Quando as pessoas dizem "eu sinto muito", não, elas não sentem.
"Segue o teu destino,
rega tuas plantas,
ama as tuas rosas.
O resto é sombra de árvores alheias."
(Fernando Pessoa)
viernes, 21 de noviembre de 2008
lunes, 10 de noviembre de 2008
"Não refreie as lágrimas; chore tantas vezes quantas desejar, mas não lamente desesperadamente sua perda. Ao contrário, honre-a vivendo com maturidade. Honre-a enfrentando seus temores. Elogie-a sendo generosa, criativa, afetiva, sincera. Viva com sabedoria. [...] vá em frente! Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar!"
(O vendedor de sonhos, Augusto Cury)
domingo, 9 de noviembre de 2008
Consoada
Quando a indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
(Manuel Bandeira)
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
(Manuel Bandeira)
jueves, 6 de noviembre de 2008
viernes, 24 de octubre de 2008

Discretamente ela rastejou, se esgueirou e roubou das mãos alheias a sua própria vida. Agarrou com tanta, mas tanta força o "objeto" roubado, que este começou a penetrar por seus poros. Então correu.
Agora ela está foragida, esperando que a absorção se dê por completo.
E não, ela não pretende devolver.
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Revolução
jueves, 16 de octubre de 2008
lunes, 6 de octubre de 2008
Os dias chovem e eu chovo todo dia
Fica mais um pouco comigo, por favor.
Só mais um pouco pra eu tentar corrigir os 24 anos da minha pura estupidez cavalar e grosserias.
Mais um pouquinho, pra eu continuar ouvindo as histórias da Segunda Guerra Mundial, de como a senhora pedalava uma bicicleta fugindo dos bombardeios com a minha mãe na barriga.
Mais um pouco pra me ensinar como é que se perdoa as pessoas, essa coisa tão difícil que a senhora conseguiu fazer tão bem, sempre.
Fica mais um tempo aqui, nesse mundo cão pra se indignar com os vândalos que pulam portões pra pichar nossa fachada. Pra contar como essa casa foi comprada.
Pra dar o aconchego do seu sorriso de cobertor nesses dias frios.
Só mais um pouco pra eu tentar corrigir os 24 anos da minha pura estupidez cavalar e grosserias.
Mais um pouquinho, pra eu continuar ouvindo as histórias da Segunda Guerra Mundial, de como a senhora pedalava uma bicicleta fugindo dos bombardeios com a minha mãe na barriga.
Mais um pouco pra me ensinar como é que se perdoa as pessoas, essa coisa tão difícil que a senhora conseguiu fazer tão bem, sempre.
Fica mais um tempo aqui, nesse mundo cão pra se indignar com os vândalos que pulam portões pra pichar nossa fachada. Pra contar como essa casa foi comprada.
Pra dar o aconchego do seu sorriso de cobertor nesses dias frios.
miércoles, 1 de octubre de 2008
Ouvir para aprender
"De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, da vida em conjunto e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: "No princípio era o verbo". Eu acrescento: "Antes do verbo, era o silêncio". É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim -para ouvir as vozes do silêncio.
Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: "Cessa o teu canto!/ Cessa, que, enquanto/ O ouvi, ouvia/ Uma outra voz/ Com que vindo/ Nos interstícios/ Do brando encanto/ Com que o teu canto/ Vinha até nós.// Ouvi-te e ouvi-a/ No mesmo tempo/ E diferentes/ Juntas cantar./ E a melodia/ Que não havia./ Se agora a lembro,/ Faz-me chorar". A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa pára por não haver o que dizer, tratamos logo de falar qualquer coisa, para pôr um fim ao silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano, o nome do filme em que vi esta cena é "Aconteceu em Tóquio". Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do ser. A filosofia oriental, pela questão do vazio, do nada. É no vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. "Como é a professora?", sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: "Ela grita...". Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, dona Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola, a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete: "Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra -"É exatamente como eu, eu...'- e começa a falar de si, até que a primeira consiga, por sua vez, cortar -"É exatamente como eu, eu...". Essa frase parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar, à força, o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro."
(Rubem Alves)
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Existencialismo
lunes, 29 de septiembre de 2008
Grades, cadeados e chaves são seres meramente simbólicos. Elementos psicológicos que nos ajudam a não sucumbirmos ao medo.
Outra noite sonhei que as grades e portões de casa eram feitos de bambus, podres, facilmente quebráveis. Inúteis.
E descobrimos esta manhã que é o que na verdade eles são.
Criaturas vândalas (vulgo brasileiros) conseguiram transpôr as demarcações de território para fazer sua obra de arte.
Sim, é arte, porque é expressão pura dos seus "eus" e refletem toda a merda de que estão compostos.
Paciência. Quando tivermos dinheiro passamos uma tinta na parede e abafamos o caso.
Ou você acredita que votar dá certo?
Rá-rá
Outra noite sonhei que as grades e portões de casa eram feitos de bambus, podres, facilmente quebráveis. Inúteis.
E descobrimos esta manhã que é o que na verdade eles são.
Criaturas vândalas (vulgo brasileiros) conseguiram transpôr as demarcações de território para fazer sua obra de arte.
Sim, é arte, porque é expressão pura dos seus "eus" e refletem toda a merda de que estão compostos.
Paciência. Quando tivermos dinheiro passamos uma tinta na parede e abafamos o caso.
Ou você acredita que votar dá certo?
Rá-rá
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Provocações
jueves, 25 de septiembre de 2008
martes, 23 de septiembre de 2008
O toc toc toc seco do salto contra as pedras da calçada é música de fundo para o que os olhos vêm (quando pisa pequenas pedrinhas, o barulho de aconchego casa com o frio cortante).
Cidade gris, vidas passando sem se cruzar.
Observo na praça umas pombas desavisadas comendo algum alimento ofertado num trabalho de macumba. Ao fundo, um labrador corre solto como se estivesse no campo, enquanto taxistas esperam por mais um cliente enchendo a cara de café.
Penso que adivinho porque tantos bons escritores compunham inspirados em paisagens artificiais. Essas são as mais naturais, na verdade, para almas tão misantropas.
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cidade gris,
inverno
jueves, 18 de septiembre de 2008
Lento
Si quieres un poco de mí
me deberías esperar
y caminar a paso lento
muy lento
y poco a poco olvidar
el tiempo y su velocidad
frenar el ritmo, ir muy lento, más lento.
Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.
Si quieres un poco de mí
dame paciencia y verás
será mejor que andar corriendo
levantar vuelo
y poco a poco olvidar
el tiempo y su velocidad
frenar el ritmo, ir muy lento
cada vez más lento.
Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.
Si me hablas de amor
si suavizas mi vida
no estaré mas tiempo
sin saber que siento.
Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.
me deberías esperar
y caminar a paso lento
muy lento
y poco a poco olvidar
el tiempo y su velocidad
frenar el ritmo, ir muy lento, más lento.
Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.
Si quieres un poco de mí
dame paciencia y verás
será mejor que andar corriendo
levantar vuelo
y poco a poco olvidar
el tiempo y su velocidad
frenar el ritmo, ir muy lento
cada vez más lento.
Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.
Si me hablas de amor
si suavizas mi vida
no estaré mas tiempo
sin saber que siento.
Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.
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Amor,
Futuro do pretérito,
primavera
lunes, 15 de septiembre de 2008
Obrigada pela carona, mas eu continuei com aquele nó na garganta que só desatou quando pude me sentar no chao e desabar.
Depois minha cabeça gira e os sentidos se confundem, torpor.
Obrigada pelo colo quente, mas o papo é comigo e só comigo mesma de uma vez por todas.
Ah, e escrevo de rosa só porque definitivamente odeio essa cor.
Depois minha cabeça gira e os sentidos se confundem, torpor.
Obrigada pelo colo quente, mas o papo é comigo e só comigo mesma de uma vez por todas.
Ah, e escrevo de rosa só porque definitivamente odeio essa cor.
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surtando
miércoles, 3 de septiembre de 2008
"você pode não acreditar nisto
mas há as pessoas
que passam pela vida com
muito pouca
fricção de angústia.
eles se vestem bem, dormem bem.
eles estão contentes com
a família deles.
com a vida.
eles são imperturbáveis
e freqüentemente se sentem
muito bem.
e quando eles morrem
é uma morte fácil, normalmente durante o
sono.
você pode não acreditar nisto
mas tais pessoas existem.
mas eu não sou nenhum deles.
oh não, eu não sou nenhum deles,
eu não estou nem mesmo próximo
para ser um deles.
mas eles
estão lá ...
e eu estou aqui."
(Bukowski)
mas há as pessoas
que passam pela vida com
muito pouca
fricção de angústia.
eles se vestem bem, dormem bem.
eles estão contentes com
a família deles.
com a vida.
eles são imperturbáveis
e freqüentemente se sentem
muito bem.
e quando eles morrem
é uma morte fácil, normalmente durante o
sono.
você pode não acreditar nisto
mas tais pessoas existem.
mas eu não sou nenhum deles.
oh não, eu não sou nenhum deles,
eu não estou nem mesmo próximo
para ser um deles.
mas eles
estão lá ...
e eu estou aqui."
(Bukowski)
miércoles, 27 de agosto de 2008
viernes, 22 de agosto de 2008
martes, 19 de agosto de 2008
lunes, 18 de agosto de 2008
lunes, 11 de agosto de 2008
Sentindo felicidade porque vou comer algo em poucos minutos.
Os dedos gelados tocando a barriga sem querer me chamam de novo à vida.
Suponho que ela estava escondida sob uma vértebra, aquela mesma que hoje doeu mais por causa a mochila pesada o dia inteiro (acrescente-se ao peso o guarda-chuva da chuva que não veio).
Mania de viver nas coisas mais insensatas, pequeneses minimalizantes que compõe o dia. A hora. O agora.
Vida nos olhos interrogativos de "cómo se dice...?"
Na planta dos pés que carregam isso tudo. No papel com afazeres por riscar.
Nas unhinhas roxas de frio. No sono dos olhos.
Os dedos gelados tocando a barriga sem querer me chamam de novo à vida.
Suponho que ela estava escondida sob uma vértebra, aquela mesma que hoje doeu mais por causa a mochila pesada o dia inteiro (acrescente-se ao peso o guarda-chuva da chuva que não veio).
Mania de viver nas coisas mais insensatas, pequeneses minimalizantes que compõe o dia. A hora. O agora.
Vida nos olhos interrogativos de "cómo se dice...?"
Na planta dos pés que carregam isso tudo. No papel com afazeres por riscar.
Nas unhinhas roxas de frio. No sono dos olhos.
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