fosse uma escolha.
Que as tuas lágrimas inesperadas fossem as últimas...

Revista Vida Simples, Legiao Urbana e ceviche.
Eu nunca vou esquecer essa noite.

martes, 10 de agosto de 2010

Tremo, exito.
-Me deixa subir.

Decido entrar. O coração em bomba-relógio-pânico-cego. Mas vou mesmo assim, caminhando com os olhos chapados de dor, olhando sem ver, sangrando e doendo.
No chão do território inimigo, desabo, desmonto e você recolhe os meus pedaços.
E eu pego de volta o que é meu.

Torce a boca, olha as coisas abstrato
Percorre da varanda os quatro cantos
E tirando do corpo um carrapato
Imagina o romance mil e tantos...
(Vinícius de Moraes)

domingo, 8 de agosto de 2010

Um de cada lado do espelho



O amor e o ódio são gêmeos.
Na verdade, são seres fundidos e eu diria que um só existe porque o outro existe também.
Hoje eu sou só ódio.
Não há uma célula em mim que não queria a destruição e não deseje a dor.
A minha pulsão de vida vem do animal agonizante que carrego dentro.

Maldita e bendita a minha intução de sempre fazer
a pergunta exata.

sábado, 7 de agosto de 2010

Rua da Consolação, em frente ao cemitério X num dia cinza. Gris. As mãos entrelaçadas novamente, como antes e como nunca. Como eu pensei que nunca mais seria e foi.
Meu sobretudo também cinza e um vento gélido. Teu olhar pedinte, meu coração nervoso.
E o que faremos agora?
E o que faremos?
E o que...?

"Nós trocamos de papel porque o destino é uma puta..."

jueves, 5 de agosto de 2010

"Nunca" é uma promessa.
E é só o que eu posso te dizer agora.

martes, 20 de julio de 2010

Eu perdi o meu medo, o meu medo da chuva

E a liberdade de ser? Se sempre houve a culpa...
Desde... desde.
Nos primeiros passos, nas primeiras letras. Escondida sob a cama. Imersa nos meus pensamentos, para baixar o volume dos gritos entoados como cânticos religiosos ao meu redor.
Culpa?
Eu poderia discorrer capítulos infindáveis sobre ela. Inclusive da culpa de escrever em primeira pessoa. Mas aprendi que é inevitável, pois sou plenamente emocional e egoísta.
É mesmo. Já me contaram que todo mundo, sem exceção é egoísta, sabe?
Ah, a culpa!
A auto-flagelação de pensamentos repetitivos cheio de dedos indicadores gritões...
Insônia, clareira da madrugada. Ela vem e te abraça pra te lembrar do quão suja, vil e EGOísta você é.
Este EGO e-nor-me cosido nas rendas da culpa primordial de ser mulher... E o querer culposo.
E teus dedos? Armas de fogo apontadas ao meu peito: meu coração no paredão esperando os teus tiros duros e certeiros.
Tanta culpa de nojo, doente e maltrapilha, de quem não sabe o que é e nem o que quer.
Sei bem, conheço essa e outras modalidades de paranóia.
E decidi que elas não podem mais sentar-se à minha mesa.

lunes, 19 de julio de 2010

Quando nós colocamos nossa vida na mão de alguém, a grande tendência é que este alguém a amasse bem devagarinho, qual papel de bala consumida. Assim, sem perceber.
Sem perceber que a estampa do papelzinho vai desbotando na palma da mão.
Depois, o papelzinho cai no chão, em frangalhos e a mão nem sabe ao certo onde foi que o perdeu.
Isso posso dizer que aprendi bem. Mas aprender algo não significa dominar a arte de.
Deve ser por isso que algumas coisas ainda machucam tanto.

jueves, 15 de julio de 2010

Cristina diz (22:42):
ando querendo fechar um pouco pra balanço
to querendo paz mesmo por um tempo

Salve, simpatia! diz (22:43):
ahh sim sim sim!

Cristina diz (22:43):
é... cansei

Salve, simpatia! diz (22:44):
mas agora q vc ta com o cabelo bunito?

Cristina diz (22:45):
ah, ele é meu e só meu

Salve, simpatia! diz (22:46):
uhAHUAHUAHUAHUahu!

martes, 13 de julio de 2010

Chove em São Paulo, finalmente...
Sempre achei maduros os homens que andam com guarda-chuvas. E da última vez que te vi, você levava um.
Mas agora estou indo embora.
Nestas últimas semanas tanta coisa me voltou à mente. Junto com essa chuva, me vem à cabeça as lágrimas de desespero de uma menininha sentada no chão do seu quarto, perguntando por que você não me ama mais?

Hoje existe uma mulher que escreve. Uma mulher de salto alto, empacotando objetos e pensando no futuro....

domingo, 11 de julio de 2010

Homenagem 1

Tempos de mudança.
Encontrando fotogramas perdidos da minha vida sob o pó.
Estou esvaziando a minha casa e o olhando para trás...
Já tirei fotos do jardim, umas das partes que, quiçás, eu vá sentir mais falta.
Nessa casa, que mais do que qualquer lugar eu chamo lar, foi onde vivi tudo. Da mais profunda dor à mais linda alegria.
É uma lembrança sobre a outra. São amores enterrados sob as sombras das plantas. São risos que as paredes retiveram e lágrimas nas gretas do chão...
São os jogos de cartas regados a vinho do meu nonno. São os crochês da nonna nas tardes claras. São as freguesas de costura da minha mãe. É meu pai chamando os cachorros lá fora. É o Fábio preparando minha festinha de cinco anos. É minha (ex) cunhada arrumando o cabelo e o vestido de noiva. São minhas vizinhas pulando amarelinha comigo no quintal. São meus parentes e amigos e semi-conhecidos que por toda a vida desta casa se hospedaram aqui.
Sou eu te esperando na janela...

Essa casa foi cenário, mas desconfio que ela tem vida própria. Tem vontades, tem saudades dos que aqui já não estão. Foi ela que nos segurou tanto tempo, mas já não pode mais.
Então ela nos permite ir.
E aqui eu deixo tudo.

miércoles, 30 de junio de 2010

For no one (or someone, wherever)

Your day breaks,
Your mind aches,
You find that all her words of kindness linger on
When she no longer needs you
She wakes up,
She makes up,
She takes her time and doesn't feel she has to hurry
She no longer needs you

And in her eyes you see nothing,
No sign of love behind the tears cried for no one,
A love that should have lasted years

You want her,
You need her,
And yet you don't believe her when she says her love is dead
You think she needs you

And in her eyes you see nothing
No sign of love behind the tears cried for no one,
A love that should have lasted years

You stay home,
She goes out,
She says that long ago she knew someone, but no ne's gone
She doesn't need him
Your day breaks,
Your mind aches,
There will be times when all the things you said will fill your head
You won't forget her

And in her eyes you see nothing
No sign of love behind the tears cried for no one,
A love that should have lasted years

(For no one, Paul MacCartney)

lunes, 28 de junio de 2010

Citando a mim mesma:

"...e de resto eu me acolho, eu escolho.
Não há mais culpa minha, culpa tua, culpa dele.
[...]
Porque seguirei sendo, independente de."

Pois é. Desfiz o que eu não tinha feito.
Devolvi o que eu não tive. Toma, de volta pra você.
Aí está.
Tenho agora, pois eu não tinha.
Estou.
Sigo sendo.

- Independente de você, gosto muito de você.
- Hã? hahahaha. Adorei essa...