viernes, 6 de noviembre de 2009

Hoje sim que parece finados.
:ó(

miércoles, 4 de noviembre de 2009

Parem a ciranda, que eu quero descer

Eu aprendi, nos últimos tempos, que quando alguém te diz "sim", você deve balançar a cabeça e dar um daqueles sorrisos guardados para momentos kodak.
Mas sem acreditar nisso, nem por um segundo. Porque os sins se transformarão em talvezes amanhã, e em definitivamente nãos na semana que vem.
Portanto, eu só confio em Deus e em meus próprios passos, que vou dando com pernas brancas e cambaleantes, por um caminho incerto que vou construindo aos pouquinhos...

viernes, 30 de octubre de 2009

Dear Stranger (ou Dear Sem-codinome-ainda)

Vamos esclarecer algumas coisinhas:

1- eu não sou tão amarga quanto possa parecer;
2- amores não são âncoras, são asas para voar;
3- o amor é saudável sim, o que não é saudável é o sofrimento e os pensamentos obcessivos;
4- a corrente que prendia à âncora mencionada no texto abaixo tem a ver com dor e sofrimento, e não com o amor. Se me libertei de algo, foi da dor. O amor é algo que me constitui.
5- "até que ponto é válido amar?" Desde quando isso é racional? Não se escolhe, se sente. O dia em que isso for racional, estarei morta. Racional são as escolhas que fazemos para fugir da dor, mas sentimentos não se escolhem.

Será que fui clara? hahaha.
Meu Deus, parece um texto de auto-ajuda!

martes, 27 de octubre de 2009




"Pensamentos lindamente banais e libertadores (será que fechei a janela do quarto?) que só aparecem quando a dor da queimadura já passou (...).
Como se a corrente que o prendia à âncora tivesse partido (você não consegue lembrar onde e quando, ou o que estava fazendo), você percebe de repente que seus pensamentos estão novamente sob controle; sua cama não parece mais vazia, mas simplesmente sua, sua para dormir, ler o jornal..."
(David Gilmour, O clube do filme)

martes, 20 de octubre de 2009

Conheço essa música, mas psiuu... vou fingir que não. E entrar no jogo por puro tédio...

viernes, 16 de octubre de 2009

A você, que inveja tantas histórias e anseia por tê-las eu te falo, meu caro amigo, cada uma delas é um travesseiro enxarcado, uma ruga a mais na face rosa, um aprendizado dolorido...
E fica tudo para trás, como poeira... são poucas as que persistem.
Te digo também que você ainda chorará muito, rirá muito e jogará tudo para o alto.
Vai desistir e voltar atrás, para insistir em novos erros, porque viver é ir errando, e eu erro o tempo todo.
"Viver é um soco no estômago" e isso eu ia dizer se a Clarice já nao tivesse dito.

martes, 13 de octubre de 2009



"Entre el 'sí' y el 'no', ¡qué infinita rosa de los vientos!"
(J. Cortázar)

sábado, 10 de octubre de 2009

Eu já deveria saber que é melhor assim

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

(F. Pessoa)

viernes, 9 de octubre de 2009

Contrariando todas as probabilidades da lógica

E contrariando todos os meus princípios de equilíbrio, causa e efeito e noves fora.
Fiquem com suas realidades, que eu fico assim.

"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber"

Porque você entende aquilo que eu não disse.
And this is ironic... don't you think?

domingo, 4 de octubre de 2009

Diálogo para un primer micro-guión

- Você sabe passar camisas masculinas?
Essa pergunta surgiu no meio de uma conversa sobre músicas e livros, e você gosta disso? e daquilo? e etc e tal.
- Claro que sei. - disse a menina, enquanto terminava de se arrumar, sua carona passaria dentro de pouco tempo.
- Mas como? É impossível passar essas camisas!
Ela que detestava a palavra impossível, talvez por certa arrogância, talvez por determinação, e tinha mania de dizer que nada era impossível, discordou, adorando a maneira com a qual ele expressava sua inaptidão para tarefas domésticas:
- É simples, mas você tem de ter uma tábua de passar - disse ela duvidando que sua casa em Lyon pudesse ter uma.
- Aqui tem.
- Então você começa pela gola, depois encaixa o ombro na tábua e passa ele.
-Hum.
-Depois as mangas e por último o tronco, girando ele sobre a tábua - escreveu e isso e se olhou no espelho, para ver como estava o cabelo.
- Então tem uma receita... genial.
"Genial". Tudo para ele era genial e ela achava interessante a colocação dessa palavra nos lugares mais inesperados.
-Mas não faz isso agora, vai amassar tudo na mala - nessa hora sentiu-se mãe de novo, querendo aconselhar aquele desconhecido.
-Ah, não vou fazer agora. Vou fazer quando chegar em Madrid.
-Você vai lembrar?
-Claro: gola, ombros, mangas e tronco!
-Isso...
-É.
-Eu sei que é absurdo, mas... - então ela pensou em quão estranho era tudo aquilo. Ela nem sequer havia visto seu rosto e algo estranho ocorria.
Ocorria um buraco dentro dela, isso que ocorria. Ocorria que ela sabia que na nova cidade o estranho sem rosto não sabia se teria comunicação.
-Mas...?
-Mas acho que vou sentir sua falta. Parece loucura, mas vou sentir sua falta.
-A gente tem se falado muito né?
-É...
-Também vou sentir a sua.


sábado, 3 de octubre de 2009

Todo se transforma

Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de la rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.

Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en torino,
Y antes de torino, en prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.

Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En salvador de bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

http://www.youtube.com/watch?v=oCjpqx3cXs0&feature=player_embedded

lunes, 21 de septiembre de 2009


Se minhas palavras vestidas de mim pudessem ir tão longe, elas iriam até...

sábado, 19 de septiembre de 2009

Dessa vez, eu sei que foi de vez, pra não mais.
E isso só me traz a constatação de que mais nada vai machucar assim, mais nada pode doer tanto.
Se aparece mínima possibilidade de lágrima, saio pela tangente e canto outra canção, baby.
Porque a Clarice já disse o que eu ia dizer agora: "eu sou mais forte do que eu".

miércoles, 9 de septiembre de 2009

"Abre essa janela, primavera quer entrar..."

Se é feito de flor ou espinho, ainda não sei. É uma mistura de tudo junto. É o non sense tresvariante. Mas prefiro assim.
O quarto está escuro, mas há uma música tocando bem distante.
Sei lá porque viciei nesta melodia instável que não sei bem...

"sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube"
(G.Rosa)

viernes, 4 de septiembre de 2009

(A rosa meditativa, Salvador Dalí)


Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar para poder voltar sempre inteira.

(Cecília Meireles)

miércoles, 26 de agosto de 2009

Então é isso, decidimos fazer o que "deveria" ser feito.
Deve ser por isso que está doendo tanto...

lunes, 17 de agosto de 2009

Não sei porque nessas esquinas vejo o seu olhar

Me peguei pensando nos realejos ancestrais de uma música e vi que descobri um possível significado ontem, limpando meu armário.
Uma limpeza adiada há anos, confesso.
Encontrei a antiguidade da antiguidade lá e felizmente pude me desfazer de muita coisa de um passado muito remoto.
Do passado mais recente eu não me desfaço, difícil.

Coveiros gemem tristes ais
E realejos ancestrais juram que
Eu não devia mais querer você
Os sinos e os clarins rachados
Zombando tão desafinados
Querem, eu sei, mas é pecado
Eu te perder

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto...


viernes, 14 de agosto de 2009

Medo. This is the main word.
Medo e amor, amor e medo.
Açúcar e pimenta, des-sonhos.
Saudade insalubre, dor desenhada no rosto e no peito.
Tempero a mais, María Elena e Antonio de "Vicky Cristina Barcelona". Ou "quem tem medo de Virginia Wolf?"
Quanto sangra uma loucura?
Em mim, por todos os poros...

domingo, 9 de agosto de 2009

Estoy tan cansada de las canciones de amor

Os vidros dos ônibus refletem espectros. Seres que já não estão mais, mas continuam.
Fnac: seção de eletrônicos. Quem diria, eu lá? Você não diria.
Sozinha, olhando com calma, com um interesse que nem eu diria. Então eu ri.
Julieta Venegas tocando ao fundo, só pra machucar um pouquinho mais.

"Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais. Seja como for, é uma dor que dói no peito..."

sábado, 8 de agosto de 2009

Mas a verdade verdade... é que falta um pedaço.
Falta.

viernes, 7 de agosto de 2009

"Eu não posso mais viver sem mim"

"Se eu queria enlouquecer, essa é minha chance..."
Já desisti de me perguntar o porquê e sigo. Não importa para onde, mas sigo.
Se dói eu seco as lágrimas, aperto o passo, respiro fundo...
Na queda livre eu abri meu pára-quedas, que para minha surpresa tinha a minha cara estampada.
Thanks God for me.
(Súbita auto-estima, juro que estou sóbria... haha)

miércoles, 29 de julio de 2009

Boa noite.
(Te cubro, te beijo o rosto e a testa. Faço uma oração com você. Acaricio tua face. Apago a luz e me retiro à minha escuridão.)

martes, 28 de julio de 2009

Ecoando na alma...

The moment I wake up
Before I put on my make up
I say a little prayer for you
While combing my hair now,
And wondering what dress to wear now,
I say a little prayer for you

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever, we never will part
Oh, how I love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only meen heartbreak for me.

I run for the bus, dear,
While riding I think of us, dear,
I say a little prayer for you.
At work I just take time
And all through my coffee break time,
I say a little prayer for you.

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.

I say a little prayer for you

I say a little prayer for you

My darling believe me,
For me there is no one but you!
Please love me too
And I'm in love with you
Answer my prayer now babe

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever,that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me

miércoles, 22 de julio de 2009

A Clarice me lê e diz o que eu não consigo

"Agora preciso de tua mão,
não para que eu não tenha medo,
mas para que tu não tenhas medo.
Sei que acreditar em tudo isso será,
no começo, a tua grande solidão.
Mas chegará o instante em que me darás a mão,
não mais por solidão, mas como eu agora:
Por amor."

(Clarice Lispector)

jueves, 16 de julio de 2009

Quem de nós dois?

Algumas coisas são como colocar sal nas feridas...
Doem.
Ou então...Sabe... sabe quando na ferida está começando a formar uma pele suave, para dar início ao processo de cicatrização e você vai lá e cutuca? Sua própria ferida, você cutuca. Então.
Burrice?
Talvez. Mas é difícil resistir a certas coisas, mesmo quando elas te causam dor.
Dor e prazer se assemelham.
Dor e saudade.
Caos e paz. Uma paz caótica esse amor que só sangra. Ainda sangra.

"Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
[...]

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida"

martes, 14 de julio de 2009

:(

Cada vez que yo me voy
Llevo al lado de mi piel tus fotografías
Para verlas cada vez
Que tu ausencia me devora entero el corazón
Y yo no tengo remedio más
Que amarte...

En la distancia te puedo ver
Cuando tus fotos me siento a ver
en las estrellas tus ojos ver
Cuando tus fotos me siento a ver

Cada vez que te busco te vas
Cada vez que te llamo no estás
es por eso que debo decir que tu solo en mis fotos estas(BIS)

Cuando hay un abismo desnudo que se pone entre los dos
Yo me valgo del recuerdo taciturno de tu voz
Y de nuevo siento enfermo este corazón
Que no lo quede remedio mas que amarte

En la distancia te puedo ver
cuando tus fotos me siento a ver
en las estrellas tus ojos ver
Cuando tus fotos me siento a ver

Cada vez...
(Juanes y Nelly Furtado)

lunes, 13 de julio de 2009

As coisas se misturam e doem.
Passado, presente e incertezas. Não quero mais sentir dor e medo, não quero mais.


"São duas casas totalmente separadas
A do desejo e da razão
Que se revezam quase religiosamente
Tal qual a luz e a escuridão..."

martes, 7 de julio de 2009

El pasado

Quem assistiu El pasado sabe do que estou falando (e sim, você assistiu).
Não, eu não posso lidar sozinha com essas lembranças...
Venha dividir as fotos, só eu não posso...
Fique com os livros que deixei aí, eu levo comigo as histórias.
Algumas peças de roupa não me farão falta, por isso não as quero. Fique também com os cds, tenho em mim toda a trilha sonora dessa dor...
Mas guarde também os segredos que deixei aí, meus podres e minhas flores, meus medos e êxtases, sonhos rasgados e meu sonambulismo.
Não jogue fora as piadas que contei, nem as metáforas que eu inventava e que passavam desapercebidas...
A flor de madeira... coloque um dia em um vaso e, se possível, não queime a caixa que fiz como artesã. Ela é tão óbvia, eu sei. Ela estampa uma história, mas não importa. Outra pessoa entenderá.
Se por acaso você ainda achar algum daqueles bilhetes que eu costumava esconder, não se assuste, será antigo já, mas é provável que a mensagem seja atual.



martes, 30 de junio de 2009

Estranho assim.
É como querer tapar uma cratera com britas, um buraco negro com a tampa de uma panela...
tudo é sugado pra dentro. Tudo vem e tudo passa, já dizia minha avó. Mas hoje leio isso de outro modo: tudo vem até mim e passa por mim. Nada é retido.
Tudo vem e me atravessa. Não permanece, é aspirado e vira poeira cósmica.
Quero fazer parar.

domingo, 21 de junio de 2009

"Os outros" - Kid Abelha.

E só.

:ó(

viernes, 19 de junio de 2009

Insônia, pensando na volta do que não foi e na estância daquele que realmente nunca esteve.
Dor, buraco no peito que me engole de madrugada e encharca rosto, travesseiro, cabelo e alma.
Por quê?
Lembrar deste sempre que é nunca e do nunca que foi sempre... sempre foi.


"Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota...
Eu não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça
Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa...

Quando muito ainda é pouco
Você quer infantil e louco
Um sol acima do sol
Mas quando sempre
É sempre nunca
Quando ao lado ainda
É muito mais longe
Que qualquer lugar..."

martes, 16 de junio de 2009

"...envelheci dez anos ou mais, neste último mês..."

viernes, 12 de junio de 2009


martes, 19 de mayo de 2009

prendida en tus dedos

Assim, quando me tens estampada nos teus dedos, frágeis fortes dedos, tudo é e pode ser. Desliza tão fácil e sutil.
Desenhada nas linhas de tuas mãos, sou tão manuseável... me apagas e retraças meus traços que se confundem já com as linhas de nossos destinos...
De repente, como um pensamento líquido deslizo pelos teus braços e logo pelo resto de teu corpo.
Encontro o chão e depois...
Para onde fui?
You tell me.

sábado, 16 de mayo de 2009

Something in your eyes is so inviting...

domingo, 10 de mayo de 2009

lenços de papel kleenex

Você vai caminhando pela estrada de tijolos amarelos e de repente: zaz (alguns tijolos desaparecem). Quem iria prever que faltaria o chão?

"quem constrói a ponte não conhece o lado de lá."

lunes, 4 de mayo de 2009

Panis et circensis

Não fosse por Bergman, nossa virada teria sido mesmo nada cultural. Mas seguramente foi muito mais divertida...

martes, 28 de abril de 2009

Eu continuo aqui, tentando transformar a poeira em poesia. Em outras palavras, dando aulas.

martes, 21 de abril de 2009

Primeiras rosas






A expressão do Primeiras Estórias de uma maneira sensível, sutil e muito bem elaborada. Arte de verdade.
No Teatro Popular do Sesi.
Porque ninguém vive de não.

martes, 31 de marzo de 2009

Outro dia o assunto era escrever diários e lembrei que enchia agendas e agendas de porcarias, papéis e recordações de fatos ou semi-fatos do dia. Pedacinhos de passado ficando eternizados na medida do possível em um livro de 365 páginas. Atestado de tempo livre.
Vejo minha agenda de agora: uma lista de afazeres futuros, não mais passado, não mais tempo para contar histórias e filosofar o cotidiano simples. Só o porvir, esquematizado nas 24 curtas-horas do dia.
..............................................................................................................................................................................
Alumna: Pareces cansada.
Yo: Es que estoy, he trabajado mucho.
Alumna: Realmente estás muy muy cansada... tienes que dormir un poco. ¿Practicas algún deporte?
Yo: No, es que hay trabajo, facultad, clases para preparar...
Alumna: Vas a ponerte vieja rápido. Con dinero (???), pero enferma.
Yo: Não tem muita escolha. Fazer o quê.
(porque nestas horas sempre voltamos à nossa língua materna...)

martes, 17 de marzo de 2009

"Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei só eu sei
Sabe lá o que é não ter e ter que ter pra dar?
Sabe lá
Sabe lá
E quem será
Nos arredores do amor
Que vai saber reparar
Que o dia nasceu
Só eu sei
Os desertos que atravessei
Só eu sei
Só eu sei
Sabe lá
O que e morrer de sede em frente ao mar?"

(Djavan)

lunes, 16 de marzo de 2009

Esperando pelo inverno...

ansiosamente...

martes, 10 de marzo de 2009

Às vezes é melhor calar, mas tem horas que o silêncio é um grito que dói mais.
Não, eu não faço parte do club silêncio, na minha vida há banda e há orquestra, minha melodia vai além do nada, da omissão.
Mas sempre há um mas.
Cheguei numa bifurcação do jardim onde os dois caminhos são cortantes. Silêncio e palavra me rasgam, não tem muito para se escolher.
Essa madrugada vi um linda estrela se apagar.
"La muerte está bailando con el llanto/ Y cuando quiera bailará conmigo"

martes, 3 de marzo de 2009

Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora

Não ligue pra essas caras tristes
Fingindo que a gente não existe
Sentadas, são tão engraçadas
Donas das suas salas

Quem tem um sonho não dança
Bete Balanço, por favor
Me avise quando for embora

(Cazuza e Frejat)

viernes, 20 de febrero de 2009

"Tchau radar..."

miércoles, 18 de febrero de 2009

Meu consumismo me levou a isso, quanto impulso, admito. Mas vendo um livro do Adolfo Bioy Casares por 15 reais, quem não compraria?
Tenho certeza de que foi ele quem me conduziu a isso. Sim, ele com suas histórias fantásticas, mundos paralelos e projeções.
Entrei no livro, nos contos e em outra dimensão.
Ah, mas eu não quero voltar.

lunes, 16 de febrero de 2009

Especial

"Ahhhh (resmungo)...vai pro seu cobertorzinho...zzzz..."

miércoles, 11 de febrero de 2009

Quero uma torta de blueberry

Então a gente assiste "My blueberry nights" e acha fofo e todos aqueles adjetivos vazios que levam a lugares comuns, mas depois pensa melhor e lembra: quantas vezes não foi preciso ir pra longe pra se encontrar? Ou encontrar o que se quer.
Comigo foi assim. Eu fui pra querer o que ficou.

ps: o título original é muito mais poético que "um beijo roubado". Mas eles não encontraram uma tradução pra blueberry, porque a gente não come ela no Brasil (tá, talvez em algum mercado tenha, mas não é comum). Na Espanha era chamado "arándano" e ficava muito bom no risoto.

lunes, 9 de febrero de 2009


martes, 3 de febrero de 2009

Hoje, na Augusta indo pro trabalho (escola de idiomas, limpe seus pensamentos, han), vi uma taturana esmagada na calçada e pensei "o que ela estava fazendo aqui?" Tão pequena, frágil e esmagável, fora de seu lugar, foi resolver andar com os grandes, sob milhares de pernas e pés e sapatos impiedosos que inadvertidamente pisam para chegar a algum lugar.
Então houve uma identificação.
Por que querer andar entre os grandes, quando se tem a gelatinidade e o tamanho de uma taturana? Por que, sabendo que tantos pés imensos me pisam diariamente para chegar a algum lugar ou manter-se em seus postos?
Isso vale pro senhorzinho que passa o dia na frente da tv e tenta me conduzir com seu controle remoto ultrapassado.
Pra que lutar contra tantos gigantes?
Então, à noite, um sinal.
Telefone toca. Tia-que-conta-histórias conta o fato reportado por jornais e etc do homem que morreu pela picada de uma taturana. Levou dez minutos, não houve tempo para chegar ao hospital.

viernes, 23 de enero de 2009

Mas sinto que faltou algo. Algos.
Fim de inferno astral.
TOMARA.

jueves, 22 de enero de 2009

22

E tanto e sempre e mais, de um amor que se renova, se esgota pra ressucitar.
Pulsa na veia, corre no coração, escorre da alma.
Amor vermelho sangue.

miércoles, 14 de enero de 2009

"Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter carinho, pensei que amar é fácil.[...] É também porque eu me ofendo à toa. [...] Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes."

Eu pensaria que tinha sido eu quem escreveu este trecho se não soubesse que foi a Clarice Lispector. (conto "Perdoando Deus")

martes, 13 de enero de 2009

Texto apagado de 08 de janeiro

Essa época de férias escolares (só das escolas dos outros pq eu continuo dando aula) é uma calmaria.
Ruas como as que eu moro permitem até que vc as atravesse! Ruas como a minha que já foram até confundidas com avenidas, deixam você conversar com uma pessoa do outro lado...
Cada um de um ladinho... veja só.
E se você se irritar com algo e por acaso decidir quebrar seu guarda-chuva batendo ele contra o ponto de ônibus, ninguém nem vai ver. Tá todo mundo de férias.
Malditas férias.

viernes, 9 de enero de 2009

O calor me traz um algo assim de tédio. Mormaço, corpo auto-colante, moleza.
Vontade de ficar jogada no chão da sala, com a janela aberta vendo o vento chacoalhar a palmeira.
De preparar aula nenhuma, de organizar nada.
Só me deixar.
Mas aí vejo que há sombra e acho que é algo de sombrio em mim gostar da sombra. Então me vem uma vontade de rasgar a roupa do tédio e fazer algo.
Desesperadamente fazer algo. Caçar borboletas, jogar bumerangue, pular ondas, ler poemas romenos, assistir corrida de avestruz, ouvir músicas do Caubi Peixoto.
Qualquer surrealidade me agradaria agora.

martes, 6 de enero de 2009

Até o Fauno se perderia

Lendo o conto "El jardín de los senderos que se bifurcan" , do Borges (Ficciones), comecei a pensar em labirintos. Nos labirintos invisíveis do tempo e nos labirintos dos meus pensamentos.
Nestes últimos, só falsas saídas. Placas luminosas dizendo "por aqui", levando a lugar algum. Soluções em forma de comprimidos e cápsulas, todas inúteis.
Quando tudo o que eu precisava, na verdade, era de uma chave.

lunes, 29 de diciembre de 2008

Já que eu não tenho sono, eu tenho a madrugada e os meus livros. Assim eu me deixo e não falo comigo.
A grande questão são as micro-férias. Porque longe da correria eu parei de me arrastar e me deparei comigo, me olhei.
Começamos a conversar e não nos reconhecemos. Eu e eu. Duas estrangeiras num corpo.
Essa outra parte, sem parar de falar, sem parar de fazer tantas perguntas incômodas sem respostas. Tanta inquisição sutil.
É um espelho que se mostra sem que eu me olhe.
As coisas começam a ter outra cor.

viernes, 26 de diciembre de 2008

39º

Vamos lá, talvez a febre ajude.
Por onde começo?
Ah sim, sim:
"A burguesia fede!", já disse o mestre Cazuza e as pessoas continuam repetindo num eco anormal e sem um grão de criatividade.
Sim sim...
Pelo amor de Deus, já estamos cansados demais de ouvir em pseudos-poeminhas que a culpa toda é da burguesia e do Sistema (sim, com letra maiúscula porque ele já virou entidade).
Parem um pouco de repetir incansavelmente sem refletir...
Quem é o burguês? Quem é o tal Sistema?
Você já parou pra pensar que enquanto faz sonetinhos dizendo que a culpa é toda do cara riquinho, não está fazendo mais do que prolongar a interminavel divisão das castas? O que se faz com tanto protestinho de fundo de quintal infundado é repetir e repetir feito papagaio ensinado. É isso que o tal "Sistema" tanto quer, a divisão. Você, senhor engajado, é puro Sistema camuflado.
Cai na real, meu amigo, minha amiga inteligente: pregar contra quem tem só mostra o desejo nada oculto de ter também e assim se eleva ad infinitum (como se escreve isso?) o preconceito que já existe de sobra. E tô falando do preconceito não do possuidor e sim daquele que não possui.
Tanto protesto é dor de cotovelo e se não fosse, os "manifestantes" perceberiam que correm por dinheiro, que fazem hora extra por dinheiro, que fazem crediário nas Casas Bahia pra ter a tv que brilha na casa do burguês, pra ter "status". Já foi engolido pelos valores que tanto critica.
E nem nota que o tal "burguês" é mais ou tão escravo quanto o proletário, porque sofre com todo tipo de doença psico-somática e gasta rios de dinheiro lutando contra o stress, já que vive para trabalhar e manter o patrimônio inútil.
É, caro amigo "militante", sinto te informar que o Sistema traiu a todos, pobres e ricos, cada um ferrado de uma maneira.
E sua pseudo-militância não derruba o monstrinho-sistema, só gera mais ódio contra pessoas de classes diferentes.
Quer um conselho?
Comece a escrever sobre o que é universal pra todo ser humano e não sobre as diferenças. Mostrar onde se é igual gera união e não esse ódio que ninguém precisa mais.
Ah, o Cazuza foi um poeta sim, foi sábio em reconhecer a podridão do dinheiro mal usado, mas pelo amor de Deus, tragam algo novo aos saraus e reuniõezinhas culturais.

miércoles, 10 de diciembre de 2008

"Quem não tem o prazer de penetrar no mundo dos idosos não é digno da juventude." (Augusto Cury)
Sabe, com tanta dor a gente pensa em muitas coisas. Uma delas é que é muito importante valorizar a vida e as pessoas. Tá, parece algo de auto-ajuda e até pode ser, mas não era a intenção.
Eu não sei, mas nos últimos tempos eu tive contato com um tipo de amor tão puro e forte que acho que todos os seres humanos merecem sentir isso. O amor da doação, da dedicação, algo que não sei definir bem. O amor de cabelinhos brancos, enrugado, com um sorriso sincero de agradecimento no rosto.
Quando você tem um ser tão frágil e tão forte nas suas mãos, com o quádruplo da sua idade, o mundo pára e você fica parada naquela carinha que te conta sobre a vida e tudo o que foi. Você se esquece de si por um bom tempo e percebe o outro e começa a atribuir uma importância tão grande a ele que as pequenas coisas parecem ficar diferentes.
Se eu pudesse dar um conselho a qualquer um que quisesse conselhos, eu diria: visite sua avó, seu avô. Procure saber quem eles realmente são, quem foram, o que eles carregam em si. Muitas gente chega a pensar que não entendem nada de nada porque são velhinhos, mas a verdade, meu amigo, é que enquanto estamos indo eles já estão voltando.
Dá para aprender muito com esses seres especiais, vale a pena procurá-los para um café, um papo, um abraço.
Aproveitar o tempo em que eles ainda estão por aqui, porque depois... depois são só as fotografias.

sábado, 6 de diciembre de 2008

Nonna,

"Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu,
Por toda a minha vida."

(Vinícius de Morais/Tom Jobim)

Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar... o que ficou, é para sempre.
Obrigada é muito pouco.

sábado, 29 de noviembre de 2008

Quando as pessoas dizem "eu sinto muito", não, elas não sentem.

"Segue o teu destino,
rega tuas plantas,
ama as tuas rosas.
O resto é sombra de árvores alheias."
(Fernando Pessoa)

viernes, 21 de noviembre de 2008


lunes, 10 de noviembre de 2008

"Não refreie as lágrimas; chore tantas vezes quantas desejar, mas não lamente desesperadamente sua perda. Ao contrário, honre-a vivendo com maturidade. Honre-a enfrentando seus temores. Elogie-a sendo generosa, criativa, afetiva, sincera. Viva com sabedoria. [...] vá em frente! Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar!"
(O vendedor de sonhos, Augusto Cury)

domingo, 9 de noviembre de 2008

Consoada

Quando a indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(Manuel Bandeira)

jueves, 6 de noviembre de 2008

Tentando fugir da massa, você vira massa...



viernes, 24 de octubre de 2008


Discretamente ela rastejou, se esgueirou e roubou das mãos alheias a sua própria vida. Agarrou com tanta, mas tanta força o "objeto" roubado, que este começou a penetrar por seus poros. Então correu.

Agora ela está foragida, esperando que a absorção se dê por completo.

E não, ela não pretende devolver.

jueves, 16 de octubre de 2008

Você me ama apesar de mim?

lunes, 6 de octubre de 2008

Os dias chovem e eu chovo todo dia

Fica mais um pouco comigo, por favor.
Só mais um pouco pra eu tentar corrigir os 24 anos da minha pura estupidez cavalar e grosserias.
Mais um pouquinho, pra eu continuar ouvindo as histórias da Segunda Guerra Mundial, de como a senhora pedalava uma bicicleta fugindo dos bombardeios com a minha mãe na barriga.
Mais um pouco pra me ensinar como é que se perdoa as pessoas, essa coisa tão difícil que a senhora conseguiu fazer tão bem, sempre.
Fica mais um tempo aqui, nesse mundo cão pra se indignar com os vândalos que pulam portões pra pichar nossa fachada. Pra contar como essa casa foi comprada.
Pra dar o aconchego do seu sorriso de cobertor nesses dias frios.

miércoles, 1 de octubre de 2008

Ouvir para aprender

"De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, da vida em conjunto e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: "No princípio era o verbo". Eu acrescento: "Antes do verbo, era o silêncio". É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim -para ouvir as vozes do silêncio.
Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: "Cessa o teu canto!/ Cessa, que, enquanto/ O ouvi, ouvia/ Uma outra voz/ Com que vindo/ Nos interstícios/ Do brando encanto/ Com que o teu canto/ Vinha até nós.// Ouvi-te e ouvi-a/ No mesmo tempo/ E diferentes/ Juntas cantar./ E a melodia/ Que não havia./ Se agora a lembro,/ Faz-me chorar". A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa pára por não haver o que dizer, tratamos logo de falar qualquer coisa, para pôr um fim ao silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano, o nome do filme em que vi esta cena é "Aconteceu em Tóquio". Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do ser. A filosofia oriental, pela questão do vazio, do nada. É no vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. "Como é a professora?", sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: "Ela grita...". Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, dona Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola, a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete: "Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra -"É exatamente como eu, eu...'- e começa a falar de si, até que a primeira consiga, por sua vez, cortar -"É exatamente como eu, eu...". Essa frase parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar, à força, o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro."
(Rubem Alves)

lunes, 29 de septiembre de 2008

Grades, cadeados e chaves são seres meramente simbólicos. Elementos psicológicos que nos ajudam a não sucumbirmos ao medo.
Outra noite sonhei que as grades e portões de casa eram feitos de bambus, podres, facilmente quebráveis. Inúteis.
E descobrimos esta manhã que é o que na verdade eles são.
Criaturas vândalas (vulgo brasileiros) conseguiram transpôr as demarcações de território para fazer sua obra de arte.
Sim, é arte, porque é expressão pura dos seus "eus" e refletem toda a merda de que estão compostos.
Paciência. Quando tivermos dinheiro passamos uma tinta na parede e abafamos o caso.
Ou você acredita que votar dá certo?
Rá-rá

jueves, 25 de septiembre de 2008

Só pra dizer
que no seu aniversário
quem ganhou presente fui eu
você presente.

martes, 23 de septiembre de 2008

O toc toc toc seco do salto contra as pedras da calçada é música de fundo para o que os olhos vêm (quando pisa pequenas pedrinhas, o barulho de aconchego casa com o frio cortante).
Cidade gris, vidas passando sem se cruzar.
Observo na praça umas pombas desavisadas comendo algum alimento ofertado num trabalho de macumba. Ao fundo, um labrador corre solto como se estivesse no campo, enquanto taxistas esperam por mais um cliente enchendo a cara de café.
Penso que adivinho porque tantos bons escritores compunham inspirados em paisagens artificiais. Essas são as mais naturais, na verdade, para almas tão misantropas.

jueves, 18 de septiembre de 2008

Lento

Si quieres un poco de mí
me deberías esperar
y caminar a paso lento
muy lento

y poco a poco olvidar
el tiempo y su velocidad
frenar el ritmo, ir muy lento, más lento.

Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.

Si quieres un poco de mí
dame paciencia y verás
será mejor que andar corriendo
levantar vuelo

y poco a poco olvidar
el tiempo y su velocidad
frenar el ritmo, ir muy lento
cada vez más lento.

Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.

Si me hablas de amor
si suavizas mi vida
no estaré mas tiempo
sin saber que siento.

Ser delicado y esperar
dame tiempo para darte
todo lo que tengo.

lunes, 15 de septiembre de 2008

Obrigada pela carona, mas eu continuei com aquele nó na garganta que só desatou quando pude me sentar no chao e desabar.
Depois minha cabeça gira e os sentidos se confundem, torpor.
Obrigada pelo colo quente, mas o papo é comigo e só comigo mesma de uma vez por todas.
Ah, e escrevo de rosa só porque definitivamente odeio essa cor.

miércoles, 3 de septiembre de 2008

"você pode não acreditar nisto
mas há as pessoas
que passam pela vida com
muito pouca
fricção de angústia.

eles se vestem bem, dormem bem.
eles estão contentes com
a família deles.
com a vida.

eles são imperturbáveis
e freqüentemente se sentem
muito bem.
e quando eles morrem
é uma morte fácil, normalmente durante o
sono.

você pode não acreditar nisto
mas tais pessoas existem.
mas eu não sou nenhum deles.

oh não, eu não sou nenhum deles,
eu não estou nem mesmo próximo
para ser um deles.

mas eles
estão lá ...

e eu estou aqui."

(Bukowski)

miércoles, 27 de agosto de 2008

Unlike the normal way



viernes, 22 de agosto de 2008

Dia 22

http://br.youtube.com/watch?v=addhIndFp0U

martes, 19 de agosto de 2008

- Tô indo colar grau.
- Ah. Na volta traz pão.

lunes, 18 de agosto de 2008

Aqui as traças usam óculos...


lunes, 11 de agosto de 2008

Sentindo felicidade porque vou comer algo em poucos minutos.
Os dedos gelados tocando a barriga sem querer me chamam de novo à vida.
Suponho que ela estava escondida sob uma vértebra, aquela mesma que hoje doeu mais por causa a mochila pesada o dia inteiro (acrescente-se ao peso o guarda-chuva da chuva que não veio).
Mania de viver nas coisas mais insensatas, pequeneses minimalizantes que compõe o dia. A hora. O agora.
Vida nos olhos interrogativos de "cómo se dice...?"
Na planta dos pés que carregam isso tudo. No papel com afazeres por riscar.
Nas unhinhas roxas de frio. No sono dos olhos.

jueves, 7 de agosto de 2008

Bom conselho

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

(Chico Buarque)

viernes, 1 de agosto de 2008


"...y hasta parecería que ese odio es otro nombre de la libertad..."
(J. Cortázar)

martes, 22 de julio de 2008

Atravessando a rua hoje uma surpresa: uma motorista pára o carro antes da faixa de pedestres me cedendo passagem. Uma educação européia em plena São Paulo, chega até a ser engraçado. E subindo a rua, olho as fachadas das academias em eternas promoções, me lembro que preciso fazer alguma coisa, mexer o físico e depois me lembro das 50 coisas que tenho que fazer hoje, simplesmente não quero nada, mas preciso.
E ando fazendo bem. Tenho lutado como nunca e até diria mais: como ninguém. É, dez dias sem. Me viro bem em meu monociclo. E mesmo quando tudo começa a girar, tudo desobedece, eu tô lá, firme e fraca tirando xerox e pensando em meu trabalho editorial e autoral do material didático que inevitavelmente tenho que produzir. Ojalá me sirva no futuro. Enfim, quase pus o pano de prato no saco da reciclagem e depois me perguntei: por que não? Talvez as pequenas insanidades diárias tragam algo belo noarrastardosdias.
Só sei que a idéia é uma, mas quando sento diante do monitor tudo se cristaliza em breguice.
..............................................
Atravesando la calle hoy una sorpresa: una conductora para el coche antes del paso de cebra, concediéndome paso. Una educación europea en plena São Paulo. Llega a ser gracioso. Y subiendo la calle, miro las fachadas de los gimnasios en eternas promociones, me acuerdo de que necesito hacer algo, mover el físico y después me acuerdo de las 50 cosas que tengo que hacer hoy, simplemente no quiero nada, pero lo necesito.
Y sigo haciéndolo bien. Lucho como nunca y hasta diría más: como nadie. Sí, diez días sin. Me las arreglo sola en mi "monociclo". Y aun cuando todo empieza a girar, todo desobedece, toy allí, firme y débil sacando fotocopoias y pensando en mi trabajo editorial y autoral del material didáctico que inevitablemente tengo que producir. Ojalá me sirva en el futuro. En fin, casi puse el paño de cocina en la bolsa de reciclaje y después me pregunté: ¿por qué no? Tal vez las pequeñas insanias diarias traigan algo bello enelarrastrardelosdías.
Lo que sé es que la idea es una, pero cuando me siento delante de la pantalla todo se vuelve cursilería.

viernes, 18 de julio de 2008

159 horas "limpinha".
Pedalando um monociclo na beira do abismo da loucura.
"Só pra ver até quando o motor aguenta."

lunes, 14 de julio de 2008

"Un señor encuentra a un amigo y lo saluda, dándole la mano e inclinando un poco la cabeza.
Así es como cree que lo saluda, pero el saludo ya está inventado y este buen señor no hace más que calzar en el saludo.
Llueve. Un señor se refugia bajo una arcada. Casi nunca estos señores saben que acaban de resbalar por un tobogán prefabricado desde la primera lluvia y la primera arcada. Un húmedo tobogán de hojas marchitas.
Y los gestos del amor, ese dulce museo, esa galería de figuras de humo. Consuélese tu vanidad: la mano de Antonio buscó lo que busca tu mano, y ni aquélla ni la tuya buscaban nada que ya no hubiera sido encontrado desde la eternidad. Pero las cosas invisibles necesitan encarnarse, las ideas caen a la tierra como palomas muertas.
Lo verdaderamente nuevo da miedo o maravilla. Estas dos sensaciones igualmente cerca del estómago acompañan siempre la presencia de Prometeo; el resto es la comodidad, lo que siempre sale más o menos bien; los verbos activos contienen el repertorio completo.
Hamlet no duda: busca la solución auténtica y no las puertas de la casa o los caminos ya hechos -por más atajos y encrucijadas que propongan. Quiere la tangente que triza el misterio, la quinta hoja del trébol. Entre sí y no, qué infinita rosa de los vientos. Los príncipes de Dinamarca, esos halcones que eligen morirse de hambre antes de comer carne muerta.
Cuando los zapatos aprietan, buena señal. Algo cambia ahí, algo que nos muestra, que sordamente nos pone, nos plantea. Por eso los monstruos son tan populares y los diarios se extasían con los terneros bicéfalos. ¡Qué oportunidades, qué esbozo de un gran salto hacia lo otro!
Ahí viene López.
-¿Qué tal, López?
-¿Qué tal, che?
Y así es como creen que se saludan. "
(Julio Cortázar)

viernes, 11 de julio de 2008




“... olhava no espelho aquela que eles viam: não era eu; estava ausente, ausente de toda parte: onde me encontrar? Enlouquecia. ‘Viver é mentir’, pensava, sucumbida; em princípio nada tinha contra a mentira, mas praticamente era esgotante fabricar incessantemente máscaras para mim.”

(Simone de Beauvoir)

miércoles, 9 de julio de 2008

Pra você, querida

"Prezada Mulherzinha,

Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo.
(...)
Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja (...). Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. (...). Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza (pois os outros sabem ser o que são). E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando leio você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. (...).
Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. (...).Acredite: idiotice só te faz charmosa para os/as cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos (na verdade isso já aconteceu).
É triste, amiga Mulherzinha..."
Fernanda Young

martes, 8 de julio de 2008

"O destino é uma vadia inconstante."
(Ben Linus)

domingo, 6 de julio de 2008

Não, eu não sei brincar de guerra.
Não sei usar as armas como se deve.
Disparo gritos em todas as direções e quando vejo minha munição já se foi. Minha metralhadora com balas de festim, palavras inúteis...
E você segue aí, intacto. Protegido por seu escudo de indiferença.
Um mero olhar, ou melhor, um não-olhar e já me tem no chão, rastejando num campo de batalhas cheios de mortos do meu país.
Basta uma palavra, uma única bala que você dispare e é a morte. A redenção do inimigo.
Definitivamente eu não sei brincar de guerra.
(04/07/08)

Un intento de traducción:

No, yo no sé jugar a la guerra.
No sé usar las armas cómo se debe.
Disparo gritos a todas las direcciones y cuando veo mi munición ya se ha ido. Mi metralladora con balas de festín, palabras inútiles...
Y tú sigues ahí, intacto. Protegido por tu escudo de indiferencia.
Una simple mirada, o mejor, una no mirada y ya me tienes al suelo, arrastrándome por un campo de batallas lleno de muertos de mi país.
Basta con una palabra, una única bala que dispares y es la muerte. La redención del enemigo.
Definitivamente no sé jugar a la guerra.

domingo, 22 de junio de 2008

Crescida entre samambaias e porcelanas com desenhos de vegetais. Lembranças envanescentes, borradas.
Gritos e medo, uma gata debaixo da cama para compadecer-se do meu tremor. Onde estava o meu lugar? O que fazia eu aqui? Se a natureza havia dito tantas vezes não, você não pode nascer.
A bolsa ia tecendo-se incontrolavelmente, com seu couro cada vez mais grosso. Mas ela não impedia que a dor entrasse, e os gritos seguiam a chacoalhar vidros insanos.
Orações, figuras de santos e uma esperança de mudança. Conversas com amigos imaginários e uma gata comigo debaixo da cama. Cinco anos e uma consciência madura. Cinco anos e o desejo da morte.
Às vezes ainda tenho cinco anos. Às vezes sinto a falta daquela fé estampada em figuras apagadas de santos. Às vezes procuro motivos e só encontro pedradas, vindo a toda velocidade na minha direção, de TODAS as direções. Eu quero parar, eu quero descer. Eu quero encontrar uma palavra que não corte, uma reação que não me sangre.
Estou exausta.

jueves, 12 de junio de 2008

Resposta

Retomo hoje algo que foi escrito há exatamente um ano, para dar uma resposta à altura e de todo meu coração. Peço desculpas ao autor, pois fiz algumas alterações no original para construir a resposta.

Perfeito

(...)Sabe... Tudo que eu quero é ter uma vida sem graça. Algo como levar um colchão velho pra sala na sexta-feira pra passar o final de semana deitados com alguns filmes B pra assistir na nossa "TV de 21", e ficar encostando o meu pé quente no seu gelado debaixo do cobertor. Eu quero limpar a casa com você, lavar a roupa, molhar as plantas, ir no mercado comprar a janta, ir na feira de domingo, cozinhar, até lavar a louça eu toparia sem achar ruim. Eu quero ver você acordar todo dia as 6h da manhã e ir na padaria pra comprar 2 pães, 1 litro de leite B e o jornal. Eu quero até ficar gripada, pra você medir a minha febre, fazer um chá e me dar um sermão por ter saído sem blusa. Eu quero tomar banho junto, me depilar enquanto você faz a barba e tentar conversar enquanto escovamos os dentes com a boca cheia de espuma. Eu quero brigar pelo último pedaço de bolo de chocolate, pela calcinha pendurada no registro do chuveiro, pelos cabelos no ralo, ou porque você esqueceu a tampa do vaso levantada. Lindo, né? Pois é. Aí está a vida que eu peço a Deus todos os dias antes de dormir.
Feliz dia dos namorados!

Cristina

obs: original em http://eunaosoupoeta.blogspot.com/search?updated-min=2007-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&updated-max=2008-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&max-results=16
No dia 12/06/07.

sábado, 7 de junio de 2008

martes, 27 de mayo de 2008

"Ah, se eu aguento ouvir
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereço enfim.

É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assim

Eu zanguei numa cisma, eu sei
Tanta birra é pirraça e só
Que essa teima era eu não vi
E hesitei, fiz o pior
Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair

(tsc tsc)

Mas não deixei
Peguei no ar
E hoje eu sei
Sem você sou pá furada.

Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.

Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso, bem, fez-se esse nó.

E desse engodo eu Vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida é aí
O meu pôr do sol."

(Paquetá, Los Hermanos)

martes, 20 de mayo de 2008

"A verdade essencial é o desconhecido que me habita e a cada amanhecer me dá um soco."

lunes, 19 de mayo de 2008

Vc pode me responder?

martes, 13 de mayo de 2008

AMOR BASTANTE

quando eu Vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

(Leminski)

lunes, 28 de abril de 2008

Família, família

“Emaranhamentos entre pessoas, personagens, textos, discursos, comentários e contracomentários, traduções e notas de rodapé e outras notas de rodapé de histórias reais e imaginadas, cenas vistas e contadas, reconstruídas, revistas, negadas; emaranhamentos entre o desejo e a frustração, o domínio e a perda, a loucura e a razão[...] Resumindo numa palavra, amor. Que alguns chamam de transferência. Que alguns chamam de leitura. Que alguns chamam de escritura. Que alguns chamam de écriture. Que alguns chamam de deslocamento, deslizamento, fenda. Que alguns chamam de inconsciente.”
(Susan R. Suleiman)

jueves, 17 de abril de 2008

Don't let me get me

martes, 15 de abril de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=rjZfK4htwag

Há três dores de estômago atrás eu não estava sentindo isso.
Mas agora, entendo que minha alma não está no meu corpo.
Ele está oco.
Ela se afastou para não sentir velhas dores e não avisou quando vai voltar.