lunes, 19 de abril de 2010

Diplomata do Morro:

Salve, simpatia! diz (22:19):
cris, nao sei pq mas hj eu to feliz!
Cristina diz (22:20):
q bom!!!
hj eu to normal, graças a Deus!
pra mim já é mto
ehehehhe
Salve, simpatia! diz (22:20):
aeeee!
uhahuahuahuahuahua
Salve, simpatia! diz (22:21):
cris, eu vi a janela do seu quarto!
Cristina diz (22:21):
hahaha
vai ver por isso vc tá feliz

Lili:

Lidia:

as suas músicas devem estar no mesmo mundo que vão parar as canetas bics e os isqueiros
certeza
tão fazendo a festa e a gente aqui, com cara de omelete

domingo, 18 de abril de 2010

Gracias a la vida 2

Eu nem precisava das fotos antigas para sentir o gosto da infância de novo, pois ela está aqui.
Mas olhando nossas fotos, eu tenho de volta aquela tarde. Aquela última tarde de infância que tivemos juntos.
Aquela última festa junina, aquelas últimas biribas. Nos vejo correndo em câmera lenta. Nos vejo sorrindo em câmera lenta. Você sabia que você carregava os meus sonhos e eu sabia que um dia eu havia sido os seus. E tudo aquilo ficou suspenso naquele pôr-do-sol de junho.
Hoje eu tenho de novo o gosto claro daquela época. Eu posso ver tudo.
Obrigada por me trazer de volta a certeza de que o prícipe encantado nunca existiu.

domingo, 4 de abril de 2010

"Olhar você e não saber
Que você é a pessoa mais linda do mundo
Eu queria alguém lá no fundo do coração
Ganhar você e não querer
É porque eu quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora entra, vai e volta sem sair
Oh, não ! Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir..."

martes, 9 de marzo de 2010

Sujeito indeterminado

Na madrugada, amanheço um beijo que eu não dei
pra pensar nele todo espaço de memória que tiver
e não mais dormir
De tarde me floreio nas histórias que quase esqueci
e me deixo estar onde não estive e volto atrás o tempo que for
pra buscar ali a beleza que existiu
Me visto com ela para de noite outra vez me confundir
nos pensamentos labirínticos de uma des-paranóia
De caneta na mão, fujo dos teus olhos indagadores
e das perguntas que nem eu mesma me posso fazer
porque tudo é tão sólido como nuvens desesperadas.

domingo, 7 de marzo de 2010

Me diz pra quê se entorpecer

- Você vem sempre aqui?
- (Deus, será possível?) Não. A minha casa é o lugar que eu sempre vou.
- É que acho que já te vi...
- Pode ser, igual a mim existem mil.
- Não, você tem um rosto especial.
- De mãe???? (piada interna, o infeliz certamente não entendeu)
- Não! Você não tem cara de mãe!
- Você está bêbado então.
- Pode ser, mas você já veio aqui.
- Só venho quando eu quero ser outra pessoa.
- Outra pessoa?
- Outra pessoa.
- Que pessoa?
- Irreconhecível.
- Você não quer muito conversar né?
- Imagina, impressão sua.
- Sua amiga parece bem mais sociável do que você.
- É que a bebida dela é mais cara.

sábado, 6 de marzo de 2010

Gracias a la vida

E de repente...
Eu volto dezoito anos no tempo.

lunes, 1 de marzo de 2010

Eu quero ler todos os livros do mundo
Ver todos os filmes já feitos
Eu quero falar todas as línguas
Ouvir todas as músicas
Sentir todos os sons e todos os gostos
Ver tudo o que eu não vi e o que eu já vi
Pintar-me de todas as cores
Ser tudo o que eu não fui

Transcender...

E é por isso que tanta coisa já não cabe mais
E é por isso que tanto medo já não pode mais
E é por isso que o agora grita

jueves, 25 de febrero de 2010

bruno diz (22:43):
é tao estranho se ver de lado
vc tá ali na janela, neh
Cristina diz (22:44):
não, é um espírito
é o espirito da irmã do miguel
hahahaha
bruno diz (22:45):
hehhe
deve ser
Cristina diz (22:45):
e ela vai te pegar
Cristina diz (22:46):
qdo vc tiver dormindo, ela vai cortar as unhas dos seus pés com os dentes
hahaha
bruno diz (22:46):
pára
q medo
q tá td escuro aqui
Cristina diz (22:46):
hahahahahahah
ela é assim
tem o corpo quadrado igual do miguel
é toda descabelada e bem pálida
Cristina diz (22:47):
não escova os dentes
bruno diz (22:47):
pára q tá me assustando de verdade
Cristina diz (22:48):
tadinho...
é mentira....
eu juro
o miguel nem tem irmã, ele só poe uma peruca e entra no seu quarto
haahhaha
bruno diz (22:49):
pior, neh
eu era mais a irma fantasma
Cristina diz (22:49):
hahahahaha

Você interrompeu o compartilhamento de fotos

miércoles, 3 de febrero de 2010

Eu sou o tipo de pessoa para quem você diz: "dê tempo ao tempo" e ela responde: "ok, mas já se passaram quatro horas e nada aconteceu".
Pois bem. Isso de esperar nunca foi comigo, na verdade. Mas acho que é uma das coisas que eu aprendi recentemente. Deixar estar e ser.
Nesse "redemunho" (pra citar Guimarães Rosa) de espera e ação, eu olho para trás e vejo tanta beleza. Também me lembro de que eu mesma disse que a memória é uma trapaceira e completa com flores os espaços que também foram de dor.
Mas isso também é mentira, pra justificar o bem que se perdeu. E eu perdi.
Mas agradeço com muito amor você ter feito parte de tanta coisa linda.
Se não tivesse sido você, creio que eu não seria.
Será que isso alcança?

martes, 2 de febrero de 2010

Se você não tenta a maçaneta, nunca saberá se a porta pode abrir. Muitas portas se fecharam na minha cara, bem o sei.
Mas outras estavam abertas e era apenas uma questão de tentar.
Outras eu confesso que arrombei... e não sei se foi o melhor a fazer.
Só sei que atravessei várias portas, deixei caminhos inteiros para trás quando as fechava detrás de mim. No pasa nada.
Agora eu só queria a chave da porta de casa, mas estou sentindo que esta eu perdi há tempos...

jueves, 21 de enero de 2010

Olhando pela janela do ônibus... todos os arbustos sao iguais...
Passam por mim e sao iguais... sao.
Os santos das igrejas sao iguais de desbotados e todo o ouro nao os cobrem de verdade.
Eu só preciso saber, eu realmente preciso saber.
Por que você nao tira a sua máscara e se mostra...?
Talvez nao haja o que entender, talvez seja assim e fim.
Quisera eu ter essa frieza de dizer boa noite e fechar a porta do quarto.

lunes, 4 de enero de 2010

¨Por qué tanto perderse, tanto buscarse, sin encontrarse?
Me encierran los muros de todas partes.
Barcelona te estás equivocando,
no puedes seguir inventando,
que el mundo sea otra cosa y volar como mariposa.

Barcelona, hace un calor que me deja fría por dentro,
con este vicio de vivir mintiendo.
Qué bonito sería tu mar, si supiera yo nadar.

Barcelona, mi mente está llena de cara de gente extranjera: conocida, desconocida
y vuelta a ser transparente.
No existo más Barcelona, siendo esposa de tus ruidos,
tu laberinto extrovertido.
No he encontrado la razón, por qué me duele el corazón.
Porque es tan fuerte que sólo podré vivirte en la distancia y escribirte una canción.¨

jueves, 24 de diciembre de 2009

Relicário

Porque 2009 foi o ano dos diálogos e frases surreais e dos amigos mais maravilhosos que se pode ter...

Dani, ou a irmã do coração, ou coselheira de todas as horas

Dani: Aprenda uma coisa na sua vida: tudo o que é baratinho é mais feinho...
Eu: Eu sei, Dan, eu sei...
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Eu: Dani, você sabe que você é minha amiga...snif...esse ano, se não fosse você...Eu te amo...
Dani: Tá, Cris... acho que vou pedir uma água pra você, é melhor...
(e ao fundo algum amigo da Dani: "Ela tá chorando porque a Dani vai se casar???")
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Dani: Falta tão pouco tempo e ainda não compramos nossa cenoura de "prástico"!
Eu: Qualquer coisa nossos bonecos ficam sem nariz...
..............................................................................

"Eu acho que você deveria comprar! É uma pechincha! É um investimento em você!"
(Dani Bonomi)
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Biel, ou força na peruca, ou "tá em casa"

Biel: Cris! A sua vida é um filme de MALmodóvar...
Eu: Eu sei, eu sei...
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Gustavo, ou o urso amigo, ou paciência de raiz

Eu: E é isso, basicamente. Agora conte uma história trágica da sua família pra eu me sentir melhor.
Gu: ...
Eu: Não tem né?
Gu: ...
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Eu: Desculpa a demora, é que fui ajudar meu pai a procurar a bengala... ele vive perdendo ela!
Gu: Que chique! Seu pai usa bengala, eu também quero uma bengala, aliás...
Eu: Não fala isso! Ele sente dores horríveis, faz tempo que ele não dorme direito e vai ter que fazer uma cirurgia séria na coluna.
Gu: Ops... desculpe...
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Lili, ou vida pura, ou catuaba na veia

Lidia: E foi isso... :(
Eu: Mas é isso, Li. É homi. E você sabe, homi é homi.
Lidia: Menino é menino, macaco é macaco.
Eu: E viado é viado...
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"Enquanto você pensa, eu vou fazer cocô".
(Lidia Croce)
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Fábio, ou "que bom que você é meu irmão", ou o lado mais louco da vida


(tum tum tum tum... putz putz putz...)
Eu: Fá, cadê o Ique?
Fábio: Quê?
Eu: O Ique!
Fábio: Vamo! Vamo na The Week!!!
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Nani, ou risadas garantidas, ou amiga desde sempre

Nani: Hahahahahahahahahahahahah!
Eu: Hahahahahahahahahahahahahah!
Nani: Hahahahahahahahahahahahaha!
Eu: Hahahahahahahahahahahahahahah!

(Todo o resto do diálogo foi suprimido por motivos de segurança. Aliás, meus diálogos surreais com a Nani são impublicáveis...)
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"O boneeeeeeco!!!!"
(Elaine Pessotti, mas só Deus sabe em que contexto essa frase foi dita. Só sei que eu ri mto.)
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Gabriel, ou o diplomata do morro,
ou ao seu lado me sinto uma vovó...

Ga: Na verdade o meu namoro com a XXXX é uma experiência, pra quando aparecer a pessoa certa eu não fazer nada errado.
Eu: Isso, exercite sobretudo a arte de visitar os pais dela... É a parte mais difícil.... ...............................................................................

Bruno, ou o roteirista da vida,
ou por mar ou por terra ou via embratel

Eu: Você existe mesmo então!
Bruno: Existo...
..............................................................................

Eu: Então, que fim levou a tartaruga do seu curta?
Bruno: Ela volta pra dona dela....
Eu: Mas e o menino? Tadinho, já tinha sofrido uma perda...
Bruno: Cris, num bom roteiro temos que fazer o que é melhor para o personagem e não o que ele quer...
................................................................................


"Santo Antônio, certa vez, escreveu sobre quando foi para o deserto fazer um retiro de silêncio e foi acometido por todo tipo de visão - tanto demônios quanto anjos. Disse que, em sua solidão, algumas vezes encontrou demônios que pareciam anjos, e outras vezes encontrou anjos que pareciam demônios. Quando lhe perguntaram como ele sabia a diferença, o santo respondeu que só se pode dizer quem é quem com base na sensação que se tem depois que a criatura for embora. Se você ficar arrasado, disse ele, então foi um demônio que veio visitá-lo. Se você se sentir mais leve, foi um anjo".
(trecho de Comer, Rezar, Amar de Elizabeth Gilbert)

E com vocês eu me sinto um balãozinho de gás hélio!

Eu só tenho a agradecer... E ainda é muito pouco.

Feliz Natal!!!!

martes, 22 de diciembre de 2009

No caleidoscópio dos meus dias, inventei cores e figuras, cheiros e sabores que só com o tempo se pode criar.
Reiventei um caminho, criei uma picada, cavoquei o solo e encotrei raízes.
Tirei os sapatos, pisei a terra. Deixei a chuva me molhar.
Sangrei só, mas havia flores ao meu redor. Alucinei.
E no meio de um delírio vinha o passado me fantasmear. E eu deixava que os fantasmas viessem e se misturassem às cores das imagens.
No caleidoscópio dos meus dias, há sempre um desenho que se forma, há sempre um desenho inevitável.

domingo, 20 de diciembre de 2009

Todo dia dói...

jueves, 17 de diciembre de 2009

Conversa de botas batidas

Porque ainda sangro com essa música...

"Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você, onde é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar"

lunes, 14 de diciembre de 2009

Diálogo surreal (e improvável) após sete meses sem se ver

-Agora você usa guarda-chuva!
- É...
- Olha o meu, é quase igual ao outro.
- É mesmo, da mesma marca.
- É, quase igual ao outro, só que laranja. Quase igual ao que eu destruí no ponto de ônibus brigando com você. Lembra?
- Lembro...

jueves, 10 de diciembre de 2009

"Pronto estaré de aqui
Muy muy lejos..."

lunes, 7 de diciembre de 2009

Por mar ou por terra ou via Embratel

Tempos atrás eu supunha o dia de hoje como um dia de borboletas no estômago e noite mal dormida de ansiedade cavalar.
Mas a paz florida que tive hoje proveio do necessário outubro chuvoso.
Obrigada por essa amizade tresvariante que veio da maneira mais adoravelmente improvável.
:)

domingo, 6 de diciembre de 2009

"You are the Dancing Queen,
young and sweet,
[...]
Dancing Queen,
feel the beat from the tambourine
(oo-hoo)

You can dance, you can Jive
having the time of your life
Oooohoo
See that girl,
Watch that scene, dig in the
Dancing Queen"

viernes, 4 de diciembre de 2009

Eu realmente espero que esta carta seja entregue




Nonna, querida


Hoje faz um ano que a senhora se foi e eu decidi então (tardiamente) responder a carta que a senhora me deixou antes de partir.

Estamos todos bem... minha mãe, a táta, o Fá. Meu pai é que anda usando a bengala da senhora, mas logo logo ele fica bem (ele esquece ela nos mesmos lugares que a senhora, e também a chama de Catarina, mas isso é nosso segredo, hehe).
O Fábio e eu estamos mais unidos do que nunca. Isso está sendo maravilhoso, porque eu sempre me lembro que a senhora dizia que dois irmãos têm que se dar bem.

Aliás, tantas coisas que a senhora dizia estão tão presentes nos meus dias! "Tudo vem e tudo passa", é mesmo... "Una sopina de noite faz melhor que comida", também cabe bem. Inclusive, agora em casa só tomamos sopa de noite.

Também peguei o costume da senhora por plantas e tenho cuidado das suas (sempre que me lembro...). Elas me fazem bem e eu pra elas. Sinto a senhora perto nessas horas. Minha mãe é teimosinha sim, mas ela anda dobrando mais. Acho que seguiu seu conselho da carta e tem posto o orgulho de lado muitas vezes.
Eu também tenho seguido o que a senhora me disse: "não se importe com o que os outros vão pensar", mas ainda não cheguei à uma Brigitte Bardot, hehehe. Só estou vivendo como acho que deve ser e sendo feliz sempre que possível, já que as situações mais estranhas e engraçadas me ocorrem a todo momento.
Neste último ano muitas coisas aconteceram que eu queria te contar, mas seria impossível numa carta só. O que posso dizer é que perdi muitas coisas pelo caminho. Mas ganhei muito também, encontrei flores maravilhosas e outros motivos para caminhar. Decidi parar de controlar o mundo e começar a controlar a minha própria mente, pois é só isso que efetivamente controlamos.
Li demais, falei demais, passei por coisas que jamais pensaria passar. E tudo foi válido. Eu entendo melhor hoje o que a senhora quis dizer com a frase "se na sua idade eu fosse como você, teria comprado Roma". É por isso que eu não parei quando muitas pessoas teriam parado...

Mas acho que o mais importante sobre mim que queria dizer é que a senhora deixou aqui muito mais do que imagina e eu cada dia descubro mais da senhora em mim do que eu poderia supor.
Obrigada por ter dividido um pouco da sua existência comigo e por ter me ensinado tanto sobre o amor verdadeiro e sobre o perdão.
Do fundo do meu mais profundo amor, OBRIGADA.
A senhora faz uma falta danada.

"Um abraço e um Bedjo",
Cristina


ps: para provar que a senhora deixou muito mais do que imagina, saiba que meu pai mandou rezar uma missa para a senhora...

Uno más

- Cris, todo dia uma bizarrice pra contar!
- It's my life, flor!
- E esses nomes? Parecem tirados de novela mexicana!
- Os nomes são de novela mexicana, mas a história é de Almodóvar...

miércoles, 2 de diciembre de 2009

Do começo ao fim você sabe que eu te quis do começo ao fim.

jueves, 26 de noviembre de 2009

Diálogos para varios micro-guiones

Diálogo Uno:
Amiga 1: Se você se apaixonar, eu juro que te espanco.
Eu: Não se preocupe, isso não vai acontecer tão cedo. Pelo menos não nesta encarnação.

Diálogo Dos:
Amigo 2: Ah, eu conheço o Gugs! Ele me vendeu o livro mais lindo que já li na minha vida!
Eu: Vendeu???!!! Que mercenário!!! Por que ele não te deu??
Amigo 2: Por que ele trabalhava na livraria??!!!

Diálogo tres:
Eu: Já terminei o relatório, agora só falta a bendita análise do livro didático.
Amigo 3: Ah, meu, já tinha esquecido disso de novo!
Eu: Tá vendo! Se não sou eu a te lembrar... Tsc. O que seria de você sem mim?
Amigo 3: Mais feliz???!!!

martes, 24 de noviembre de 2009

"Eu sabia que você não vinha
O bolo, fiz pra consolo
E o café
Pela fé que eu não tinha."

domingo, 22 de noviembre de 2009

22

viernes, 20 de noviembre de 2009

Vejo metáforas da minha vida em toda parte, tropeço nelas o tempo todo...
E exercitando a capacidade de desapego, um belo dia abro a janela e... onde está o colégio em que estudei por 10 anos da minha vida?
Veio ao chão para a construção de um prédio. Sim, porque hoje em dia tudo são prédios e pessoas e sentimentos empilhados sem que nos perguntassem onde é que a gente fica no meio de tudo isso. A gente não fica, essa que é a verdade.
E é tão verdade que é preciso o desapego. Tudo vai nos atropelando com tratores potentes, a poeira vai subindo e se você tinha algo mais concreto ali do que lembranças, esqueça. Está agora sob os escombros e amanhã no lixão.
Por isso o desapego. E é tão difícil deixar voar.
Mas estou tentando.

domingo, 15 de noviembre de 2009

"- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
(...)
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer."
(Antoine de Saint-Exupéry)

Até o Pequeno Príncipe sofria deste mal...

martes, 10 de noviembre de 2009

Viver não dói (??????????)

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

(Carlos Drummond de Andrade)


lunes, 9 de noviembre de 2009

Tão louca como a vida pode ser, pensamentos no ponto de ônibus como: Deus, por favor que o ônibus não venha lotado para poupar minha unha encravada inflamada; ou: eu não deveria ter comido costela de porco às 9h30 da noite... ai meu estômago.
Estômago e fígado estropeados, ambos mea culpa, mea maxima culpa.
Também lamento pelo cabelo de Tina Turner, outro mea culpa que me custou muito caro, pois como diz a Dani, tudo o que é baratinho... Deste modo tenho dívidas até janeiro.
Céus, preciso de um patuá.
Só me resta rir de tudo isso.

ps: mas na madruga de sábado eu olho no relógio e são 2h22...

viernes, 6 de noviembre de 2009

Hoje sim que parece finados.
:ó(

miércoles, 4 de noviembre de 2009

Parem a ciranda, que eu quero descer

Eu aprendi, nos últimos tempos, que quando alguém te diz "sim", você deve balançar a cabeça e dar um daqueles sorrisos guardados para momentos kodak.
Mas sem acreditar nisso, nem por um segundo. Porque os sins se transformarão em talvezes amanhã, e em definitivamente nãos na semana que vem.
Portanto, eu só confio em Deus e em meus próprios passos, que vou dando com pernas brancas e cambaleantes, por um caminho incerto que vou construindo aos pouquinhos...

viernes, 30 de octubre de 2009

Dear Stranger (ou Dear Sem-codinome-ainda)

Vamos esclarecer algumas coisinhas:

1- eu não sou tão amarga quanto possa parecer;
2- amores não são âncoras, são asas para voar;
3- o amor é saudável sim, o que não é saudável é o sofrimento e os pensamentos obcessivos;
4- a corrente que prendia à âncora mencionada no texto abaixo tem a ver com dor e sofrimento, e não com o amor. Se me libertei de algo, foi da dor. O amor é algo que me constitui.
5- "até que ponto é válido amar?" Desde quando isso é racional? Não se escolhe, se sente. O dia em que isso for racional, estarei morta. Racional são as escolhas que fazemos para fugir da dor, mas sentimentos não se escolhem.

Será que fui clara? hahaha.
Meu Deus, parece um texto de auto-ajuda!

martes, 27 de octubre de 2009




"Pensamentos lindamente banais e libertadores (será que fechei a janela do quarto?) que só aparecem quando a dor da queimadura já passou (...).
Como se a corrente que o prendia à âncora tivesse partido (você não consegue lembrar onde e quando, ou o que estava fazendo), você percebe de repente que seus pensamentos estão novamente sob controle; sua cama não parece mais vazia, mas simplesmente sua, sua para dormir, ler o jornal..."
(David Gilmour, O clube do filme)

martes, 20 de octubre de 2009

Conheço essa música, mas psiuu... vou fingir que não. E entrar no jogo por puro tédio...

viernes, 16 de octubre de 2009

A você, que inveja tantas histórias e anseia por tê-las eu te falo, meu caro amigo, cada uma delas é um travesseiro enxarcado, uma ruga a mais na face rosa, um aprendizado dolorido...
E fica tudo para trás, como poeira... são poucas as que persistem.
Te digo também que você ainda chorará muito, rirá muito e jogará tudo para o alto.
Vai desistir e voltar atrás, para insistir em novos erros, porque viver é ir errando, e eu erro o tempo todo.
"Viver é um soco no estômago" e isso eu ia dizer se a Clarice já nao tivesse dito.

martes, 13 de octubre de 2009



"Entre el 'sí' y el 'no', ¡qué infinita rosa de los vientos!"
(J. Cortázar)

sábado, 10 de octubre de 2009

Eu já deveria saber que é melhor assim

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

(F. Pessoa)

viernes, 9 de octubre de 2009

Contrariando todas as probabilidades da lógica

E contrariando todos os meus princípios de equilíbrio, causa e efeito e noves fora.
Fiquem com suas realidades, que eu fico assim.

"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber"

Porque você entende aquilo que eu não disse.
And this is ironic... don't you think?

domingo, 4 de octubre de 2009

Diálogo para un primer micro-guión

- Você sabe passar camisas masculinas?
Essa pergunta surgiu no meio de uma conversa sobre músicas e livros, e você gosta disso? e daquilo? e etc e tal.
- Claro que sei. - disse a menina, enquanto terminava de se arrumar, sua carona passaria dentro de pouco tempo.
- Mas como? É impossível passar essas camisas!
Ela que detestava a palavra impossível, talvez por certa arrogância, talvez por determinação, e tinha mania de dizer que nada era impossível, discordou, adorando a maneira com a qual ele expressava sua inaptidão para tarefas domésticas:
- É simples, mas você tem de ter uma tábua de passar - disse ela duvidando que sua casa em Lyon pudesse ter uma.
- Aqui tem.
- Então você começa pela gola, depois encaixa o ombro na tábua e passa ele.
-Hum.
-Depois as mangas e por último o tronco, girando ele sobre a tábua - escreveu e isso e se olhou no espelho, para ver como estava o cabelo.
- Então tem uma receita... genial.
"Genial". Tudo para ele era genial e ela achava interessante a colocação dessa palavra nos lugares mais inesperados.
-Mas não faz isso agora, vai amassar tudo na mala - nessa hora sentiu-se mãe de novo, querendo aconselhar aquele desconhecido.
-Ah, não vou fazer agora. Vou fazer quando chegar em Madrid.
-Você vai lembrar?
-Claro: gola, ombros, mangas e tronco!
-Isso...
-É.
-Eu sei que é absurdo, mas... - então ela pensou em quão estranho era tudo aquilo. Ela nem sequer havia visto seu rosto e algo estranho ocorria.
Ocorria um buraco dentro dela, isso que ocorria. Ocorria que ela sabia que na nova cidade o estranho sem rosto não sabia se teria comunicação.
-Mas...?
-Mas acho que vou sentir sua falta. Parece loucura, mas vou sentir sua falta.
-A gente tem se falado muito né?
-É...
-Também vou sentir a sua.


sábado, 3 de octubre de 2009

Todo se transforma

Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de la rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.

Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en torino,
Y antes de torino, en prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.

Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En salvador de bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

http://www.youtube.com/watch?v=oCjpqx3cXs0&feature=player_embedded

lunes, 21 de septiembre de 2009


Se minhas palavras vestidas de mim pudessem ir tão longe, elas iriam até...

sábado, 19 de septiembre de 2009

Dessa vez, eu sei que foi de vez, pra não mais.
E isso só me traz a constatação de que mais nada vai machucar assim, mais nada pode doer tanto.
Se aparece mínima possibilidade de lágrima, saio pela tangente e canto outra canção, baby.
Porque a Clarice já disse o que eu ia dizer agora: "eu sou mais forte do que eu".

miércoles, 9 de septiembre de 2009

"Abre essa janela, primavera quer entrar..."

Se é feito de flor ou espinho, ainda não sei. É uma mistura de tudo junto. É o non sense tresvariante. Mas prefiro assim.
O quarto está escuro, mas há uma música tocando bem distante.
Sei lá porque viciei nesta melodia instável que não sei bem...

"sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube"
(G.Rosa)

viernes, 4 de septiembre de 2009

(A rosa meditativa, Salvador Dalí)


Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar para poder voltar sempre inteira.

(Cecília Meireles)

miércoles, 26 de agosto de 2009

Então é isso, decidimos fazer o que "deveria" ser feito.
Deve ser por isso que está doendo tanto...

lunes, 17 de agosto de 2009

Não sei porque nessas esquinas vejo o seu olhar

Me peguei pensando nos realejos ancestrais de uma música e vi que descobri um possível significado ontem, limpando meu armário.
Uma limpeza adiada há anos, confesso.
Encontrei a antiguidade da antiguidade lá e felizmente pude me desfazer de muita coisa de um passado muito remoto.
Do passado mais recente eu não me desfaço, difícil.

Coveiros gemem tristes ais
E realejos ancestrais juram que
Eu não devia mais querer você
Os sinos e os clarins rachados
Zombando tão desafinados
Querem, eu sei, mas é pecado
Eu te perder

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto...


viernes, 14 de agosto de 2009

Medo. This is the main word.
Medo e amor, amor e medo.
Açúcar e pimenta, des-sonhos.
Saudade insalubre, dor desenhada no rosto e no peito.
Tempero a mais, María Elena e Antonio de "Vicky Cristina Barcelona". Ou "quem tem medo de Virginia Wolf?"
Quanto sangra uma loucura?
Em mim, por todos os poros...

domingo, 9 de agosto de 2009

Estoy tan cansada de las canciones de amor

Os vidros dos ônibus refletem espectros. Seres que já não estão mais, mas continuam.
Fnac: seção de eletrônicos. Quem diria, eu lá? Você não diria.
Sozinha, olhando com calma, com um interesse que nem eu diria. Então eu ri.
Julieta Venegas tocando ao fundo, só pra machucar um pouquinho mais.

"Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais. Seja como for, é uma dor que dói no peito..."

sábado, 8 de agosto de 2009

Mas a verdade verdade... é que falta um pedaço.
Falta.

viernes, 7 de agosto de 2009

"Eu não posso mais viver sem mim"

"Se eu queria enlouquecer, essa é minha chance..."
Já desisti de me perguntar o porquê e sigo. Não importa para onde, mas sigo.
Se dói eu seco as lágrimas, aperto o passo, respiro fundo...
Na queda livre eu abri meu pára-quedas, que para minha surpresa tinha a minha cara estampada.
Thanks God for me.
(Súbita auto-estima, juro que estou sóbria... haha)

miércoles, 29 de julio de 2009

Boa noite.
(Te cubro, te beijo o rosto e a testa. Faço uma oração com você. Acaricio tua face. Apago a luz e me retiro à minha escuridão.)

martes, 28 de julio de 2009

Ecoando na alma...

The moment I wake up
Before I put on my make up
I say a little prayer for you
While combing my hair now,
And wondering what dress to wear now,
I say a little prayer for you

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever, we never will part
Oh, how I love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only meen heartbreak for me.

I run for the bus, dear,
While riding I think of us, dear,
I say a little prayer for you.
At work I just take time
And all through my coffee break time,
I say a little prayer for you.

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.

I say a little prayer for you

I say a little prayer for you

My darling believe me,
For me there is no one but you!
Please love me too
And I'm in love with you
Answer my prayer now babe

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever,that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me

miércoles, 22 de julio de 2009

A Clarice me lê e diz o que eu não consigo

"Agora preciso de tua mão,
não para que eu não tenha medo,
mas para que tu não tenhas medo.
Sei que acreditar em tudo isso será,
no começo, a tua grande solidão.
Mas chegará o instante em que me darás a mão,
não mais por solidão, mas como eu agora:
Por amor."

(Clarice Lispector)

jueves, 16 de julio de 2009

Quem de nós dois?

Algumas coisas são como colocar sal nas feridas...
Doem.
Ou então...Sabe... sabe quando na ferida está começando a formar uma pele suave, para dar início ao processo de cicatrização e você vai lá e cutuca? Sua própria ferida, você cutuca. Então.
Burrice?
Talvez. Mas é difícil resistir a certas coisas, mesmo quando elas te causam dor.
Dor e prazer se assemelham.
Dor e saudade.
Caos e paz. Uma paz caótica esse amor que só sangra. Ainda sangra.

"Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
[...]

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida"

martes, 14 de julio de 2009

:(

Cada vez que yo me voy
Llevo al lado de mi piel tus fotografías
Para verlas cada vez
Que tu ausencia me devora entero el corazón
Y yo no tengo remedio más
Que amarte...

En la distancia te puedo ver
Cuando tus fotos me siento a ver
en las estrellas tus ojos ver
Cuando tus fotos me siento a ver

Cada vez que te busco te vas
Cada vez que te llamo no estás
es por eso que debo decir que tu solo en mis fotos estas(BIS)

Cuando hay un abismo desnudo que se pone entre los dos
Yo me valgo del recuerdo taciturno de tu voz
Y de nuevo siento enfermo este corazón
Que no lo quede remedio mas que amarte

En la distancia te puedo ver
cuando tus fotos me siento a ver
en las estrellas tus ojos ver
Cuando tus fotos me siento a ver

Cada vez...
(Juanes y Nelly Furtado)

lunes, 13 de julio de 2009

As coisas se misturam e doem.
Passado, presente e incertezas. Não quero mais sentir dor e medo, não quero mais.


"São duas casas totalmente separadas
A do desejo e da razão
Que se revezam quase religiosamente
Tal qual a luz e a escuridão..."

martes, 7 de julio de 2009

El pasado

Quem assistiu El pasado sabe do que estou falando (e sim, você assistiu).
Não, eu não posso lidar sozinha com essas lembranças...
Venha dividir as fotos, só eu não posso...
Fique com os livros que deixei aí, eu levo comigo as histórias.
Algumas peças de roupa não me farão falta, por isso não as quero. Fique também com os cds, tenho em mim toda a trilha sonora dessa dor...
Mas guarde também os segredos que deixei aí, meus podres e minhas flores, meus medos e êxtases, sonhos rasgados e meu sonambulismo.
Não jogue fora as piadas que contei, nem as metáforas que eu inventava e que passavam desapercebidas...
A flor de madeira... coloque um dia em um vaso e, se possível, não queime a caixa que fiz como artesã. Ela é tão óbvia, eu sei. Ela estampa uma história, mas não importa. Outra pessoa entenderá.
Se por acaso você ainda achar algum daqueles bilhetes que eu costumava esconder, não se assuste, será antigo já, mas é provável que a mensagem seja atual.



martes, 30 de junio de 2009

Estranho assim.
É como querer tapar uma cratera com britas, um buraco negro com a tampa de uma panela...
tudo é sugado pra dentro. Tudo vem e tudo passa, já dizia minha avó. Mas hoje leio isso de outro modo: tudo vem até mim e passa por mim. Nada é retido.
Tudo vem e me atravessa. Não permanece, é aspirado e vira poeira cósmica.
Quero fazer parar.

domingo, 21 de junio de 2009

"Os outros" - Kid Abelha.

E só.

:ó(

viernes, 19 de junio de 2009

Insônia, pensando na volta do que não foi e na estância daquele que realmente nunca esteve.
Dor, buraco no peito que me engole de madrugada e encharca rosto, travesseiro, cabelo e alma.
Por quê?
Lembrar deste sempre que é nunca e do nunca que foi sempre... sempre foi.


"Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota...
Eu não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça
Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa...

Quando muito ainda é pouco
Você quer infantil e louco
Um sol acima do sol
Mas quando sempre
É sempre nunca
Quando ao lado ainda
É muito mais longe
Que qualquer lugar..."

martes, 16 de junio de 2009

"...envelheci dez anos ou mais, neste último mês..."

viernes, 12 de junio de 2009


martes, 19 de mayo de 2009

prendida en tus dedos

Assim, quando me tens estampada nos teus dedos, frágeis fortes dedos, tudo é e pode ser. Desliza tão fácil e sutil.
Desenhada nas linhas de tuas mãos, sou tão manuseável... me apagas e retraças meus traços que se confundem já com as linhas de nossos destinos...
De repente, como um pensamento líquido deslizo pelos teus braços e logo pelo resto de teu corpo.
Encontro o chão e depois...
Para onde fui?
You tell me.

sábado, 16 de mayo de 2009

Something in your eyes is so inviting...

domingo, 10 de mayo de 2009

lenços de papel kleenex

Você vai caminhando pela estrada de tijolos amarelos e de repente: zaz (alguns tijolos desaparecem). Quem iria prever que faltaria o chão?

"quem constrói a ponte não conhece o lado de lá."

lunes, 4 de mayo de 2009

Panis et circensis

Não fosse por Bergman, nossa virada teria sido mesmo nada cultural. Mas seguramente foi muito mais divertida...

martes, 28 de abril de 2009

Eu continuo aqui, tentando transformar a poeira em poesia. Em outras palavras, dando aulas.

martes, 21 de abril de 2009

Primeiras rosas






A expressão do Primeiras Estórias de uma maneira sensível, sutil e muito bem elaborada. Arte de verdade.
No Teatro Popular do Sesi.
Porque ninguém vive de não.

martes, 31 de marzo de 2009

Outro dia o assunto era escrever diários e lembrei que enchia agendas e agendas de porcarias, papéis e recordações de fatos ou semi-fatos do dia. Pedacinhos de passado ficando eternizados na medida do possível em um livro de 365 páginas. Atestado de tempo livre.
Vejo minha agenda de agora: uma lista de afazeres futuros, não mais passado, não mais tempo para contar histórias e filosofar o cotidiano simples. Só o porvir, esquematizado nas 24 curtas-horas do dia.
..............................................................................................................................................................................
Alumna: Pareces cansada.
Yo: Es que estoy, he trabajado mucho.
Alumna: Realmente estás muy muy cansada... tienes que dormir un poco. ¿Practicas algún deporte?
Yo: No, es que hay trabajo, facultad, clases para preparar...
Alumna: Vas a ponerte vieja rápido. Con dinero (???), pero enferma.
Yo: Não tem muita escolha. Fazer o quê.
(porque nestas horas sempre voltamos à nossa língua materna...)

martes, 17 de marzo de 2009

"Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei só eu sei
Sabe lá o que é não ter e ter que ter pra dar?
Sabe lá
Sabe lá
E quem será
Nos arredores do amor
Que vai saber reparar
Que o dia nasceu
Só eu sei
Os desertos que atravessei
Só eu sei
Só eu sei
Sabe lá
O que e morrer de sede em frente ao mar?"

(Djavan)

lunes, 16 de marzo de 2009

Esperando pelo inverno...

ansiosamente...

martes, 10 de marzo de 2009

Às vezes é melhor calar, mas tem horas que o silêncio é um grito que dói mais.
Não, eu não faço parte do club silêncio, na minha vida há banda e há orquestra, minha melodia vai além do nada, da omissão.
Mas sempre há um mas.
Cheguei numa bifurcação do jardim onde os dois caminhos são cortantes. Silêncio e palavra me rasgam, não tem muito para se escolher.
Essa madrugada vi um linda estrela se apagar.
"La muerte está bailando con el llanto/ Y cuando quiera bailará conmigo"

martes, 3 de marzo de 2009

Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora

Não ligue pra essas caras tristes
Fingindo que a gente não existe
Sentadas, são tão engraçadas
Donas das suas salas

Quem tem um sonho não dança
Bete Balanço, por favor
Me avise quando for embora

(Cazuza e Frejat)

viernes, 20 de febrero de 2009

"Tchau radar..."

miércoles, 18 de febrero de 2009

Meu consumismo me levou a isso, quanto impulso, admito. Mas vendo um livro do Adolfo Bioy Casares por 15 reais, quem não compraria?
Tenho certeza de que foi ele quem me conduziu a isso. Sim, ele com suas histórias fantásticas, mundos paralelos e projeções.
Entrei no livro, nos contos e em outra dimensão.
Ah, mas eu não quero voltar.

lunes, 16 de febrero de 2009

Especial

"Ahhhh (resmungo)...vai pro seu cobertorzinho...zzzz..."

miércoles, 11 de febrero de 2009

Quero uma torta de blueberry

Então a gente assiste "My blueberry nights" e acha fofo e todos aqueles adjetivos vazios que levam a lugares comuns, mas depois pensa melhor e lembra: quantas vezes não foi preciso ir pra longe pra se encontrar? Ou encontrar o que se quer.
Comigo foi assim. Eu fui pra querer o que ficou.

ps: o título original é muito mais poético que "um beijo roubado". Mas eles não encontraram uma tradução pra blueberry, porque a gente não come ela no Brasil (tá, talvez em algum mercado tenha, mas não é comum). Na Espanha era chamado "arándano" e ficava muito bom no risoto.

lunes, 9 de febrero de 2009


martes, 3 de febrero de 2009

Hoje, na Augusta indo pro trabalho (escola de idiomas, limpe seus pensamentos, han), vi uma taturana esmagada na calçada e pensei "o que ela estava fazendo aqui?" Tão pequena, frágil e esmagável, fora de seu lugar, foi resolver andar com os grandes, sob milhares de pernas e pés e sapatos impiedosos que inadvertidamente pisam para chegar a algum lugar.
Então houve uma identificação.
Por que querer andar entre os grandes, quando se tem a gelatinidade e o tamanho de uma taturana? Por que, sabendo que tantos pés imensos me pisam diariamente para chegar a algum lugar ou manter-se em seus postos?
Isso vale pro senhorzinho que passa o dia na frente da tv e tenta me conduzir com seu controle remoto ultrapassado.
Pra que lutar contra tantos gigantes?
Então, à noite, um sinal.
Telefone toca. Tia-que-conta-histórias conta o fato reportado por jornais e etc do homem que morreu pela picada de uma taturana. Levou dez minutos, não houve tempo para chegar ao hospital.

viernes, 23 de enero de 2009

Mas sinto que faltou algo. Algos.
Fim de inferno astral.
TOMARA.

jueves, 22 de enero de 2009

22

E tanto e sempre e mais, de um amor que se renova, se esgota pra ressucitar.
Pulsa na veia, corre no coração, escorre da alma.
Amor vermelho sangue.

miércoles, 14 de enero de 2009

"Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter carinho, pensei que amar é fácil.[...] É também porque eu me ofendo à toa. [...] Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes."

Eu pensaria que tinha sido eu quem escreveu este trecho se não soubesse que foi a Clarice Lispector. (conto "Perdoando Deus")

martes, 13 de enero de 2009

Texto apagado de 08 de janeiro

Essa época de férias escolares (só das escolas dos outros pq eu continuo dando aula) é uma calmaria.
Ruas como as que eu moro permitem até que vc as atravesse! Ruas como a minha que já foram até confundidas com avenidas, deixam você conversar com uma pessoa do outro lado...
Cada um de um ladinho... veja só.
E se você se irritar com algo e por acaso decidir quebrar seu guarda-chuva batendo ele contra o ponto de ônibus, ninguém nem vai ver. Tá todo mundo de férias.
Malditas férias.

viernes, 9 de enero de 2009

O calor me traz um algo assim de tédio. Mormaço, corpo auto-colante, moleza.
Vontade de ficar jogada no chão da sala, com a janela aberta vendo o vento chacoalhar a palmeira.
De preparar aula nenhuma, de organizar nada.
Só me deixar.
Mas aí vejo que há sombra e acho que é algo de sombrio em mim gostar da sombra. Então me vem uma vontade de rasgar a roupa do tédio e fazer algo.
Desesperadamente fazer algo. Caçar borboletas, jogar bumerangue, pular ondas, ler poemas romenos, assistir corrida de avestruz, ouvir músicas do Caubi Peixoto.
Qualquer surrealidade me agradaria agora.

martes, 6 de enero de 2009

Até o Fauno se perderia

Lendo o conto "El jardín de los senderos que se bifurcan" , do Borges (Ficciones), comecei a pensar em labirintos. Nos labirintos invisíveis do tempo e nos labirintos dos meus pensamentos.
Nestes últimos, só falsas saídas. Placas luminosas dizendo "por aqui", levando a lugar algum. Soluções em forma de comprimidos e cápsulas, todas inúteis.
Quando tudo o que eu precisava, na verdade, era de uma chave.

lunes, 29 de diciembre de 2008

Já que eu não tenho sono, eu tenho a madrugada e os meus livros. Assim eu me deixo e não falo comigo.
A grande questão são as micro-férias. Porque longe da correria eu parei de me arrastar e me deparei comigo, me olhei.
Começamos a conversar e não nos reconhecemos. Eu e eu. Duas estrangeiras num corpo.
Essa outra parte, sem parar de falar, sem parar de fazer tantas perguntas incômodas sem respostas. Tanta inquisição sutil.
É um espelho que se mostra sem que eu me olhe.
As coisas começam a ter outra cor.

viernes, 26 de diciembre de 2008

39º

Vamos lá, talvez a febre ajude.
Por onde começo?
Ah sim, sim:
"A burguesia fede!", já disse o mestre Cazuza e as pessoas continuam repetindo num eco anormal e sem um grão de criatividade.
Sim sim...
Pelo amor de Deus, já estamos cansados demais de ouvir em pseudos-poeminhas que a culpa toda é da burguesia e do Sistema (sim, com letra maiúscula porque ele já virou entidade).
Parem um pouco de repetir incansavelmente sem refletir...
Quem é o burguês? Quem é o tal Sistema?
Você já parou pra pensar que enquanto faz sonetinhos dizendo que a culpa é toda do cara riquinho, não está fazendo mais do que prolongar a interminavel divisão das castas? O que se faz com tanto protestinho de fundo de quintal infundado é repetir e repetir feito papagaio ensinado. É isso que o tal "Sistema" tanto quer, a divisão. Você, senhor engajado, é puro Sistema camuflado.
Cai na real, meu amigo, minha amiga inteligente: pregar contra quem tem só mostra o desejo nada oculto de ter também e assim se eleva ad infinitum (como se escreve isso?) o preconceito que já existe de sobra. E tô falando do preconceito não do possuidor e sim daquele que não possui.
Tanto protesto é dor de cotovelo e se não fosse, os "manifestantes" perceberiam que correm por dinheiro, que fazem hora extra por dinheiro, que fazem crediário nas Casas Bahia pra ter a tv que brilha na casa do burguês, pra ter "status". Já foi engolido pelos valores que tanto critica.
E nem nota que o tal "burguês" é mais ou tão escravo quanto o proletário, porque sofre com todo tipo de doença psico-somática e gasta rios de dinheiro lutando contra o stress, já que vive para trabalhar e manter o patrimônio inútil.
É, caro amigo "militante", sinto te informar que o Sistema traiu a todos, pobres e ricos, cada um ferrado de uma maneira.
E sua pseudo-militância não derruba o monstrinho-sistema, só gera mais ódio contra pessoas de classes diferentes.
Quer um conselho?
Comece a escrever sobre o que é universal pra todo ser humano e não sobre as diferenças. Mostrar onde se é igual gera união e não esse ódio que ninguém precisa mais.
Ah, o Cazuza foi um poeta sim, foi sábio em reconhecer a podridão do dinheiro mal usado, mas pelo amor de Deus, tragam algo novo aos saraus e reuniõezinhas culturais.

miércoles, 10 de diciembre de 2008

"Quem não tem o prazer de penetrar no mundo dos idosos não é digno da juventude." (Augusto Cury)
Sabe, com tanta dor a gente pensa em muitas coisas. Uma delas é que é muito importante valorizar a vida e as pessoas. Tá, parece algo de auto-ajuda e até pode ser, mas não era a intenção.
Eu não sei, mas nos últimos tempos eu tive contato com um tipo de amor tão puro e forte que acho que todos os seres humanos merecem sentir isso. O amor da doação, da dedicação, algo que não sei definir bem. O amor de cabelinhos brancos, enrugado, com um sorriso sincero de agradecimento no rosto.
Quando você tem um ser tão frágil e tão forte nas suas mãos, com o quádruplo da sua idade, o mundo pára e você fica parada naquela carinha que te conta sobre a vida e tudo o que foi. Você se esquece de si por um bom tempo e percebe o outro e começa a atribuir uma importância tão grande a ele que as pequenas coisas parecem ficar diferentes.
Se eu pudesse dar um conselho a qualquer um que quisesse conselhos, eu diria: visite sua avó, seu avô. Procure saber quem eles realmente são, quem foram, o que eles carregam em si. Muitas gente chega a pensar que não entendem nada de nada porque são velhinhos, mas a verdade, meu amigo, é que enquanto estamos indo eles já estão voltando.
Dá para aprender muito com esses seres especiais, vale a pena procurá-los para um café, um papo, um abraço.
Aproveitar o tempo em que eles ainda estão por aqui, porque depois... depois são só as fotografias.

sábado, 6 de diciembre de 2008

Nonna,

"Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu,
Por toda a minha vida."

(Vinícius de Morais/Tom Jobim)

Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar... o que ficou, é para sempre.
Obrigada é muito pouco.

sábado, 29 de noviembre de 2008

Quando as pessoas dizem "eu sinto muito", não, elas não sentem.

"Segue o teu destino,
rega tuas plantas,
ama as tuas rosas.
O resto é sombra de árvores alheias."
(Fernando Pessoa)

viernes, 21 de noviembre de 2008


lunes, 10 de noviembre de 2008

"Não refreie as lágrimas; chore tantas vezes quantas desejar, mas não lamente desesperadamente sua perda. Ao contrário, honre-a vivendo com maturidade. Honre-a enfrentando seus temores. Elogie-a sendo generosa, criativa, afetiva, sincera. Viva com sabedoria. [...] vá em frente! Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar!"
(O vendedor de sonhos, Augusto Cury)

domingo, 9 de noviembre de 2008

Consoada

Quando a indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(Manuel Bandeira)

jueves, 6 de noviembre de 2008

Tentando fugir da massa, você vira massa...



viernes, 24 de octubre de 2008


Discretamente ela rastejou, se esgueirou e roubou das mãos alheias a sua própria vida. Agarrou com tanta, mas tanta força o "objeto" roubado, que este começou a penetrar por seus poros. Então correu.

Agora ela está foragida, esperando que a absorção se dê por completo.

E não, ela não pretende devolver.

jueves, 16 de octubre de 2008

Você me ama apesar de mim?

lunes, 6 de octubre de 2008

Os dias chovem e eu chovo todo dia

Fica mais um pouco comigo, por favor.
Só mais um pouco pra eu tentar corrigir os 24 anos da minha pura estupidez cavalar e grosserias.
Mais um pouquinho, pra eu continuar ouvindo as histórias da Segunda Guerra Mundial, de como a senhora pedalava uma bicicleta fugindo dos bombardeios com a minha mãe na barriga.
Mais um pouco pra me ensinar como é que se perdoa as pessoas, essa coisa tão difícil que a senhora conseguiu fazer tão bem, sempre.
Fica mais um tempo aqui, nesse mundo cão pra se indignar com os vândalos que pulam portões pra pichar nossa fachada. Pra contar como essa casa foi comprada.
Pra dar o aconchego do seu sorriso de cobertor nesses dias frios.

miércoles, 1 de octubre de 2008

Ouvir para aprender

"De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, da vida em conjunto e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: "No princípio era o verbo". Eu acrescento: "Antes do verbo, era o silêncio". É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim -para ouvir as vozes do silêncio.
Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: "Cessa o teu canto!/ Cessa, que, enquanto/ O ouvi, ouvia/ Uma outra voz/ Com que vindo/ Nos interstícios/ Do brando encanto/ Com que o teu canto/ Vinha até nós.// Ouvi-te e ouvi-a/ No mesmo tempo/ E diferentes/ Juntas cantar./ E a melodia/ Que não havia./ Se agora a lembro,/ Faz-me chorar". A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa pára por não haver o que dizer, tratamos logo de falar qualquer coisa, para pôr um fim ao silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano, o nome do filme em que vi esta cena é "Aconteceu em Tóquio". Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do ser. A filosofia oriental, pela questão do vazio, do nada. É no vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. "Como é a professora?", sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: "Ela grita...". Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, dona Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola, a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete: "Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra -"É exatamente como eu, eu...'- e começa a falar de si, até que a primeira consiga, por sua vez, cortar -"É exatamente como eu, eu...". Essa frase parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar, à força, o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro."
(Rubem Alves)